
Como era de esperar, o pindérico boicote televisivo à cobertura jornalística da campanha eleitoral autárquica mostra, desde já, os seus fins. Ouvi hoje – custou, mas ouvi – os comentários com que o sr. Santos Silva polui o “éter” semanalmente e nos quais perorou abundante e disparatadamente sobre a situação dos diversos partidos e as suas – dele – expectativas quanto às eleições.
Confesso que estava curioso com os termos em que seria feita a despedida por parte do entrevistador, já que começara, oficialmente, a campanha. Um sorridente e cúmplice “até para a semana” desfez as dúvidas: os comentadores profissionais – inclusiva e principalmente os dirigentes partidários em actividade ou em pousio – continuarão em plena actividade. Poderão os candidatos – só me lembro de António Costa – ser substituídos por artista semelhante, mas nada mudará senão o facto de não haver, sequer, uma sombra de contraditório, já que foi decretado o silêncio jornalístico.
A jogada é evidente. A comunicação televisiva vai habitar a ficção e as narrativas desta aliança comentatória PSD, PS, CDS, UNIÃO NACIONAL com uns pozinhos exóticos aqui e ali. Para não falar já na escumalha de pseudo-jornalistas que saltitam entre os poleiros do poder e a profissão da qual têm – mas não deviam ter – carteira profissional, os quais não se cansam de proclamar a sua isenção (necessidade de afirmação, diria Freud). E é nesta nuvem ficcional que esta quadrilha quer que as populações formem as suas opções. Quem tem alguma dúvida de que esta eleição assusta a corja, tem aqui a prova. Assim os eleitores estivessem à altura da afronta






Eleições autárquicas para quê? Para promoção de corrupção e atribuição de tachos. Agora estes infelizes lembraram-se de criar 1ºs secretários, secretários e adjuntos para as “entidades municipais”, com ordenados de presidente de câmara, despesas de representação, ajudas de custo e “popó”. E depois, querem “requalificar” funcionários… Bomba neles e já !!!
Magnifico.
Sem tirar nem por.