Ele é tão evidentemente estúpido… É um rufia, um cão, um porco, um aldrabão, um artista da mentira, um vadio que não sabe do que está a falar

E quem o disse foi o Robert de Niro. É esta capacidade que os homens das artes têm: expressar o que nós temos dificuldade em dizer. E, tudo o que se possa dizer sobre o imbecil do Trump será pouco, mas os U2 também já nos ajudaram a expressar o que vai na alma do Mundo perante tal personagem.

Ne me quitte pas

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Foi ao som de “Ne me quitte pas” de Jacques Brel que Bono Vox, ajoelhado,  fez a homenagem dos U2 a Paris e encerrou a iNNOCENCE Tour.

Ver Bono ajoelhado fez-me pensar na política francesa e europeia. Está quase a fazer um ano que regressei a Paris e voltei a ver/sentir o que já tinha visto e sentido poucos anos antes. Desconforto.

Desconforto de muitos franceses, portugueses, africanos ou asiáticos que se sentiam (e sentem) “abandonados” por um conjunto de políticas internas descuidadas que os atiram para os braços da Frente Nacional, uma espécie de “lado negro” da política francesa. E as últimas eleições em França (tanto as europeias como agora as regionais) são disso testemunha.

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Raised by Wolves, dos U2

Pode ser visto exclusivamente durante umas horas no site Nowness. Este video tem a particularidade de ter sido realizado em Lisboa por um dos nossos excelentes artistas dessa arte ainda vista como menor, a street art. O realizador é o lisboeta Vhils, que faz estes trabalhos fabulosos:

Sons do Aventar :: U2 :: Songs of Innocence II

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O tempo é bom conselheiro. Escrevi aqui sobre o último trabalho dos U2 logo após a sua publicação no iTunes. Agora, passados uns dias e depois de ouvir “Songs of innocence” várias centenas de vezes (sim, centenas delas) julgo estar mais habilitado para uma análise mais “profunda”.

Para início de conversa: é o melhor álbum dos U2 desde 1991. Ou seja, desde “Achtung Baby”. Nunca me tinha acontecido tal. Nas primeiras audições gostei, apenas e só. Quanto mais vezes ouvia e ouço, cada vez gosto mais. Talvez tenha começado por ouvir ainda com os dois anteriores em mente, os que menos gosto da banda. Um preconceito errado. Mea culpa.

As primeiras músicas que me despertaram a atenção foram “Every breaking wave”, “California”, “Song for Someone”, “The Troubles” e “Raised By Wolves”. Ao longo dos dias e das várias audições despertei para “Iris, hold me close” e “Sleep like a baby tonight”, “Cederwood road” ou “This is where you can reach” e assim de repente temos praticamente todo o álbum. Portanto, estou rendido. Algumas vão “explodir” ao vivo graças ao seu enorme potencial em concerto. Outras vão ficar para sempre coladas ao corpo. Ok, não estamos perante um “War”, “Inforgettable Fire”, “The Joshua Tree” ou mesmo “October”. Mas não fica muito longe de alguns deles, não senhor. Arrisco mesmo que é um renascer.

Agora é esperar, ansiosamente, que arranquem os concertos! E enquanto isso, mais umas centenas de vezes a ouvir estes “songs of innocence” enquanto não chega o “Songs of Experience”…

Every breaking wave on the shore
Tells the next one “there’ll be one more”
Every gambler knows that to lose
Is what you’re really there for
Someone I was fearless
Now I speak into answer phone
Like every falling leaf on the breeze
Winter wouldn’t leave it alone
Alone

If you go?
If you go your way and I go mine
Are we so?
Are we so helpless against the tide?
Baby, every dog of street
Knows that we’re in love with defeat
Are we ready to be swept off our feet
And stop chasing
Every breaking wave

Sons do Aventar :: U2 :: Songs of innocence

Songs of innocence

Songs of innocence

 

Já uma vez escrevi: os U2 até podiam lançar um disco de fados que eu o compraria para juntar à minha colecção. Porém, uma coisa é coleccionar. Outra é gostar. E sou assaltado por justas dúvidas da qualidade que teria tal obra.

As mesmas dúvidas que tenho com os últimos dois álbuns dos U2 (“How to dismantle an atomic bomb” de 2004 e “No line on the horizon de 2009”). Nem me atrevo a comparar com “War” de 1983, “The Unforgettable Fire” de 1984 ou “The Joshua Tree” de 1987 – estes dois últimos são os meus preferidos sendo que se fosse obrigado a escolher “o melhor” não teria qualquer dúvida: “The Joshua Tree”. Ainda hoje é obrigatório na minha playlist e a ele volto sempre que me apetece ouvir boa música. Ou seja, todos os meses.

Esta madrugada fui surpreendido com uma prenda da Apple: descarregaram automaticamente e de borla o novo trabalho dos U2, “Songs of Innocence”. Não teve nada de inocente. Uma borla que serve todas as partes envolvidas: os U2 pela promoção e sabendo que nos tempos que correm não é a vender música que se ganha dinheiro (é a vender concertos), a Apple que sabe como poucos publicitar os seus produtos sem gastar grande coisa em publicidade e eu que, independentemente da qualidade da obra, teria de a adquirir na mesma.

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Dezembro


It was a cold and wet December day

Outubro

October and the trees are stripped bare
Of all they wear.
What do I care?

October and kingdoms rise
And kingdoms fall
But you go on
And on.

byU2