Manifesto do Partido Comunista em versão cartoon


O Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels num pequeno filme animado de 8 minutos. O texto é o do próprio Manifesto, a realização pertence ao cineasta independente americano Jesse Drew.

Da série Filmes para o 8.º ano de História

Tema 8 – A civilização industrial no século XIX
Unidade 8.1. – O mundo industrializado

amar e ser feliz

amar e ser feliz

Brevemente deves estar comigo, minha querida neta May Malen. Enquanto não chegas, andam todos a correr porque me amam e querem que seja feliz com a tua visita. Quando Friedrich Engels, companheiro de escrita e de luta de Karl Marx, escreveu A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1a. Edição: 1884 ; 4a. Edição Revisada: 1892), nunca imaginou o ardente carinho que um pai de família, como eu, pode sentir pela sua neta mais nova, talvez porque não tinha filhos nem netos, e como o elo do texto era a relação entre a propriedade e a família, centrou o seu livro (que pode ser lido em http://classiques.uqac.ca/classiques/Engels_friedrich/Origine_famille/Origine_famille.html) mais na propriedade que devia ser comum para todas as pessoas, como acontecia nas famílias mais antigas da sua época. O autor não fala de emoções ou emotividades, não era necessário, porque partilhar tudo o que se tem ou se possa adquirir dentro do grupo doméstico, é bem emotivo sem dar mais explicações.

[Read more…]

O socialismo morreu? (Memória descritiva)

No pórtico do seu livro “O Pós Socialismo” (“L’Après socialisme”) que recentemente reli, quase trinta anos depois de ter sido editado em Portugal), dizia Alain Touraine: «O Socialismo está morto. A palavra figura por todo o lado, nos programas eleitorais, no nome dos partidos e mesmo dos Estados, mas está vazia de sentido». Este reputado sociólogo francês, criador do conceito de sociedade pós-industrial, propõe uma acção apoiada, não em partidos ou em sindicatos, mas sim em movimentos sociais.

Note-se que Touraine fazia esta afirmação antes de, na Europa, a grande ofensiva dos partidos socialistas ter tido lugar – em 1981, François Miterrand vencia as eleições presidenciais francesas e Andreas Papandreu as legislativas da Grécia; em 1982, Felipe González ganhava as eleições legislativas em Espanha e em 1983, Mário Soares, as de Portugal. Embora em Itália, o Partido Socialista de Bettino Craxi não conquistasse votações significativas e o seu nicho no ecossistema político italiano fosse, desde 1976, preenchido pelo euro comunismo do Partido Comunista de Enrico Berlinguer, o socialismo parecia estar vivo. A realidade contrariava a tese de Touraine? Foi precipitada a sua afirmação?

Ele falava de uma coisa diferente – do ideal que com Saint Simon e Owen deu os primeiros passos, acertando depois a respiração pelo resfolegar das máquinas com que o capitalismo inaugurava a era industrial e, com Marx e Engels, passou da fase utópica à fase cientifica. Filtrado pela revisão leninista, definido como ponte entre o capitalismo e o comunismo, após o pesadelo estalinista, entrou na senda do «socialismo real».

Num livro mais recente, “Un nouveau paradigme” (2005), Touraine analisou o percurso histórico das difíceis relações entre política, economia e sociedade, assinalando três etapas na laicização e privatização da economia europeia. Na Idade Média, séculos XI e XII o poder político fugia à tutela da Igreja. Os senhores feudais e as casas reinantes começavam também a sacudir o jugo religioso e a consolidar as fronteiras e soberanias. Deu-se depois uma aliança entre o poder político e económico. Nobres e mercadores conciliaram interesses Os príncipes patrocinaram grandes empreendimentos mercantis (nomeadamente os descobrimentos). Só, séculos mais tarde, com o advento da era industrial e do liberalismo, o poder económico ganhou vida própria, fora da esfera do poder político. A economia de mercado faz a sua aparição e estabeleceu o seu império. [Read more…]

%d bloggers like this: