A meia-final

eusebio 1966
Eusébio abandona o estádio após Portugal ser eliminado pela Inglaterra nas meias-finais do Mundial de 1966.

Eusébio da Silva Ferreira

eusebio

Morreu Eusébio, porventura o melhor jogador de futebol do mundo de todos os tempos. Prisioneiro das circunstâncias do seu tempo, Eusébio não beneficiou da luz dos projectores que iluminaram as carreiras de outros jogadores. Eu, sportinguista desde berço, fui algumas vezes ao Estádio da Luz só para o ver jogar – bem como, reconheço, uma grande equipa, o Benfica do tempo. Questionado sobre a comparação de Eusébio com Pelé, um velho decano do jornalismo desportivo brasileiro respondeu que, “nos seus melhores dias, Pelé é quase tão bom como Eusébio”. Concordo.

Morreu Eusébio

Obrigado.

Eusébio: um jogador de todos os tempos

Documentário de Bruno Cerveira. Ficha IMDB.

Jornalismo de serviço privado

Eusébio saiu de um anónimo hospital polaco e já está num hospital privado com publicidade gratuita.

Na Polónia a música é outra

Eusébio está internado num hospital desconhecido e que deve ser público. Se fosse em Portugal já tínhamos visto o nome da empresa 100 vezes.

Parabéns a Eusébio, o antigo jogador do Benfica, Beira-Mar e União de Tomar


O «Pantera Negra» está de Parabéns. Uma longa carreira, recheada de títulos e com participações em clubes de 4 países e 3 continentes: Sporting de Lourenço Marques (Moçambique), Benfica e Beira-Mar (I Divisão) e União de Tomar (II Divisão); Boston Minutem, Toronto Metros-Croatia, Las Vegas Quicksilvers e New Jersey Americans(Estados Unidos); e Monterrey (México).

50 anos de tremoços

A máquina do tempo: Pinga e Cristiano

Fotografia da equipa do FCP, campeã em 1939/40. Pinga está ao centro, com o joelho ligado devido a uma operação ao menisco.

No sábado da semana passada, à noite, estava com a família a jantar num restaurante de Portimão. Muitos espanhóis estavam por ali e, claro, os televisores estavam ligados para o Real – Almería. E vimos Cristiano jogar bem e agir mal, como quando, depois de ter falhado a marcação de uma grande penalidade, não festejou com os colegas o golo que na recarga, subsequente ao penalty falhado, Benzema marcou. As câmaras captaram o seu ar desgostoso, como se em vez de a sua equipa ter marcado, tivesse sofrido um golo.

Vimos depois como, dois minutos após, festejou exuberantemente o «seu» golo, despindo a camisola e sofrendo a amostragem de um amarelo que veio determinar a sua expulsão e a impossibilidade de jogar em Valência. Tal como sucede na selecção, Cristiano entende que a equipa é composta por ele, a vedeta, e por dez figurantes. Entre parêntesis pergunta-se: como é que se escolhe para capitão uma pessoa como Cristiano? Ricardo Carvalho, por exemplo, não terá um perfil mais adequado a essa função?

Cristiano Ronaldo é um grande jogador, tem uns pés maravilhosos, faz fintas do outro mundo – um sobredotado. Bem sabemos que as bolas de ouro, os Óscares, os prémios Nobel, valem o que valem, mas, com bola de ouro ou sem ela, Cristiano é um jogador de eleição. E a pessoa? Com é a pessoa que dá pelo nome de Cristiano Ronaldo?

A pessoa é narcisista, egocêntrica, vaidosa e, sobretudo, imatura – um ser humano com a alma apequenada pelo desfasamento entre a «inteligência» dos pés e a patetice da cabeça. Sou forçosamente levado a compará-lo com outro ídolo do futebol mundial, o Messi – um rapaz que sendo um grande jogador, não se deixa ofuscar pelo brilho da própria imagem. E lembro grandes jogadores portugueses – Eusébio, desde logo, ao qual já dediquei um texto, Peyroteo, e andando mais para trás, Pepe e Pinga. Todos eles modestos, pessoas simples. Todos eles geniais jogadores. [Read more…]