Conversas Vadias 37

Na trigésima sétima edição das Conversas Vadias, saúda-se o regresso do António de Almeida, depois de ter sobrevivido bravamente às comemorações da vitória do Sporting. Ana Reis, João Mendes e Fernando Moreira de Sá foram ausentes especiais. Estiveram, ainda, presentes Francisco Miguel Valada, Orlando Sousa, José Mário Teixeira, António Fernando Nabais e Carlos Araújo Alves.

Assuntos: vacinação, imunidade de grupo, tretas relacionadas com os testes gratuitos, a eternidade dos telejornais televisivos, a multidão de comentadores televisivos, o PSD, a derrota de Rangel e a vitória de Rio, a quantidade de desempregados políticos que a vitória de Rio pode gerar, o gosto do portuguesinho pela figura do político-pai-autoritário-castigador.

Sugestões: mais abaixo, se não se importam.

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Conversas Vadias
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Conversas Vadias 37
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Farmácias de luto

Desespera-me que este governo que diz nos representar, sinta-se com a atribuição de saber farmacêutico. Não apenas recorta subsídios, ordenados, levanta os impostos avisando antes a Bruxelas, sem reconhecer a Assembleia da República. Durão Barroso sabe mais do que nós. Apenas no noticiário da tarde vamos saber as mudanças do retirado UTI e o seu(s) substituto. O Parlamento europeu sabe mais do que o nosso.

Será necessário lembrar ao governo, mais uma vez, o articulado da Constituição Política do Estado? Parece-me que sim. [Read more…]

Ministra " à dose…"

Que na Saúde não há política nenhuma coerente, já se sabia, mas que os desperdícios dos medicamentos que todos deitamos para o lixo, vão continuar a ser pagos por nós ( utentes) e por nós (contribuintes) é que só ficamos ontem a saber.

A Ministra já quiz emendar a mão, mas a verdade é que a Indústria é que manda juntamente com as Associações das farmácias. Nos outros países mais ricos e mais poderosos há muito que se vendem medicamentos “à dose”, a indústria teve que mudar processos e as farmácias tambem, porque lá há uma economia de mercado a sério .

São as necessidades dos clientes que mandam e os fornecedores que não respondem às necessidades do mercado, fecham a porta!

Sócrates e o polvo das farmácias

Vemos constantemente mexidas na lei dos medicamentos e das comparticipações, como ainda ontem se viu na conferência de imprensa da Ministra da Educação. Como sempre, o Estado vai poupar dinheiro mas os contribuintes, muitos deles desfavorecidos, vão gastar mais.
E continua sem haver uma verdadeira política de apoio aos genéricos. E a venda por unidose continua sem avançar. E a prescrição por denominação comum internacional continua sem avançar. Tudo porque não interessa. Ou às farmácias, ou à indústria farmacêutica.
Ontem, a Ministra da Saúde esqueceu-se de dizer que a margem de lucro das farmácias voltou a ser de 20%, quando antes era de 18%. Num momento de crise, percebe-se mal por que razão há um sector que é beneficiado desta forma em relação aos outros. Subida da margem de lucro nesta altura?
Uma medida tão pronográfica que até a Ministra da Saúde teve vergonha de a anunciar. Mas não há limites para a pornografia de que José Sócrates é capaz, nem mesmo por se ter sabido entretanto que o processo Face Oculta regista as ligações perigosas entre João Cordeiro e o primeiro-ministro.