Desde que em Novembro comecei a aventar sobre o ensino privado que se instalou nos comentários uma espécie de santa cruzada, formada por professores dos colégios, mães e pais que usufruem de serviços religiosos pagos pelo estado, e que não se confundem com quem muito simplesmente não concorda comigo.
Escrever sobre os colégios da minha aldeia levou a que depressa surgissem insinuações sobre a minha vida privada e profissional, ameaças veladas aqui e ali, na demonstração dessa velha estratégia das hordas católicas: quando se esgotam os argumentos passa-se para o ataque ad hominem, quem não é por eles só pode ser uma má pessoa, o velho ódio ao herege tão típico dos fundamentalistas.
Ontem chegaram ao ataque tu quoque, acusando-me de ter estado destacado pelo Ministério da Educação na Companhia de Teatro Viv’arte.
A Companhia de Teatro Viv’arte pertence a uma associação cultural sem fins lucrativos, isenta de impostos por despacho assinado pela sra. Manuela Ferreira Leite, foi fundada pelo professor Mário da Costa, meu mui caro amigo e um dos melhores professores que Portugal tem, a partir duns miúdos complicados do 2º ciclo Oliveira do Bairro e depois de outros encontrados nas valetas do mundo por onde passa, insistindo em nelas recolher pessoal da pesada que algumas vezes conseguiu transformar em gente com profissão e vida estável, tendo de resto o estatuto de empresa de inserção. Ser acusado disto por um professor de um colégio onde menino com necessidades educativas especiais não entra tem a sua graça, como ironia, mas encheu o copo. Quem continuar a comentar os meus textos com acusações ao autor, ou ameaças e insinuações, verá todos os comentários aos meus postes apagados, como agora fiz.
Discutam e divirjam de mim à vontade; mas quando, à falta de argumentos, o argumento passa a ser o outro argumentador, temos o caldo entornado.
Aprendi uma palavra, 





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