Catástrofe no mercado laboral

bate novo recorde em Março. O drama.

Dia de luto para a direita radical: número de inscritos nos centros de emprego recua para valores de 2009

IEFP

Até pode ser uma questão sazonal, um esquema qualquer de engenharia política ou um programa de estágios manhosos oculto, daqueles que o governo PSD/CDS-PP usava para aldrabar os números do desemprego. Pode ser tudo junto. A diferença, é que enquanto durou o quase crime da caranguejola, qualquer notícia que desse conta de uma descida tão significativa do número de inscritos nos centros de emprego, principalmente quando os números nos chegam do IEFP e são apresentados como os mais baixos desde 2009, teria enchido capas e inundado as redes sociais da imprensa ao serviço do velho regime. Por algum motivo, só deu para este quadradinho e para umas poucas peças, tímidas e quase sem destaque nenhum. No ministério da propaganda, impera o silêncio. Alguém lhes dê um flute para acalmar os nervos.

Recorte encontrado na infame página d’Os Truques da Imprensa Portuguesa

IEFP apagou 56,3 mil desempregados por mês desde o início do ano e 60 mil só em Junho

desemprego

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), tutelado pelo Ministério do Emprego e da Segurança Social, “eliminou dos ficheiros” uma média de 56,3 mil desempregados por mês desde o início do ano; 60 mil em junho, mostra um estudo do economista Eugénio Rosa. Esta “limpeza” permite ao governo anunciar números de desemprego registado muito mais favoráveis, acusa. [d]

O quarto milagre de Fátima: desceu o desemprego

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Hoje foi dia de propaganda do IEFP. Apareceram uns números com “estimativas” do número de empregados em Portugal e tudo (sendo estas cálculos baseados em sondagens, sempre gostava de conhecer a amostra e a margem, de erro).

A malta do costume despeja aquilo com a inutilidade de quem diz ao desempregado e seus familiares que como ele se recorda ainda ontem pegou ao serviço. A chatice é que os desempregados ainda votam.

Voltando à realidade: este anúncio de um estágio pago por todos nós para alguém ir vender santinhos em Fátima, das 9h às 20h (e vais com sorte, por aqueles lados a vida nocturna é muito sossegada), é uma excelente amostra do emprego criado por este governo. Ou de como o governo subsidia o empreendedorismo, enquanto corta nas prestações sociais.

Contos para crianças I: a competitividade

Empresas apoiadas pelo Estado pagam 505 euros a engenheiros e professores” (DN). Até António Nogueira Leite afirma que teria “vergonha” de contratar um engenheiro por 500 euros. I rest my case.

Como contratar um iraniano em Portugal

Em tempos, que me conste a legislação tão inspirada em Paulo Portas não mudou, conheci o estranho mundo da contratação por uma entidade privada portuguesa de um cidadão estrangeiro absolutamente especializado naquilo de que precisávamos.

No caso uma companhia de teatro e um argentino, actor, encenador, e sobretudo praticante de teatro acrobático, na altura inexistente em Portugal.

O processo é simples: pede-se ao IEFP o que pretendemos, o pedido é espalhado pela pátria, não havendo ao fim de x tempo ninguém que corresponda podemos passar à papelada seguinte até à autorização de trabalho para cidadão estrangeiro, etc, essas coisas simples que distinguem um emigrante em situação legal de um clandestino.

Tivemos azar: o IEFP local ligou e perguntou-me na cara se aquilo não era um perfil muito especializado só para legalizar um estrangeiro. Descaí-me, acabei a perguntar-lhe como é que os clubes de futebol da zona contratavam os seus especialistas em bolas paradas ou remates de cabeça ao fundo da baliza, não apreciaram a comparação, correu mal. Passei depois uma manhã a ligar para o Ministério da Cultura acabando na secção de Dança, só sabiam de casos em importação de coreógrafos, mas nem com essa simpática cooperação encontrámos outra forma de satisfazer o SEF. Sim, o SEF, de quem neste caso o IEFP foi amigo. O SEF é que exige a declaração do IEFP em como ninguém respondeu à oferta de emprego que obviamente exagerámos. [Read more…]

Concurso para profs e formadores do IEFP

Se querem a minha opinião, a estratégia do Governo é simples: despedir formadores e colocar nos seus lugares as sobras dos quadros de pessoal docente (horários zero) do MEC. Mas aí está o concurso – acaba amanhã.