Workshop: Como viciar um concurso público

Passo 1: escolher o familiar, amigo ou potencial “doador” a quem se quer adjudicar determinado serviço.

Passo 2: pedir ao familiar, amigo ou potencial “doador” escolhido para criar um caderno de encargos com elevado grau de complexidade, de tal forma limitativo que garanta que será quase impossível aos possíveis concorrentes conseguir atender a todas as exigências em tempo útil. Excepto ao prestador previamente escolhido, conforme definido no Passo 1, que foi devidamente informado antes da abertura do concurso, para garantir que será o único a cumprir o caderno de encargos por si criado. [Read more…]

O Caso Vera Pereira, o IEFP e a ignorância em forma de blogue

Tudo começou com a publicação pelo Arlindo do que parecia ser uma oferta de emprego com destinatário reservado (o “Tugaleaks” diz que chegou primeiro, mas o analfabetismo que por ali infelizmente grassa pelos vistos também inclui a simples contagem de tempo). A coisa espalhou-se pelas redes, e como estamos em Agosto no dia seguinte chegou à comunicação social.

Ora nem tudo o que parece é. Compreendo que o Arlindo com o saco cheio dos concursos de professores feitos à medida de fulana & sicrano tenha visto “educadora de infância” e automaticamente disparado. Não fiz o mesmo apenas porque em tempos lidei com o IEFP por via de uma associação sem fins lucrativos com estatuto de Empresa de Inserção. E sei que estas coisas funcionam assim: para obter os benefícios do IEFP (neste caso num programa de apoio à formação), mesmo que a lei não imponha que uma empresa funcione como o estado na selecção de quem ali vai trabalhar é obrigatório o formalismo de fingir que sim. [Read more…]