A santa cruzada passou-se

PROCURA-SE CRUZADO DO SÉCULO 21 Desde que em Novembro comecei a aventar sobre o ensino privado que se instalou nos comentários uma espécie de santa cruzada, formada por professores dos colégios, mães e pais que usufruem de serviços religiosos pagos pelo estado, e que não se confundem com quem muito simplesmente não concorda comigo.

Escrever sobre os colégios da minha aldeia levou a que depressa surgissem insinuações sobre a minha vida privada e profissional, ameaças veladas aqui e ali, na demonstração dessa velha estratégia das hordas católicas: quando se esgotam os argumentos passa-se para o ataque ad hominem, quem não é por eles só pode ser uma má pessoa, o velho ódio ao herege tão típico dos fundamentalistas.

Ontem chegaram ao ataque tu quoque, acusando-me de ter estado destacado pelo Ministério da Educação na Companhia de Teatro Viv’arte.

A Companhia de Teatro Viv’arte pertence a uma associação cultural sem fins lucrativos, isenta de impostos por despacho assinado pela sra. Manuela Ferreira Leite, foi fundada pelo professor Mário da Costa, meu mui caro amigo e um dos melhores professores que Portugal tem, a partir duns miúdos complicados do 2º ciclo Oliveira do Bairro e depois de outros encontrados nas valetas do mundo por onde passa, insistindo em nelas recolher pessoal da pesada que algumas vezes conseguiu transformar em gente com profissão e vida estável, tendo de resto o estatuto de empresa de inserção. Ser acusado disto por um professor de um colégio onde menino com necessidades educativas especiais não entra tem a sua graça, como ironia, mas encheu o copo. Quem continuar a comentar os meus textos com acusações ao autor, ou ameaças e insinuações, verá todos  os comentários aos meus postes apagados, como agora fiz.

Discutam e divirjam de mim à vontade; mas quando, à falta de argumentos, o argumento passa a ser o outro argumentador, temos o caldo entornado.

A islamofobia cheira a merda

 Aprendi uma palavra, islamofobia. Tenho algum hábito, quase condescendência, em co-habitar com a imbecibilidade humana, o tanto aperto a mão a um branco como o pescoço a um preto, as mariquices contra e pró, a inferioridade atávica das gajas, etc. e etc. O convívio é tanto que dou por mim a passear pelo lado das piadas racistas, homófobas e machistas, o que não é o fim do mundo mas é feito em ameno convívio com os filhosdaputa, coisa sempre desagradável a partir do nariz. Tenho um olfacto sensível que já sofre com os neo-cruzados, só me faltava uma guerra de religiões para empestar os ares, a pestilência dos cagões num regresso aos anos 30 em todo o seu esplendor, onde estava judeu troquem por islão e lá se levantam os cobardes à procura de um expiatório, bode ou cabra tanto se lhes faz.

O filhodaputa tem de ter medo, porque o medo é uma condição estimável para lhe dar ânimo à fanfarronice. Tem medo de si bate nos outros. Os filhosdaputa são cagões por natureza. E cheiram mal, cheiram a merda

Leiam o excelente destaque da edição de hoje do Público Online, "Discriminação contra muçulmanos está a aumentar em toda a Europa", passem os olhos pelos comentários e percebem logo do que falo e porque tenho a pituitária cheia de esterco mesmo sem ter chegado a fuçar.