Mignonne, allons voir si la rose
Qui ce matin avoit desclose
Sa robe de pourpre au Soleil,
A point perdu ceste vesprée
Les plis de sa robe pourprée,
Et son teint au vostre pareil.
— Pierre de RonsardIn these two languages [English and Spanish], phonemic boundaries overlap such that the same acoustic signal corresponds to different phonemes in each of the two languages; conversely, different acoustic signals correspond to the same phoneme across languages.
— Fish, García-Sierra, Ramírez-Esparza & KuhlI don’t have a trunk on my bicycle.
— Douglas Hofstadter***
De facto, Nuno Crato escreve ‘interacção’. Porquê? Porque escreve em português europeu, apesar de, aparentemente, de vez em quando, tentar adoptar o AO90.

Efectivamente, aparentemente. Porque Nuno Crato sabe que *interação mais não é do que uma espécie de repetição nasalada, uma iteração com vogal nasal.
Quanto ao jornal que não aproveita plenamente as vantagens de viver em liberdade, ei-lo de novo a fazer figuras tristes.
Há fatos

há contato

e há pára.

Claro, porque pára ≠ para.
Exactamente.
Os meus agradecimentos ao excelente leitor do costume.
***






Nuno Crato é um poliglota. Fala várias linguas. Entre elas, o português corrente, escrito e falado, que você combate como poucos, o qual, ele nunca teve coragem de afrontar. Mas admito que fale também o português usado outrora por quem gostava de escrever.
Sou dum tempo em que o dicionário era peça fundamental na secretária de quem se predispunha a escrever uma simples carta. Muitas vezes mesmo, uma gramática. Hoje os corretores ortográficos paridos pela Microsoft ou pela Apple, fazem as delícias dos novos “doutores”.
É o português que temos!
Ainda bem que o cê de Crato não é mudo!
Rynmas Elegyacas em Omenagem ao Achordo Ortographico (parte XIII):
O “educadeiro” Crato,
Conhecido matemático,
Foi apanhado, de fato,
A escrever de modo erráctico.