Selecção Nacional: O mito de Scolari acabou


Onde se torna óbvio que ser derrotado nos penalties de umas meias-finais contra a Espanha Bicampeã da Europa e Campeã do Mundo tem muito mais valor do que perder uma Final em casa contra a pobre Selecção da Grécia.
Onde se compara a pobreza franciscana da Selecção de 2012, o que só engrandece o trabalho de Paulo Bento, com o luxo da Selecção de 2004 que Scolari desperdiçou.
A ler no Bitri.

Sócrates e Passos Coelho: Uma diferença

Quando ouvi o Presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto a propósito do encerramento dos Tribunais, referindo que todos os dias o Governo ataca um sector diferente (o que até é verdade) – serviços de Saúde, de Educação, etc. – lembrei-me de José Sócrates.
A verdade é que, apesar de tudo, há diferenças entre Sócrates e Passos Coelho. Independentemente das medidas, que são mais ou menos as mesmas – e por agora não me vou pronunciar sobre o encerramento dos Tribunais (que é diferente, ainda assim, de encerrar Escolas e Centros de Saúde), Sócrates personifica o que de mais odioso tem a política. Porque se Passos Coelho ataca os serviços públicos em nome do Orçamento, Sócrates atacava de forma constante os próprios funcionários, os próprios profissionais, em nome de guerras mesquinhas que tinham como única intenção pôr uns contra os outros.
Foram os Magistrados, depois foram os Professores e por aí fora. Nunca me senti insultado por Nuno Crato, por exemplo, apesar de não concordar com as suas medidas. Mas nunca fui tão insultado e humilhado, directamente, como no tempo da Prevaricadora Maria de Lurdes Rodrigues.
Estou completamente à vontade para escrever isto, até porque tenho batido em Pedro Passos Coelho, desde o princípio, com alegria e entusiasmo. Por isso rapidamente mudarei de opinião se vir que, afinal, estava errado.

Ranking das escolas: Comparação 2001 – 2010 ou os efeitos nefastos de Maria de Lurdes Rodrigues

São estes os verdadeiros números do «ranking» que interessam. À medida que as medidas de Maria de Lurdes Rodrigues foram sendo implementadas, as escolas públicas foram desaparecendo do mapa:
Média 2001/2006 – 2 escolas públicas nos 10 primeiros lugares; 6 nos 20 primeiros; 10 nos 25 primeiros; 33 nos 50 primeiros. 2007 – 1 nos 10 primeiros; 5 nos 20 primeiros; 9 nos 25 primeiros; 28 nos 50 primeiros. 2008 – 0 (ZERO) nos 10 primeiros; 3 nos 20 primeiros; 7 nos 25 primeiros; 23 nos 50 primeiros.
No «ranking» de 2009, por exemplo, havia uma escola pública nos vinte primeiros lugares. E mesmo essa, não serve de grande exemplo: só levou a exame 14 alunos. Agora há duas.
Foi a isto que conduziu a política educativa da Ministra da Educação e do anterior e actual Governo. E de quem é a culpa que as escolas públicas estejam a desaparecer progressivamente dos primeiros lugares do ranking?Deve ser dos professores. Os tais que, pelos vistos, dantes não eram avaliados, mas que conseguiam melhores resultados para os seus alunos do que agora.
Ou então é dos alunos. Aqueles que são cada vez menos responsabilizados e cujo sistema facilita cada vez mais a sua progressão, ao ponto de se querer acabar com as reprovações. Aqueles que vêem que tanto faz reprovar porque se está doente ou porque se vai para o café. Aqueles que vêem que tanto faz estudar ou não.
Das senhoras ministras? Que ideia! Nem pensar! Então não se vê o clima sadio que ela criou nas escolas para professores e alunos. Então não se vê como as escolas privadas vão esfregando as mãos de contentes?

Muito mais haveria a dizer sobre isto. Porque, no fim de contas, as escolas privadas não são em nada melhores do que as públicas. Algumas serão, a maioria não. A falácia destes números, onde tanto vale uma escola com 50 exames como outra com 500, e onde tanto vale seleccionar os alunos como acolhê-los a todos, não esconde, no entanto, o desaparecimento das escolas públicas desde 2005.
Desde o dia em que Maria Lurdes Rodrigues entrou no Ministério da Educação para enfernizar a vida a toda a comunidade educativa com os milhares e milhares de diplomas, leis, decretos e despachos que diariamente ia vomitando para cima das escolas.
A História lhe fará a justiça devida.