Os U2 e a alfaiataria nacional

You may know I’m guest-hosting tonight because Dave’s got a little eye problem. He’s having trouble seeing. Now that’s the bad news. The good news is he now qualifies to be an umpire on the tennis tour.
— John Mc Enroe

the /t/ is often elided
— Ida Brunsvik Eriksen

The… what do they call them? The emoticons. At first, I really thought they were dumb, and I didn’t use them, but (by God!) I use them. No. I only use one… two types… well maybe even more…
— Douglas Hofstadter

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Vale a pena ler alguns dos comentários a este descuido dos U2.

Infelizmente, muitos dos comentadores não conhecerão a ortografia praticada no sítio do costume.

É pena.

A propósito, daqui a cerca de um mês, vou a Cracóvia falar sobre Lisboa. Lisboa fonológica. Enquanto preparo os últimos pormenores da comunicação, aproveito para vos deixar descansar, repor baterias. Daqui a pouco menos de um mês, acreditai em mim, tudo estará exactamente na mesma. Quando? Daqui a umas semanas. Onde? No sítio do costume.

Efectivamente.

Até meados de Outubro.

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Nuno Crato escreve ‘interacção’. Interacção? Então, porquê?

Mignonne, allons voir si la rose
Qui ce matin avoit desclose
Sa robe de pourpre au Soleil,
A point perdu ceste vesprée
Les plis de sa robe pourprée,
Et son teint au vostre pareil.
— Pierre de Ronsard

In these two languages [English and Spanish], phonemic boundaries overlap such that the same acoustic signal corresponds to different phonemes in each of the two languages; conversely, different acoustic signals correspond to the same phoneme across languages.
— Fish, García-Sierra, Ramírez-Esparza & Kuhl

I don’t have a trunk on my bicycle.
— Douglas Hofstadter

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De facto, Nuno Crato escreve ‘interacção’. Porquê? Porque escreve em português europeu, apesar de, aparentemente, de vez em quando, tentar adoptar o AO90.

Efectivamente, aparentemente. Porque Nuno Crato sabe que *interação mais não é do que uma espécie de repetição nasalada, uma iteração com vogal nasal.

Quanto ao jornal que não aproveita plenamente as vantagens de viver em liberdade, ei-lo de novo a fazer figuras tristes.

Há fatos

há contato  [Read more…]

Para o bailinho, sff

Did this stability come at the expense of economic growth?
— Paul Krugman

Do you think—now that you know a true account of lightning striking tall trees—that you have a greater wisdom in advising kings on military matters than did Artabanus 2400 years ago? Do not exalt yourself. You could only do it less poetically.
— Richard Feynman

Spotting hidden patterns, extracting deep gists, forming high abstractions, making subtle analogies – these to me define the crux of the mental; they are what we do best of all creatures, natural and artificial, on the surface of this tiny huge green ball spinning its way through vast empty chasms of space.
— Douglas Hofstadter “Just Who Will Be We, in 2493?“

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Em meados de 2008, algures na cidade de Lisboa, eu e António Emiliano conversávamos sobre o pára/para, discutindo exemplos que simultaneamente mostrassem o ridículo e a nulidade científica do Acordo Ortográfico de 1990. Muito antes de me ter surgido o “Mourinho pára Portugal” e de me ter aparecido o “Bloqueio nos fundos da UE pára projecto de milhões na área do regadio” (exposto quer em comunicações, lisboeta e atenienense, quer na própria fonte, i.e., no Público), apareceu-nos o

Alto, e para o baile.

Para onde? Para o baile.

Para o baile? Para o baile.

Entretanto, anteontem, 10 de Janeiro de 2018, comme si de rien n’était, Ferreira Fernandes escreveu o seguinte

Não, não vou. Vá para o baile, mas sem mim, sff.

Já agora, essa *perspetiva é muito pouco unificadora e merece que acerca dela se reflicta.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

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