Entenderam os líderes dos partidos de esquerda que o Observador é um jornal online de direita mas um jornal como os outros e concederam-lhe entrevistas.
O Observador é um projecto político, e não sei se projecto será a palavra mais correcta, pago por multimilionários para substituir o que não têm coragem para fazer, fundar um partido e concorrer às eleições. Os manuais do neo-liberalismo explicam porquê.
Tem de caminho a função de fazer umas transferências bancárias para alguns opinadores da extrema-direita, gente que mete sempre o bolso à frente das causas, e contratou alguns jornalistas para disfarçar a sua verdadeira função.
Passa pela cabeça de alguém que Jerónimo de Sousa dê uma entrevista ao Povo Livre ou que Catarina Martins preste declarações ao Portugal Socialista? Pela de ambos pelos vistos passou. O resultado está à vista, não só no branqueamento que emprestaram ao pasquim, como numa fantástica peça intitulada “O que distingue as nossas esquerdas?“, onde à cabeça Catarina aparece como não querendo o poder e depois se vão “extraindo pistas” e manipulando as afirmações que proferiram, deixando um retrato da esquerda portuguesa pintado pela direita. Uma festa, e de borla.
Que os dirigentes partidários não leiam blogues, e não tenham percebido o que é o Observador, já sabia, agora que ninguém os tenha avisado, isso estranho. Fica a originalidade: como as esquerdas portuguesas meteram a pata na poça. Agora sacudam a lama.










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