Explicar a paixão pelo futebol

Há imagens que explicam de forma bem simples o que é o futebol!

A psicanálise da homossexualidade

divã de Freud

O divã de Freud

Após lançar rascunhos sobre a psicanálise, o que era dito pelo cientista em questão sobre a homossexualidade? Bem sabia ele quais eram as suas preferências. Era casado com a sua mulher Marta, com a qual tinham já quatro filhos. Ela já não queria mais e solicitou separar quartos.

Como judeu, o Talmude proibia a masturbação e o amor entre pessoas do mesmo sexo. No entanto, como diz na sua auto análise, sentia uma certa paixão pelo seu cunhado, casado com a irmã da sua mulher. O livro de Didier-Ansieu, de 1959, L’Auto-analysede Freud, Payot, Paris, traduzido ao luso-brasileiro em 1990, confirma esta asserção. Ninguém diz que Freud teve opções pelo mesmo sexo, mas o seu celibato obrigatório, levava-o a procurar sentimentos de acolhimento, por causa da sua mulher o ter mandado ao quarto vizinho. Como analisava no texto sobre resiliência, todo o ser humano precisa de afectividade e Freud tinha apenas a sabedoria dos seus discípulos e as queixas dos seus doentes e a [Read more…]

amar e ser feliz

amar e ser feliz

Brevemente deves estar comigo, minha querida neta May Malen. Enquanto não chegas, andam todos a correr porque me amam e querem que seja feliz com a tua visita. Quando Friedrich Engels, companheiro de escrita e de luta de Karl Marx, escreveu A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (1a. Edição: 1884 ; 4a. Edição Revisada: 1892), nunca imaginou o ardente carinho que um pai de família, como eu, pode sentir pela sua neta mais nova, talvez porque não tinha filhos nem netos, e como o elo do texto era a relação entre a propriedade e a família, centrou o seu livro (que pode ser lido em http://classiques.uqac.ca/classiques/Engels_friedrich/Origine_famille/Origine_famille.html) mais na propriedade que devia ser comum para todas as pessoas, como acontecia nas famílias mais antigas da sua época. O autor não fala de emoções ou emotividades, não era necessário, porque partilhar tudo o que se tem ou se possa adquirir dentro do grupo doméstico, é bem emotivo sem dar mais explicações.

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O beijo

…para os meus netos…

Bem sei que não conhecem a língua portuguesa, mas os vossos pais podem-vos explicar em inglês ou en neerlandês. Escrevo na língua impossível para vós, porque há obras do ser humano que impressionam os nossos sentimentos.

Esta imagem que vós apresento, foi esculpida em mármore pelo escultor francês Auguste Rodin (1840-1917), esculpida em 1883. Foi exibida na exposição internacional de Paris, em 1989, época em que se inaugurou A Torre Eiffel, cheia de luzes para a exposição. Em 1879, Thomas Edison tinha criado a iluminação eléctrica, base não apenas para a exposição, bem como para substituir os faróis a gás que iluminavam as ruas à noite. Foi a base do sucesso de exposição Internacional de Paris de 1889. A Exposição de Paris de 1889, centrava-se na “Torre de Gustav Eiffel” com 300 m., de altura, pesando mais de 7.000 toneladas e tendo mais de um milhão de rebites. Tinha duas longas galerias devotadas às Belas-Artes e às artes decorativas, por detrás ficava o imponente “Palácio das Máquinas”. Este último, projectado por Ferdinand Dutert e construído por M. Contamin, excedia em tamanho qualquer vão coberto construído até á data, com as suas 20 treliças principais, cobrindo um comprimento de 380 m., e cada uma vencendo 144 m., de vão livre. As treliças trianguladas, formavam arcos apontados sendo articuladas na sua base por eixos. Os visitantes circulavam num comboio interior em vagões abertos e sentados em cadeiras, sendo treliças um conceito arquitectónico que significa sistema de vigas cruzadas usado no tracejamento das pontes.

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as minhas memórias-12-o dia do amor

Ode à Alegria!

Em frente de mim, dentro do meu grupo social, tenho várias alternativas para cumprimentar no designado dia do amor. Antes de ir mais em frente, pergunto-me o que é o dia do amor? Porquê um dia apenas e não todos os dias do ano? Como diz um jornalista do Diário de Notícias, de hoje, 14 de Fevereiro de 2011: O dia de São Valentim, como o Natal, é quando o homem quiser. Certamente, refere-se ao homem e à mulher, ao companheiro e à companheira, ao casal. No entanto, com a nova lei do matrimónio, ao mudar as possibilidades do tipo de acasalamento, os cumprimentos de amor podem, finalmente, ser endereçados por todos e a todos, respeitando-se, assim, as opções emotivas, as formas de amar. [Read more…]

A vi e morri por ela – texto romântico

A minha Dama das Camélias

Era uma Violeta, era uma Camila, era a namorada de Alexandre Dumas filho, era a segunda mulher de Giuseppe Verdi, essa soprano da qual ele, casado e com filhos, o libertador da Itália dos Borbon Orleáns, o Deputado por aclamação, foi seduzido.

Uma Violeta de La Traviata, escrita pelo nosso jovem galã, apenas pode ser um ser divinos, de riso alegre, de alegria pela vida, sem medo da confrontar, com as suas duas mãos esticadas, as penas e as alegrias do amor, ou o endividamento, a poupança, saber usar os artefactos informáticos com uma habilidade nunca antes conhecida para um amador. Os técnicos têm os seus estudos, a sua preparação, estão obrigados a resolver a nossa ignorância informática, a saber endireitar o que nós nada sabemos para poder escrever. Como acontece comigo cada dia que escrevo e não sei esticar o uso do artefacto sob os meus dedos. Ela foi formada por mim na minha ciência, era a minha companheira de caminhadas, sabe gritar quando fica impaciente e gritar alto, com zangam mas com feitio. Uma dama, uma senhora.

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amar uma mulher

…para a mulher que trata de mim… ela sabe quem é

mulher da minha alma, salva-me

Não é simples definir a palavra amor. Ainda mais, se estamos apaixonados por ela.  Ou se andamos a fugir de uma academia que não nos quer nem ver, ouvir ou resolver os nossos simples problemas. É ela a que nos salva…

Por ser um sentimento, é capaz de não precisar definição. Os sentimentos vivem em nós, multiplicam-se em nós, fuzilam-nos sem morrer e fazem de nós seres felizes, especialmente se tratam da nossa saúde, não no sentido calão de ironia, mas na realidade tomam conta de nós e ficam tristes se vêm que nos próprios, aparentemente, não cuidamos estes corpos doentes e envelhecidos, que, não entanto, ainda têm a força de trabalhar com ímpeto e gracejo.

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Yo, Maria del Totoral-3


a casa de adobe en la que María del Totoral no queróa vivir: símbolo de pobreza

El fundo Las Viñas del Totoral era un castigo. Me fui. Vivía en una casa pobre, una casa triste, sucia, como nos correspondía: éramos jornaleros, no teníamos bienes en ese tiempo donde vivíamos como jornaleros. No éramos pagos en dinero, pero si en los productos descritos más arriba. Recuerdo ver los días viernes, la fila de hombres a pagar lo que debían en productos enlatados, a la cooperativa del propietario. Salían más pobres de lo que habían entrado. La salvación de estos jornaleros para obtener dinero en moneda, eran los productos trabajados por la familia que quedaba en las tierras de las casas cedidas por los patrones, casa y huertas cedidas con ese propósito: la familia se dividía, el padre era trabajador, puerta afuera de la casa, a voluntad del propietario, toda la semana y el día entero, en cuanto la mujer y los hijos eran jornaleros de sí mismos. El producto era llevado a las ferias cercanas, para trocarlo en moneda con los

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a ética do amor

o acolhimento, é a activisase nais importante do amor

 Vamos permitir que outros falem da corrida presidencial e da crise económica. Falemos do comportamento mais comum e importante da vida: amar

Se me importo por escrever sobre a ética do amor, é porque amar tem as suas regras para respeitar. Amar tem uma ética. Para começar, há vários tipos de amor, que passa pela capacidade de entrega a outro sem condições nem solicitações ou o amor à Pátria, pela que se dá a vida, o amor à terra em que se nasceu, o respeitar a família, amigos e vizinhos.

Todas estas variedades da palavra e acção de amar, têm um conjunto de regras de conduta. Especialmente, se o objecto das nossas quimeras é outro ser humano.

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ser pai – ser amante – amar sem condições

pode-se ser pai ou pela paixão, ou por ventre alugado, ou por adopção

As palavras são semelhantes, as pessoas são diferentes. No entanto, uma está amarrada a outra, atada. Não amor de pai sem filho, não há filho sem mulher. Um facto é a condição do outro, como o sol que brilha no inverno e tiras-nos o frio, como as estrelas que cintilam ao longe. Não há filho sem mãe, como não há mãe sem homem nem paixão sem sol ou sem estrelas, que na intimidade da paixão, são capazes de engendrar uma nova criatura. Este triângulo de pai, mãe filho, tem um ponto de partida. A paixão diz aos que querem ser pais que sem o sol da paixão nem o cintilar das estrelas, é impossível dar da sua vida íntima e pessoal, o sopro de vida de um bebé que começa aos gritos primeiro, até o seu desejo de carinho estar calmo e satisfeito e a sua [Read more…]

homossexual

mãos de corpos do mesmo sexo que se amam e exprimem o seu desejo

Para tod@s os que tiveram a ousadia de não esconder os seu sentimentos.

É preciso distinguir. A primeira distinção, é que uma actividade, substantivo ou adjectivo, deve começar por um verbo, como o verbo ser ou não ser. Esta frase de Shakespeare, é um segundo dilema, que remete para a vida ou a morte, solucionada pelo autor com a morte de todas as personagens.

O terceiro dilema, central, é ser ou não homossexual. É um desejo, um sentimento, uma atracção passageira, espontânea, calculada, de nascimento ou aprendida? Parte deste dilema consiste em não se saber definir nem sentimentos nem acção. Hoje em dia, dizem, estar na moda ser homossexual, ou seja, sentir atracção por pessoas do mesmo sexo. Nunca esqueço a frase do filme Retornar a Brides’Head mencionada pela actriz em Veneza, quando fala sobre a amizade entre dois adolescentes: é melhor que dois jovens se amem em tenra idade, assim sabem depois o que fazer na sua vida adulta. Também não esqueço o texto de Didier Ansieur, de 1958,

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amar uma mulher

o amor dos meus amores, pela sua doçura, paciência e dcompanhia

…para a mulher que trata de mim… ela sabe quem é

 

Não é simples definir a palavra amor. Ainda mais, se estamos apaixonados por ela.

Por ser um sentimento, é capaz de não precisar definição. Os sentimentos vivem em nós, multiplicam-se em nós, fuzilam-nos sem morrer e fazem de nós seres felizes, especialmente se tratam da nossa saúde, não no sentido calão de ironia, mas na realidade tomam conta de nós e ficam tristes se vêm que nos próprios, aparentemente, não cuidamos estes corpos doentes e envelhecidos, que, não entanto, ainda têm a força de trabalhar com ímpeto e gracejo.

Amar uma mulher hoje em dia, e que o amor permaneça ao longo do tempo, com a fiel companheira da nossa cronologia, que apenas tem um homem, esse que a ama e mais nenhum, que eu saiba. Não pior felonia que as mulheres que amamos, por causa da sua libido, andem também com outros, esse amor que em todos os meus textos, denomino amor de meia hora, que não exprime sentimentos nem apoio. Se assim for, seria uma prostitua e era mais fácil pagar às senhoras de rua que amar a nossa

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saber- camadas de ideias heterogéneas

parte de um livro meu.. que em estes dias trabalho…

Steven Stoer (1991 e 1998), Luiza Cortesão(1995 e 1988)), Luís Souta (1997), de entre os meus próximos na pesquisa, ficavam encantados com uma situação de objecto científico como esta. Encantados, porque é uma situação multicultural, á qual eu acrescentava, multitemporal. Porque a multicultura, não é apenas a etnia diferente. É também o tempo diferente, as gerações diferentes dentro do mesmo tempo, e, mais ainda, o saber diferente. Victoria, Pilar, Anabela, estão a retirar o seu saber para avaliar, das camadas de ideias que, um dia, ficaram todas coladas. Coladas pela sua sedimentação no tempo, pelo sincretismo que a população teve que organizar, para juntar normativas condutoras do comportamento, provenientes de outras épocas. Bem como, de outros Continentes. E de outras terras do mesmo Continente. E de outras experiências conjunturalmente mutáveis. E de outros costumes, credos e leis. Embora, sintetizadas de forma subsumida, á época actual. Subsumida á Historia, á sua interpretação, á cronologia que vou referir  mais em frente, como tempo. Dentro de um conjunto heterogéneo de experiências comportamentais. Onde, como diriam Goody (1986) e  Scribner & Cole(1981 e Gough(1981) e Locke (1690), a escrita abafou á oralidade. Uma oralidade que fez os mitos(Levi-Strauss(1962b),Godelier(1984), Freud(1913), lembrados apenas nos factos da troca reprodutiva, na orientação da afectividade,  nos santos, e nas festas. De facto, para Victoria é normal que um homem tenha muitas mulheres. Um homem sem muitas mulheres, acaba por não ser do género masculino. O papel do homem é coordenar o trabalho reprodutivo, quer do conhecimento tecnológico, quer do trabalho das pessoas, quer ainda, do tempo. [Read more…]

procriarás, para teres filhos

o extâsis da procriação

1. O problema.

Sabemos que os Mandamentos, cristãos romanos, presbiterianos, ortodoxos, calvinistas; judaicos, ortodoxos, rabínicos, outros; muçulmanos de diversos clãs; teístas, ateus, agnósticos, monárquicos ou republicanos, são apenas Dez. Leis para o comportamento da interacção entre seres humanos e os bens. Daí, os Dez Mandamentos. Peça fundamental da nossa cultura ou formas de pensar para materializar as nossas ideias em pessoas, emoções, ideias, recursos. (…) Amarmos e sermos amados. É a síntese final dos Dez Mandamentos. (…) Amar e honrar os pais, é um antigo ditado correlacionado com as posses, as curtas vidas, a vida em família, e vizinhança certa. Épocas certas com relações certas em tempos certos. (…) O certo é apenas que a pirâmide das relações sociais virou do avesso. Aí onde sempre soubemos que a pater -maternidade era uma forma de amar e sermos amados. Tenho-o assim observado, ao analisar as interacções entre ancestrais e descendentes: esses que nunca mais morrem, esses que nunca mais crescem. E os Dez Mandamentos ficaram curtos demais para definir actividades autónomas, individuais e segredos, que a cultura da época de Moisés não pensou.

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A mulher que amanha o peixe

A mulher que amanha o peixe

Sempre que a vejo no supermercado onde vou, reconheço que não é por acaso. Muito bonita a mulher que amanha o peixe – não sei se amanha se amanhece! -.

Rosto combatido, dorido, olhar sofrido e manso, não sei o que faz desta mulher um poema, se os olhos negros e fundos, se o desenho rasgado da face, se um gesto brusco da natureza revoltada de cansaço. [Read more…]

Ser Pai. Saber amar incondicionalmente

 

Estou consciente de ter escrito um texto, cujo título era Sermos Pais, a profissão mais antiga e desprestigiada da História? Um texto com citações, debates, definições, comparações, enfim, um texto de erudito que, sem saber como, vai citando, de forma natural, enquanto escreve. Mas, ser pai também é acordar de noite porque um descendente está a asfixiar e a necessitar de ajuda imediata. É a dor da incerteza, é a dor do amor incondicional que não tem descanso, é a doçura convertida em desespero, é a luta com escudo e elmo para manter o mais pequeno. Enquanto travamos esta batalha (verdadeiro milagre da vida) não pensamos, não sentimos, apenas nos concentramos na luta que acaba por permitir a continuação da vida desse ser pequeno a quem tanto amamos. Roxo, brônquios fechados por uma teia fabricada por um indecente vírus que apareceu sem se saber de onde. Ou, sabemos, mas não queremos recordar. Existem bactérias e vírus que nos rodeiam sem nos apercebermos. Não somos capazes de ver ou entender que existem, tão intensa é a nossa alegria ao levarmos o nosso pequeno a passear, a alegria de o poder mostrar aos outros membros da família, aos nossos amigos, exibimo-nos com o pequeno ser que, no dizer de Wilfred Bion em 1961? Cogitations e em 1962? Learning from experience, nasce já no nosso pensamento. Tanto desejamos ser pai, que antes de o conceber, o imaginamos, brincamos, beijamos, andamos às cavalitas, vamos juntando berlindes, temos piões classificados para o dia que…somos capazes de o ver tal e qual se pensou dever ser ou virá a ser. Podíamos partilhar esse prazer com a mãe, mas prazer de pai é prazer solitário, calado, imaginário, ternamente, como se esse homem fosse a mulher que traz a criança no seu ventre. Prazer que dinamiza esse não esperado acordar nocturno em que vimos que o fruto do nosso imaginário, está quase a partir, a deixar-nos. Sem pensar mais, aplicamos essa resiliência de Cyrulnik ou inaudita capacidade de construção humana. Sem saber como, nem de que maneira, o reconstrói e o faz ficar vivo e a saltitar. Alguma frase salta de repente da nossa cabeça: ter filhos é um prazer, mas criá-los, pode ser um martírio e a nossa atitude muda do imaginário de berlindes, à vigilância permanente enquanto o pequeno se faz adulto, e entende o desenvolvimento da vida e, assim, acabamos por viver em paz: sabemos que aprendeu, do nosso próprio exemplo, das nossas noites acordadas e dos nossos dias de observação silenciosa, que a criança percebe nos seus sentimentos inconscientes, esses que ficam gravados na História do indivíduo.

Amor de pai, um Cid Campeador, que nem chora nem tem raiva: vê, ouve, vigia, toma conta, ama e ensina. Com a esperança que os mais novos aprendam o debate com os factos da vida, provem os perigos e afastem-se deles, aceitarem que as palavras ditas e o gesto autoritário, seja apenas um incentivo para continuarem a aprender e a interagir com outros seres humanos.

Este amor de pai, transferido para outros mais novos, em idade ou em saber, trabalha sem descanso a preparar novas ideias para transferir de forma adequada e conveniente, na base do debate, com amplidão de entendimentos, com coordenação com outros saberes, que permita a síntese de uma ideia já provada, com hipóteses de outros autores. É este o processo que dinamiza o saber comparativo, que ensina o amor de pai. Crianças maduras em idade mas fracas em dedicação ao cuidado de si próprias e no respeito a um pai que vela o ano inteiro com o objectivo de ensinar apenas um facto: saber precisa de leituras, de paciência, de confronto consigo próprio, de aceitar os erros pessoais, de saber perguntar, corrigir e melhorar o que tem sido indicado como ausente no debate, aprender as regras para não se afogar, para não ficar roxo por falta de ar, mas sim empenhado em aceitar a experiência de quem mais percebe, pela dedicação imensa ao longo do tempo, transmitida com respeito e a altura adequada à capacidade de entendimento.

Ser pai é ser professor. Ser professor, é a vida sem descanso para avançar nas experiências de transmitir saber e pedagogia ou processo estruturado de retirar ideias do pensamento de outros e ganhar as forças e o oxigénio suficientes e necessários que levam a uma aceitação de si próprio e a uma clara, limpa, serena e tranquila disposição na relação com os que comigo aprendem. Se um pai tem confiança em mim e se permite entender o meu texto, olhar a minha cara no espelho, esse pai pensa de mim o que o seu imaginário já experimentado, criou. Mãos estendidas que ajudam a não sufocar, por falta de saber ou por falta de técnicas que são retiradas do ser mais experiente, no qual acredito porque permite melhorar o amor à vida. Comigo e com os meus colegas de carteira ou de vida. Aos que oiço e ajudo, tanto quanto aprendi ao saber ser independente por aceitar as técnicas da respiração que o meu pai cota, teve a paciência e o amor de me transferir. Ser pai, é o trabalho mais benevolente do mundo. Construído para as novas gerações serem adultas no saber e na idade, ao aceitarem a História e a sua lógica. Nem sempre favorável ao indivíduo, mas aprendida ao longo do tempo, mata os vírus que retiram a capacidade de respirar o ar sadio do saber amar os outros e de me respeitar a mim mesmo.

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