Títulos das próximas crónicas de José Manuel Fernandes

Hoje, José Manuel Fernandes (JMF) declarou que é capaz de acabar com o problema da colocação dos professores. Deu à sua crónica o título: Querem acabar com os caos [sic] das colocações? Eu digo como. O João José já descodificou o texto.

Não vou explorar o veio do mau português de JMF, porque não seria inédito e acabaria por se tornar repetitivo. Prefiro tentar adivinhar títulos de algumas das próximas publicações do ilustre cronista. O resultado é uma patetice, mas é natural: estou a escrever sobre o José Manuel Fernandes.

Aqui vai, por temas:

Futebol

Querem que a selecção nacional marque mais golos? Convoquem-me

Sexo

Querem que as vossas mulheres tenham orgasmos múltiplos? Dêem-me a vossa morada

Culinária

Querem que a vossa maionese deixe de talhar? Eu explico

Saúde

Querem saber qual é a cura do ébola? Eu envio por mail

Sociedade

Querem uma xícara de açúcar? Batam-me à porta

Educação

Querem saber de quem é a culpa de as escolas terem turmas de trinta alunos, de se terem transformado em agrupamentos gigantescos, de haver falta de recursos humanos, de se ter cortado nas horas de várias disciplinas, de se ter obrigado à alteração de manuais adoptados para seis anos ao fim de dois anos e de haver tantos erros nos concursos dos professores? Esperem aí, que ando sempre com uma fotografia do Mário Nogueira no bolso

Maionese

Palavra deliciosa, perfumada e viajada! E espanhola, acima de tudo!

A maionese é esse molho fabuloso que melhora qualquer sandes por mais pobre que ela seja! Mas não só. Acompanha bem com inúmeros pratos!! Tão importante ter no frigorífico como ter o leite!

Molho frio feito de azeite, vinagre, gemas de ovos, sal e especiarias, a maionese terá sido descoberta em Minorca no século XVIII por um primo do cardeal Richelieu que a provou numa estalagem local. Levou-a, ainda bem, para Paris, onde a iguaria obteve imediato sucesso na corte real.

A maionese é espanhola, embora as marcas que levamos para casa a façam mais alemã…

Mayonnaise, para os franceses, maionese para nós, ela é, para os espanhóis, uma «salsa mahonesa».

(Adoro a etimologia, essa parte da gramática que nos explica a origem das palavras.)

É que a maionese, mayonnaise, foi inventada em Maó (Mahón, em castelhano), capital da ilha de Minorca.

O seu a seu dono, por favor!

Ovos estrelados

Em Abril, na revista Fugas/Público, Miguel Esteves Cardoso escreveu deliciosamente sobre a felicidade de comer ovos estrelados! No mesmo dia, li no Expresso que vão ficar mais caros 60% …

Vou escrever sobre eles, hoje, que a minha sogra me trouxe meia dúzia de ovos das suas galinhas!

Um ovo estrelado é uma beleza! Quem não gosta de ovos estrelados? «Espetar» a batata frita aos palitos na gema… ou o arroz misturado com a gema semicrua!!

Lembrei-me neste exacto segundo que costumava misturar açúcar com broa nos ovos estrelados quando era criança. A minha mãe adorava também. Julgo que já não o faz…

O que seria de uma dona de casa sem os ovos? Quando não há nada de jeito para fazer nem tempo para descongelar peixe ou carne, recorro aos ovos, os melhores amigos da cozinheira!! Claro que mais que um já é uma festa!

O que se pode fazer com ovos…quase tanto como com o bacalhau!

Um ovo estrelado dentro de um pão (a gema a cair no prato), acompanhado por uma sopa já desenrasca e nada mais rápido. Comida de pobre? 

Comida de «pobre» é a que me sabe melhor!

Às vezes SABE BEM ser mauzinho

 

 /></a><br /> …existe beleza e utilidade — dizem que o macerado de urtigas é bom contra os pulgões.<br /> Colocar 500g de urtigas frescas ou 100g de urtigas secas em 10 litros de água durante dois dias ou então deixar curtir quinze dias.<br /> Aplica-se a primeira forma imediatamente sobre as plantas atacadas. A segunda, deve ser diluída, sendo uma parte da solução para 10 partes de água.<br /> Se alguém experimentar, gostava de saber o que aconteceu.</p> 		     	      </div> 		<br clear=

 

Aproveitando o facto de elas estarem a crescer desalmadamente e me inundarem o quintal, fiz hoje a primeira Sopa de Urtigas da minha vida. Ainda por cima, parece que as ditas fazem bem e são afrodisíacas.

É claro que não disse nada à família. Deixei-os comer a sopinha toda até ao fim e perguntei-lhes se tinham gostado. Hum, estava boa, disseram todos.

Era a minha deixa para desvendar o segredo. Já era tarde para protestos.