Um lesado de última hora

 

Jornal de Negócios, 15 de Março de 2019

 

Depois de transferir a sua sede europeia de Lisboa para Moscovo, na sequência do ultimato do governo português ao Estado venezuelano e subsequente apoio ao “presidente interino” Juan Guaidó, a empresa estatal Petróleos da Venezuela vem agora exigir 2 mil milhões ao Fundo de Resolução do BES. O advogado da petrolífera afirmou o seguinte: “Vamos ver se o Fundo de Resolução tem dinheiro e se o Estado não tem de injectar mais dinheiro, como já fez no passado”.

No subsolo deste conflito parece correr algo bem mais sério, como uma reconfiguração importante da geopolítica e geoestratégia portuguesas, à qual não são alheios fenómenos como o Brexit – a Espada de Dâmocles com que o Império Britânico tenta destruir a Europa -, a política  de guerra comercial de Donald Trump e o poder das agências de notação.

Portugal parece já ter escolhido o seu lado da barricada.

Breaking News: roubaram-nos (mais) 3 mil milhões de euros

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Álvaro Sobrinho, antigo presidente do BESA, a extensão angolana do outrora poderosíssimo império dos pobrezinhos da Comporta, revelou à revista Visão algo surpreendente e inesperado: os portugueses foram roubados.

São declarações bombásticas, que poderão levantar uma série de dúvidas ao caríssimo leitor, a começar por esta: exactamente a que assalto se referirá Álvaro Sobrinho? É que, dada a quantidade de assaltos bancários de que temos vindo a ser alvo, fruto da faustosa existência desta sociedade de salafrários que insiste em viver acima das suas possibilidades, torna-se difícil perceber a que assalto se referirá o doutor Sobrinho. Estará relacionado com papel comercial? Será algo de natureza socrática? Quiçá um Monte Branco? [Read more…]

Tavares “loves” Tutankamon

O Professor Freitas do Amaral publicou há dias um artigo no qual questiona o facto de Ricardo Salgado ser apontado como o único responsável pelo terramoto financeiro, político e judicial que envolve o Grupo Espírito Santo. Nesse artigo, o Professor Freitas do Amaral não escreve tudo o que pensa, nem tudo o que sabe, o que é normal e avisado. A queda do GES, independentemente dos juízos de valor que cada um possa fazer sobre a personalidade e a actuação do seu líder, é uma história que não foi, nem será contada, uma vez que é inverosímil. Não foi Ricardo Salgado, nem o seu império empresarial que ruiu.

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Lembrem-se disto quando tiverem que explicar aos vossos filhos por que raio foi a democracia desmantelada

Há 11 anos, na era da fartura socrática, Joe Berardo pediu um empréstimo de várias centenas de milhões de euros à Caixa, para a famosa compra de acções do BCP, sem que para tal lhe fosse exigida qualquer garantia, apesar do risco associado à operação.

Hoje, 11 anos depois, Berardo ainda nos deve cerca de 280 milhões de euros. Apesar da vida faustosa que todos lhe conhecem, este distinto empreendedor e coleccionador de arte ainda não encontrou meio de limpar o seu calote. E provavelmente nunca o fará, até porque não há quem o obrigue. [Read more…]

Um excendente de pobrezinhos na Comporta

Fotografia: Joaquim Norte Sousa@Expresso

Um excedente de 1,3 mil milhões nas contas do terceiro trimestre da Administração Pública é o mais recente conseguimento do CR7 do Eurogrupo, Mário Centeno. O resultado, revela o Expresso, é fruto de um crescimento de 5,4% da receita (que é como quem diz os nossos impostos mais umas taxinhas), superior aos 2,2% registados do lado da despesa (parcialmente cativada). Mas um tipo olha para aquilo e pensa “Porra, para quem está habituado e ver tudo no vermelho, um excedentezinho não é nada mau!”.

O que sucede? [Read more…]

“Estranhíssimo”, disse Cavaco

Cavaco Silva classificou de “estranhíssima” a decisão de substituir Joana Marques Vidal. Já eu classifico de “estranhíssimo” o facto de não haver um único dos seus amigalhaços do BPN atrás das grades, apesar da épica cruzada da PGR cessante. Ele há coisas estranhíssimas, não há?

Mas, uma vez que estamos no campo do “estranhíssimo”, quem se lembra daquela vez em que o candidato Cavaco convidou uns quantos amigos da Sociedade Lusa de Negócios, dona do BPN, para a comissão de honra da sua segunda candidatura à presidência da República? Entre outros “notáveis“, estava lá Fernando Fantasia, o tal da célebre (e estranhíssima) permuta na aldeia do cavaquistão, esse grande amigo de Cavaco Silva que nos deve quase 250 milhões de euros. Por falar em dívidas, alguém me sabe dizer se Cavaco Silva já pagou o que nos deve do IMI que não pagou da sua residência na rua do BPN? É no mínimo estranhíssimo que um político tão experimentado, que ocupou os mais variados cargos, incluindo a pasta das Finanças, não conheça as suas obrigações fiscais. [Read more…]

Sabes que cheira (ainda mais) a esturro

quando José Sócrates sai em defesa de Manuel Pinho. Birds of a feather…

Aquelas coincidências do camandro

perto de 8000 milhões correspondem a operações ordenadas a partir do colapsado Banco Espírito Santo (BES), sendo que 98% dos fluxos de capital colocados em offshores em 2014 (o ano da derrocada do banco) ficaram omissos da base de dados.

As coincidências começam logo aqui. Havia um banco em vias de ser intervencionado e 98% das transferências do BES para offshores caíram no apagão. Sendo que 80% do apagão corresponde ao BES.

O “apagão” que se verificou no registo das transferências realizadas de 2011 a 2014 só ocorreu consecutivamente em três dos quatro anos nos ficheiros informáticos XML submetidos por dois bancos, o BES e o Montepio. O relatório de auditoria elaborado pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF) – que atribui os erros a uma “combinação complexa de factores tecnológicos” e considerou “improvável” ter existido mão humana no processamento parcial dos dados – referiu que os problemas aconteceram em três anos apenas em duas entidades financeiras.

Eis a coincidência explicada. Uma “combinação complexa de factores tecnológicos”. Com improvável intervenção de mão humana. Será, então, à mão divina a quem devemos apontar culpas? Na minha terra, o software ainda não nasce sozinho e há erros que vêm mesmo a calhar.

E o fisco, tão eficaz a lembrar-me que tenho uma factura para confirmar se o soro que comprei no supermercado tem receita médica ou não, deixa passar um buracão destes em três anos consecutivos?

Só tenho pena que estas coincidências tenham apenas incidência em possuidores de contas em offshores. Espero que o Bloco de Esquerda detecte esta desigualdade e que, prontamente, proponha uma lei para todos terem a sua conta fora de terra.

As citações são de uma notícia do Público.

Manuel Pinho: a minha humilde homenagem a um trabalhador singular

mp

No dia em que se celebra o Trabalhador, poucos portugueses serão tão dignos de homenagem como Manuel Pinho. O homem, o académico, o político independente, que se entregou de corpo e alma às funções ministeriais para as quais foi chamado, que desempenhou com mérito e distinção.

Porém, o ex-ministro foi mais do que um político excepcional. Durante o seu mandato, conta-nos a revista Visão, Manuel Pinho não se rendeu ao ócio ou à preguiça, nem nos raros momentos que lhe restavam, depois de toda a azáfama governativa e das coisas do dia-a-dia de um homem normal. Não. Nos tempos mortos, tão mortos que quase não se encontrava registo deles, Manuel Pinho trabalhava para ajudar a desenvolver e a elevar a banca portuguesa. Ministro durante o dia, consultor do BES nas horas vagas. Pela módica pechincha de 14 mil e tal euros mensais. O Ronaldo faz isso em duas horas. E o Capelo Rego está ali no canto a rir-se. [Read more…]

A Operação Marquês segundo a SIC

Nos últimos dias a SIC emitiu uma série de reportagens sobre a Operação Marquês. Ficam aqui, para vossa conveniência, essas reportagens:

2018-04-16 – Arguidos da Operação Marquês têm até 3 de setembro para pedir abertura da instrução

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Esta tipa não se enxerga?

O CDS-PP pretende que o ministro das Finanças e o Governador do Banco de Portugal prestem esclarecimentos após o parecer da Comissão Europeia sobre a venda do Novo Banco.

A pergunta é retórica.

3.9 mil milhões de euros em cima de outros 3.9 mil milhões de euros

7.8 mil milhões será o montante injectado no Novo Banco quando o Estado português colocar mais 3.9 mil milhões de euros neste banco para cobrir as imparidades, aos quais se fala de ainda virem a ser precisos outros 400 milhõese para cenas e coisas. Esta injecção de dinheiro resulta do acordo com a Comissão Europeia para capitalizar o buraco Novo Banco, criado com a jura de nenhum português lá precisar de colocar um cêntimo.

É oportuno recordar as palavras do Governador do Banco de Portugal, do ex-primeiro-ministro Passos Coelho e de toda a tropa de comentadores da direita, David Dinis e Raúl Vaz incluídos, que lançaram louvores à decisão ímpar, segundo eles, de o Governador e o Governo de então terem tido a coragem de enfrentar Ricardo Salgado, tese repetida ad nauseum, quando da retirada de Passos Coelho do Parlamento, através da qual os soldadinhos de chumbo procuraram lançar o spin de ainda se estar para ver a dimensão do grande líder tecnoformado.

Mas esta já se vê, com efeito. Aí estão os quase dez mil milhões de euros para pagar uma solução que o Banco de Portugal achava ser a melhor e que obteve a concordância do governo Passos Coelho / Paulo Portas / Assunção Cristas, a tal que assinou de cruz na praia. Mas, como disse recentemente o ex-grande líder laranja, a reforma que ficou por fazer foi a do código do trabalho. Prioridades.

Aproxima-se outro candidato a buraco tapado pelos contribuintes: o Montepio Geral. Abram os olhos, portugueses. Ou então, caso contrário, prepararem-se para abrir a carteira.

Como vai o fundo pagar o empréstimo do estado?

Fundo de Resolução dá como perdidos os €4,9 mil milhões injectados no Novo Banco em 2014

2 pesos e 2 medidas é que não pode ser, explicações precisam-se…

54 mil Euros pagos em 6 prestações a 3 familiares entre 2009 e 2011, por alguém que tem declarados rendimentos de trabalho dependente na ordem dos 200 mil Euros não parece à primeira vista um assunto de grande relevância. [Read more…]

Ricardo Salgado e Cavaco Silva

Desenganem-se aqueles que julgam que daqui sairá alguma acusação de que Cavaco Silva foi um politico corrupto, até porque todos sabemos que seria preciso, ao comum dos mortais, nascer duas vezes para ser mais honesto que o político mais político de todos os políticos, que apesar da sua condição gosta de falar dos políticos e da situação deste país como se não fosse nada com ele.

Acontece que, e à luz dos mais recentes desenvolvimentos em torno da operação/processo/caso Marquês, sabemos hoje que existem fortes indícios – vá, vamos todos fazer de conta que respeitamos o princípio da presunção da inocência – de que Ricardo Salgado abriu os cordões à bolsa para corromper grandes figurões como José Sócrates, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, apenas para citar alguns nomes. E que, para aqui chegar, foi preciso mover mundos e fundos, que levantam questões pertinentes sobre aquilo que parece a microscópica ponta de um gigantesco icebergue. [Read more…]

Querem pôr o Ricardo Salgado a pão e água. Comunistas!

Fotografia via Imprensa Falsa

Apesar do inestimável contributo para a destruição do Grupo Espírito Santo, e em particular daquele que era o seu filho pródigo, o BES, que nos custou uns quantos milhares de milhões de euros, que continuaremos a pagar, de múltiplas formas, por muitos e longos anos, Ricardo Salgado, outrora Dono Disto Tudo, recebe uma simpática pensão de 90 mil euros. É sempre reconfortante perceber que, no admirável mundo podre da elite financeira, destruir um banco traz consequências destas. Ainda bem que existem mecanismos para desmotivar quem lhe quiser seguir as pisadas.  [Read more…]

Ficava-lhe bem dar o exemplo, Marquês Pereira Coutinho

Andava eu a ler sobre calotes ao BES, hoje Novo Banco, a propósito desta interessante posta do Ricardo. Vou por ali abaixo, Luís Filipe Vieira, José de Mello, Joe Berardo, Vasco Pereira Coutinho…Vasco Pereira Coutinho? O nome diz-me qualquer coisa, mas acho que existem vários e são todos bem-sucedidos. Qual será este?  [Read more…]

Tem a certeza que quer falar sobre ligeireza e irresponsabilidade, deputada Cristas?

A ex-ministra que aprovou o projecto de resolução do BES sem saber muito bem do que se tratava, assinando de cruz com a própria admitiu, veio por estes dias acusar o primeiro-ministro de ligeireza e irresponsabilidade no que toca aos temas da Segurança e da Educação. Sobre o primeiro, com o foco de Assunção Cristas a apontar para o impasse nas secretas e para a ameaça terrorista, desconheço a existência de motivos para alarme. Aliás, a falta de notícias sobre o tema leva-me a crer que, das duas uma: ou os serviços de segurança têm sido extremamente eficazes a antecipar e desmontar potenciais ameaças, ou serão os terroristas que não têm grande interesse em gastar os seus parcos recursos no Rectângulo. A ausência de chefia nas secretas, por si só, não me parece motivo de grande preocupação. Com certeza que as suas funções estão asseguradas, ainda que de forma interina. [Read more…]

CDS-PP: não se passa nada.

 

Submarinos, Paulo Portas, Escom, contrapartidas, Jacinto Leite Capelo Rego e BES. Não se passa nada.

Portucale, Telmo Correia, Herdade da Comporta, despacho de última hora, abate de sobreiros, Abel Pinheiro e BES. Não se passa nada.

Casino de Lisboa, Telmo Correia, Estoril-Sol, despacho de última hora, Abel Pinheiro, Paulo Portas e uma tal de “coisa”. Não se passa nada.

Helicópteros, Paulo Portas, 60 mil cópias de documentos, contrato tóxico e BES. Não se passa nada.

Apesar da presença assídua de Telmo Correia, Abel Pinheiro e dos famosos despachos de última hora, dois nomes sobressaem entre os restantes: Paulo Portas e BES. E era isto que vos vinha cá dizer. Não admira que este vídeo incomode tanta gente no Largo do Caldas. E na Comporta. Mas não se passa nada.

via Uma Página Numa Rede Social

 

verdade = ƒ(x),  x ∈ {tempo, espaço}

A solução encontrada para o Novo Banco é questionável? Claro que é. Mas o modo como Montenegro e Cristas abordaram a questão é intelectualmente miserável e eticamente repugnante. Quanto ao grau de amnésia patenteado, trata-se já de um problema médico, pelo que não me vale uma palavra.

A oferta do BES aos americanos e a hipocrisia de António Costa

Vinha aqui escrever que o Governo ia vender o BES ao desbarato, mas António Costa conseguiu ultrapassar as minhas expectativas. Afinal, não vai vendê-lo ao desbarato. Vai simplesmente oferecê-lo a um grupo americano especializado na especulação financeira.
Como sempre, serão os contribuintes a pagar a factura através de uma garantia de 4 mil milhões . Não me interessa o nome que o primeiro-ministro lhe dá, como não me interessam os seus jogos de palavras e as suas mentiras. Em termos de hipocrisia, António Costa não é melhor do que Passos Coelho.

E quer esta senhora ser presidente da CM de Lisboa

A vida política portuguesa é insólita. Volta e meia temos um destes episódios, bizarros, que nem a maquilhagem mais espessa consegue dissimular, mas aos quais grande parte dos portugueses assistem, impávidos, como se nada fosse. Temos esta senhora, Dra. Assunção Cristas, que lidera um partido, o CDS-PP, que apesar de pequeno, tem enorme influência na banca, nos grandes escritórios de advogados e nas grandes empresas, e que dá uma entrevista ao Público onde confessa, sem grandes rodeios, que estava muito descansada de férias e recebeu um pedido urgente da ministra das Finanças. Era preciso aprovar um decreto-lei, que a senhora Cristas desconhecia por completo, e que assinou de cruz, como se nada fosse. [Read more…]

PSD em alerta: CDS entra na corrida pelo grande prémio Parvoíce do Mês

As votações estão abertas, caro leitor. Vote já na sua parvoíce favorita:

  1. A teoria da conspiração de Paula Teixeira da Cruz
  2. O tiro de caçadeira de canos serrados que Duarte Marques deu no próprio pé
  3. A negligência financeira de Assunção Cristas

Vote já e habilite-se a ganhar uma embalagem de radicalismo do amor. Limitado ao stock existente.

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

Assinou de cruz, com a que reciclou do voto

Cristas aprovou projecto de resolução do BES sem o ler“. Cada cavadela, cada minhoca. 

Zangam-se as comadres

descobrem-se as verdades?

Porque será que tudo vai dar ao BES?

Já em 2004, quando se falou no negócio dos submarinos, aquele que teve condenados pelo pagamento de luvas na Alemanha, mas que em Portugal ninguém terá recebido, pelo que o caso acabou encerrado, o esquema teria sido feito através da Escom, que pertencia ao BES.
Sabe-se agora que cerca de 7,8 mil milhões de Euros transferidos para offshore entre 2011 e 2014, tiveram origem no BES. O próprio presidente do BES terá retirado algumas centenas de milhões de Euros nas últimas semanas. [Read more…]

Carlos Costa e a “mão humana”

Carlos Costa deu uma entrevista sobre o que podia ter, ou não ter, feito quanto ao BES. Enfim, é o rescaldo da reportagem da SIC  “Assalto ao Castelo“.


Defendeu, novamente, que o enquadramento legal de então não lhe permitia retirar a idoneidade a Ricardo Salgado. Mas teve os pareceres jurídicos dos técnicos do BdP e do jurista Pedro Maia a dizer que sim, que podia retirar a idoneidade ao presidente do BES. Argumentou, ainda, que só o poderia fazer, na altura, com sentença transitada em julgado. Mas isso não foi impedimento para que, antes, Filipe Pinhal, Christopher Beck, Tavares Moreira, João Rendeiro e Armando Vara (*)  vissem a sua idoneidade retirada e, consequentemente, fossem impedidos de exercer actividade bancária. [Read more…]

Acho bem.

Carlos Costa pede para ser ouvido para se defender de “acusações distorcidas”. Haja deputados que se preparem.

Assalto ao Castelo – Reportagem SIC sobre o colapso do BES e o papel do BdP

A SIC teve acesso a documentos vindos do “Castelo”, metáfora visual para o Banco de Portugal (BdP). Todos com o selo de confidencial, vindos directamente do departamento mais sensível do BdP, a Supervisão Micro-Prudencial.

Ao longo da reportagem, é explicado, brevemente, o passado do BES, bem como a constante promiscuidade entre o poder político e o banco. Define-se o que é a idoneidade dos banqueiros e os poderes que o BdP tem para a remover, assim implicando a demissão dos cargos.

BES - ligação política (clicar para ampliar)

BES – (alguma da) ligação política

Num desses documentos confidenciais, os técnicos do BdP afirmavam que uma “actuação tempestiva” poderia vir a ser necessária. Vários factos são apresentados para consubstanciar uma coisa simples: O Governador do BdP, Carlos Costa, soube dos riscos inerentes ao GES pelo menos nove meses antes da resolução do BES mas optou por não agir. [Read more…]

Os livros que Cavaco deixou por escrever

Mais importantes para o público em geral do que a sonolência que se abatia sobre Cavaco quando conversava com Soares no Palácio de Belém ou a falta de cavaco passado a José Sócrates para revelar, sem escrúpulos, sem um único pingo de vergonha, sem perder aquele ar de presidente-de-facção-pai-do-passos, com uma ordinarice tamanha e com uma falta (até hoje, infelizmente) de sentido de Estado e de modo de estar na vida, conversas que jamais deveriam ser reveladas com o propósito expresso e declarado de ajustar contas com o primeiro-ministro com o qual nunca conseguiu trabalhar, foram os livros que Cavaco deixou por escrever.

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