Diz que foi violada

Na primeira página do Jornal de Notícias de hoje, um título da sempre empolgante secção “Segurança” revela-nos que “uma rapariga de 14 anos diz que foi violada no Parque da Cidade”, no Porto. Pelo que se conta na notícia, a menor teve mesmo de receber tratamento hospitalar em consequência das lesões que sofreu, mas isso, para o JN, não chega para afirmar que ela foi violada e fica-se, prudente ou cinicamente, pelo “diz que foi”.

Tão cuidadoso é agora o JN com os títulos que quase nos faz esquecer que é o mesmo jornal que ainda há pouco contava que a ministra das Finanças tinha ido “mostrar o buraco” à Assembleia.

Ou isso, ou apenas revela agora a outra face do mesmo machismo.

E a Licença Parental, como vai ser?

Assunção Cristas está grávida!

Vamos ter uma remodelação no governo por causa da super-ministra?

Vamos ao castigo

A fazer fé nesta notícia, deduz-se a lógica reformadora: os cidadãos e seus mandatários é que têm culpa nos atrasos da Justiça. Não há Magistrados incompetentes, nem processos que se atrasam por culpa de quem os julga, nem recursos pendentes por meses ou mesmo anos nos tribunais superiores porque estes não despacham… Nada disso. A culpa é dos cidadãos e dos seus mandatários. Por isso, há que castigar essa gente. Apenas me resta uma dúvida: esta Ministra, enquanto Advogada, andou a exercer em que planeta?

Ao cuidado de A. Cristas, ministra da Fé na Chuva

A net é como a farmácia, há de tudo e para todos. Fui dar com este vídeo, um mashup de Rain Song dos Day of Fire, com imagens de Jesus retiradas de uma série intitulada The Living Bible.

Eu, ateu confesso, te ofereço, Assunção, neste Domingo, com votos de muita chuva. Amen.

A ministra ignora ou esconde?


Por SANTANA CASTILHO*

Quando exprime certezas, erra grosseiramente. Quando responde, afunda-se em equívocos. Quando analisa, não vê os factos. Catita no vestir e no pentear, eis Isabel, leve no pensar, ministra da Educação e fantasista por compulsão.
A vacuidade e a imprecisão continuada do discurso, primeiro em entrevista ao Expresso de 31 de Julho, depois a vários canais televisivos para emendar a proposta de banir os chumbos, obriga ao exercício penoso de contraditar e esclarecer. Não cabendo tudo, escolho o mais danoso. O Expresso perguntou: pondera então alterar as regras de avaliação durante o seu mandato? A ministra respondeu: pondero. O Expresso insistiu: e está disposta a lançar esse debate para acabar com os chumbos? A ministra respondeu: sem dúvida. O Expresso considerou: muitos dificilmente concordarão com o fim da retenção. A ministra respondeu: por uma questão de tradição. Quando se deu conta da leviandade da proposta e de que muitos não concordavam, a ministra veio às televisões dar o dito por não dito, socorrendo-se dos países do norte da Europa, cuja realidade ignora.
O objectivo de qualquer sistema de ensino é que todos aprendam. Mas em todos os sistemas há os que falham. A quantidade dos que falham é consequência de uma gama enorme de variáveis. Umas podem ser intervencionadas directamente pela escola e pelos professores. Outras não. Dependem dos próprios alunos. Das famílias. Da cultura vigente. Da consciência cívica dominante. Da qualidade dos sistemas políticos, da competência dos que mandam, da natureza das escolhas que são feitas e das prioridades que se estabelecem. Os métodos pedagógicos variam.
Mas nenhum sistema sério [Read more…]

São os tribunais que governam?

Devo dizer, antes de tudo, que esta intromissão dos tribunais no assunto da avaliação dos professores é a melhor notícia para o Governo. Perante um círculo vicioso, o governo tem agora uma saída que sempre lhe será dada pelos tribunais. O governo, fosse qual fosse a decisão, iria sempre arrostar com a fúria de parte da classe dos professores.

Há um mês, o jornal “SOL” perante uma decisão de um tribunal favorável a uma providência cautelar, decidiu não acatar a decisão e distribuir a edição. Durante várias semanas afrontou a decisão do Tribunal, com evidente júbilo de nós todos! Editoriais a roçar o rídiculo do próprio director do jornal, acompanhavam a festa por termos acesso às escutas.

Agora temos uma ministra que decidiu não acatar uma decisão de um tribunal do mesmo nível e já tem uma acção de desobediência às costas, com evidente júbilo de nós todos. Há por aqui coerência?

Os tribunais não se podem substituir a quem foi eleito para governar o país, isso levaria os governos à inacção, qualquer um de nós, em qualquer actividade poderia amarrar de pés e mãos o governo. Eu, por exemplo, metia uma providência cautelar para as obras públicas, apresentando um rol de testemunhas deveras credível a que nenhum tribunal se atreveria a dizer não. Um Presidente da República,  o próprio ministro das finanças do governo, o governador do Banco de Portugal e ex-ministros de todas as áreas ideológicas. Mas posso apresentar queixa se a teimosia do primeiro ministro levar o país para a bancarrota ! Veja-se como Toni Blair foi acusado por um magistrado por causa, não da guerra do Iraque,(decisão política) mas porque mentiu ao seu povo(crime) para poder assinar as leis que levaram os soldados ingleses à guerra!

No caso dos professores, os que se limitaram a obedecer a uma ordem da sua tutela(decisão política) não discutindo as condições em que foram avaliados, são os únicos que não podem em caso algum serem prejudicados, ninguem pode ver goradas as suas legítimas expectativas por ter cumprido a lei ou porque outros incorreram em desigualdades.(crime)

Bela prenda que ofereceram  à Ministra. Não sei se ela será merecedora de tamanho carinho!

PS: aí está outra providência cautelar, a das SCUT do Vale do Sousa.

Ministra " à dose…"

Que na Saúde não há política nenhuma coerente, já se sabia, mas que os desperdícios dos medicamentos que todos deitamos para o lixo, vão continuar a ser pagos por nós ( utentes) e por nós (contribuintes) é que só ficamos ontem a saber.

A Ministra já quiz emendar a mão, mas a verdade é que a Indústria é que manda juntamente com as Associações das farmácias. Nos outros países mais ricos e mais poderosos há muito que se vendem medicamentos “à dose”, a indústria teve que mudar processos e as farmácias tambem, porque lá há uma economia de mercado a sério .

São as necessidades dos clientes que mandam e os fornecedores que não respondem às necessidades do mercado, fecham a porta!

Erros primários…Sra. Ministra

Erros primários e grosseiros com desastrosas e irremediáveis consequências

 A Senhora ministra da Saúde parece-nos boa pessoa e uma pessoa bem intencionada. O mesmo não diremos da sua capacidade para realizar o que quer que seja de marcante e de transformador. Em primeiro lugar, porque não nos parece ser pessoa de garra, sendo mais evidente, para nós, que apenas preenche o lugar na máquina PS. Máquina demolidora e destruidora de tudo o que de positivo fomos conquistando, a passo de caracol, no campo da Economia, da Educação, da Saúde e da moral.

 A Senhora ministra da Saúde está preocupada com a saída dos profissionais de saúde do sistema público para o privado, afirmando que vai trabalhar para aumentar o ânimo e a motivação dos funcionários do Serviço Nacional de Saúde. “Preocupa-me um pouco a saída, principalmente porque há uma fatia de profissionais de grande experiência que estão a sair, profissionais que se formaram dentro do sistema público, que são os responsáveis pelos bons desempenhos e que são também os formadores dos mais jovens”.

 Até daria vontade de rir, se a situação não fosse de amargura. A Senhora ministra preocupa-se um pouco, com o mais grave problema da assistência médica em Portugal, ou seja a destruição do Serviço Nacional de Saúde, por ironia, desenvolvido nos tempos mais sérios do PS. [Read more…]

Um titular por cada Manif -1 a 3

O Post é curto porque corro o risco de escrever o que penso  – prefiro a técnica Dalby do foge que te apanho!

A malta tinha uma divisão na carreira. Fez a luta que fez.

O governo perde a maioria.

Agora… segurem-me:

"Apresenta 3 divisões na carreira".

Mas… será que estão a brincar ou é mesmo a gozar?

 

Nota: ouvi disto: "Professores estão satisfeitos… ME cedeu"… MENTIRA! A proposta da Isabel é pior, muito pior que o ECD da LURDES!

150-48=?

Diz o Governo, usando os oportunistas, que 48 mil docentes já concluiram ou estão a concluir o seu processo de avaliação.

Dando isso como verdadeiro, pergunto: então um governo maioritário consegue produzir um modelo tão fantástico que numa legislatura inteirinha só consegue avaliar menos de um terço dos Professores?

Tem a palavra o Dalby, esse exemplo de profissionalismo docente que, todos sabemos, não colocou os pés numa única!

NEM UMA sequer, Manifestação de Professores!

 

Ministra, Professores, Partidos, Sindicatos, movimentos

Tenho aventado com alguma insistência a ENORME vitória que os Professores conseguiram! Uma vitória com TODAS as letras: V-I-T-Ó-R-I-A.

Tal certeza resulta da permanente presença das temáticas em torno da classe no espaço mediático, no espaço púlbico e no palco político e partidário.

De uma maneira ou de outra há muita gente a tentar apanhar a onda – o Paulo Portas tem sido o mais descarado e dele espero pouco, ou mesmo nada, tão convencido que estou de que será ele a moleta do Governo.

O movimento gerado pela classe só aconteceu porque houve Professores.

Só aconteceu porque houve sindicatos.

Só aconteceu porque houve movimentos.

Só aconteceu porque aconteceram todos, uns e outros e importa muito pouco perceber quem aconteceu mais.

Agora, não aconteceu porque havia partidos. Não aconteceu porque há partidos. Entendo onde eles querem chegar e aplaudo todas as iniciativas parlamentares, mas a centralidade deve ser colocada entre o Ministério e os sindicatos, representantes democraticamente eleitos dos professores.

É às estruturas sindicais, representantes, de facto, de mais de 50% da classe (obviamente, há professores que não estão sintonizados com as direcções sindicais, mas estando de fora, limitam-se a dizer que não) que compete representar os professores.

O que exigimos, enquanto professores é que o Mário Nogueira, meu camarada da FENPROF e o João Silva, meu homónimo da FNE tenham a capacidade de perceber o que quer a ESCOLA PÚBLICA. Se o conseguirem, vamos sair todos a ganhar.

Todos não, porque talvez o Paulo Portas fique a perder.

Isabel Alçada e as verdades elementares

O Prof. santana Castilho, com quem muito frequentemente estou em desacordo, vem hoje no Público, com algumas verdades incómodas.

 

Mas antes, despacha a ministra com uns mimos que não lembram o diabo. Não sabe escrever, concordâncias e tal, isto dirigido a quem foi a Presidente do Plano Nacional de Leitura. Depois nem sequer lhe concede o benefício da dúvida, a ministra nos últimos três dias só disse baboseiras de si mesma e do governo anterior.

 

Não se conhece uma ideia de Isabel Alçada para a Educação, Sócrates pensará por ela, cínica, sublinhou a sua muita confiança no novo governo (palavra escrita.) Melosa e sorridente…

 

Mas o melhor estava reservado para os professores: "para suspender tacticamente um modelo de desempenho que já não existe, reforçaremos estrategicamente um poder que se instala sob a nossa ingenuidade"

 

E o Mário "alucinado" com aquele ar de vencedor…