Estamos todos “***idos”

António José Seguro está rendido à sorte da chuva torrencial que inundou o castelo de Costa. António Costa sente-se pungido pelo temporal. O povo está esvaído em dívidas. E Manuel Alegre está quase ofendido com as propostas de Seguro para diminuir o número de deputados. O Governo está ressentido com quem esvaziou o Citius.

Entre rendidos, pungidos, esvaídos, ressentidos, e demais “***idos”, alguém há-de escapar.

Eu próprio, mesmo com pleonasmo, sinto-me, então, comedido. Abusar, abusei ao almoço: entre uma feijoada à transmontana, com um bagaço para compor, e o Manuel Alegre que me entrou pela casa dentro, aos gritos, ofendido (quase) num comício, só me faltava ouvir o Mário Soares a perorar contra a intempérie, que é culpa da Protecção Civil, que só a previu a destempo dos políticos em campanha eleitoral. Mas esse deve estará dormir a sesta, que é o que vou fazer, já a seguir.

A conta, por favor!

Somos escravos da nossa soberania

Todos en un puño

Hoje é o dia em que o Presidente da República recebe o projeto de lei para o Orçamento de Estado de 2013: quanto Produto Interno Bruto (PIB) vai entrar na Nação, quanto desse PIB podemos gastar, qual é a parte do PIB para pagar as dívidas da República por causa dos empréstimos contraídos pelo indigitado Primeiro-ministro, nomeado por ele. A responsabilidade é ampla e larga: comunista, bloco de esquerda, socialista, neoliberal, tem de fazer contas, pensar, indigitar, transferir. O trabalho é árduo e pesado, com apenas oito dias para resolver se rejeita, promulga ou devolve o projeto com comentários. O daguerreotipo que coloquei como imagem, indica o que é soberania: do povo, pelo povo e para o povo, especialmente os trabalhadores, a grande massa da população de Portugal. O PR vai exercer o seu poder soberano, por outras palavras, o seu poder supremo. Entregue a ele pela massa da população antes mencionada.

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Sócrates, Coelho e a Nossa Senhora de Fátima

nuvem

Como é habitual, abro o computador de manhã, hoje para ler os comentários sobre o debate dos candidatos a Primeiro-ministro de Portugal, e nada de novo encontro. Reflexo do próprio debate de ontem à noite.

A reiteração da crise económica que afecta o país é uma temática ouvida vezes sem fim desde finais de 2010. Ontem, não houve novidade, talvez os candidatos com esta estratágia procurem convencer eleitorado fora dos seus partidos. Estou certo que os membros do PS e do PSD devem aplaudir para animar os seus amados confrontantes.

Fiquei surpreendido ao ouvir a temática da crise económica. Não havia motivo nenhum para continuar com uma temática que está mais do que resolvida, com os empréstimos que o mal fadado FMI já resolveu. Ou os empréstimos da Alemanha, da Finlândia que mudou de posição e do não passou ao sim, e os fundos da União Europeia reservados para crises dos seus Estados Membros, quase esgotados a partir da Grécia, da Irlanda e, evidentemente, de nós. [Read more…]

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