Quando a extrema-direita defende o politicamente correcto nem mede as palavras

Este falejar quer tão só dizer que nove negros foram mortos por um não negro numa igreja frequentada por negros em Charleston.

Se eles fossem brancos a notícia seria: nove pessoas mortas numa igreja em Charleston.

No primeiro caso mata-se por ódio, No segundo os sentimentos do assassino são irrelevantes. É assassino e ponto.

Para Helena Matos um segregacionista de 21 anos que entra a matar numa igreja de negros não personifica um crime de ódio. É só um crime. Chama-se a isto politicamente correcto, precisamente a expressão que é utilizada para o defender. Não, não é um paradoxo: o politicamente correcto, ou seja, o totalitarismo da linguagem, existe tanto à esquerda como à direita, mas a direita finge-se virgem, e depois cai nisto.

É doentio? é. Mas sobretudo acontece quando a ideologia é tão forte que por vezes nega o mais elementar bom senso. Infelizmente é humano.

O cartaz do goês ou um racista é um racista e é um racista

Sobre o ø amarelo no cartaz de Cøsta- http___blasfemias.net_2015_05_27

Do dicionário:
goês
(Goa, topónimo + -ês)
adjectivo de dois géneros (…) 2. Natural ou habitante de Goa.

racismo
(raça + -ismo)
substantivo masculino (…) 2. Atitude hostil ou discriminatória em relação a um grupo de pessoas com características diferentes, nomeadamente etnia, religião, cultura, etc.

in Blasfémias

Aniversário

O Observador, o primeiro blogue português subsidiado, faz hoje um ano.

Ó Rodrigo, anda comigo ver os…

O verdadeiro macho reduz uma sova colectiva a uns tabefes, “um rapaz que fica 13 minutos a levar estalos e murros de 5 meninas diferentes” não passa de uma mariquice para o forcado Rodrigo Moita de Deus.

Irmão, filho, neto e por aí fora de figueirenses, gajo que assistiu a um jogo do Leirosa (meninas são as claques dos grandes ao pé da assistência fêmea no campo mais temido pelos árbitros da A. F. Coimbra), embora tenha perdido a monumental coça que todo um posto da GNR já ali levou, deixo um desafio, e não renegando a minha outra ascendência, macha, alfacinha e ribatejana:

– Ó Rodrigo vai lá, a Buarcos, à Quinta do Paço, à Cova ou à Gala, à Leirosa ou à Costa, mas Tavarede também pode ser, mete-te nas Alhadas, vai lá chamar-lhes meninas, de caras e frente a frente.

Podes levar outro herói, uma coisa que assina NILTON, suponho que é uma abreviatura e se arma em justiceiro de facebook, sempre são dois.

Eu vou contigo, só para ver como ficam os teus colhões.

Observatório de Atenas

sur-europa-podemos

Um novo blogue, Observatório da Grécia, preenchido por conhecidos e reputados blogueiros, propõe-se “disponibilizar mais informação do que a que se pode atualmente encontrar, favorecendo uma leitura informada sobre os acontecimentos” da Grécia. Uma missão inovadora, de que nunca ninguém se tinha lembrado entre nós, que tal como tanto Zé fazia falta.

Acho muito bem. Pela nossa parte é um sossego saber que já não precisamos, no Aventar, de traduzir ou publicar textos como Não há tempo para jogos na Europa (17.154 visualizações), Carta Aberta de Alexis Tsipras aos Leitores do Handelsblatt (16.531 visualizações), Carta aberta de um estudante liceal grego (4.644 visualizações), Petição sobre a dívida da Alemanha à Grécia em reparação pela invasão na II Guerra Mundial (mais de 8.765 visualizações) ou Como um grego ensina a um alemão a História das dívidas (mais de 27.048 visualizações).  Muito melhor que nós a casta, perdão, a nata da nata se encarregará dessa tarefa (ainda podia acrescentar umas legendagens de uns vídeos, mas nem vale a pena) com um alcance muito mais vasto. Por outro lado parece-me que artigos como o do Rui Curado Silva, Paralíticos Gregos vs Donas de Casa da HSBC, se remeterão à simplicidade dos seus 4.146 leitores, o que é preciso é disponibilizar mais informação e comentário de forma a alcançar quem a leia.

É um sossego, a partir de agora a malta de Lisboa (com duas notáveis excepções, eu sei) trata do assunto, nós cá pela província pensaremos, talvez, em divulgar o que de helénico se passa fora de Atenas.

Da natureza de classe

Leonidas-Bobolas
Leonidas Bobolas, um Ricardo Salgado grego do ramo da construção e dos media, cruzamento com Balsemão, portanto, recusou-se a pagar  1,8 milhões de euros ao fisco. Foi para o xilindró,  e pagou a correr umas horas depois. É a primeira vez que alguém da lista dos 50 mais ricos da Grécia é incomodado, o que diz tudo sobre as anteriores governações, e a forma como encaravam a separação de poderes.

Perante isto, como reage o verdadeiro liberal, versão séc XXI? ai jesus, é a Venezuela,  já andam a arranjar bodes expiatórios.

Um clássico, a defesa da benemérita classe que esconde o que deve na Suiça nunca engana.

Um cretino é um cretino e é um cretino

“Querem incentivar a natalidade? Permitam o consumo livre de álcool por adolescentes.” – professor Vítor Cunha.