Num dia de greve de professores temos de falar disto

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Façamos então uma pequena experiência, Vítor Cunha. Coloque os alunos da Escola Visconde de Juromenha a estudar no Colégio dos Plátanos e os alunos deste colégio a estudar naquela escola. E veja depois se não é a Visconde de Juromenha que fica em 2.º lugar no ranking e o Colégio dos Plátanos em 1285º.
Ou sigamos a sua teoria – dar liberdade de escolha aos alunos. Já estou a imaginar. Os putos do Bairro do Aleixo ou de Miragaia, no Porto, a entrarem pelo Colégio de Nossa Senhora do Rosário adentro, cumprimentando com educação as freiras e os padres; os miúdos do Ingote ou do Bairro da Rosa, em Coimbra, a invadirem de forma muito ordeira o Colégio Rainha Santa; a chavalada de Chelas e do Bairro da Quinta do Mocho, em Lisboa, a ocuparem os melhores lugares do Colégio de S. João de Brito.
Mas há uma condição: as escolas privadas não poderão seleccionar os alunos, terão de aceitar tudo o que lhes calhar em sorte. Para podermos comparar, não seria justo que uma escola pública tivesse de aceitar tudo e uma escola privada pudesse seleccionar, pois não?
Acredite, ia ser divertido… e o melhor que podiam fazer à Escola Pública.
Quanto aos custos, depende sempre da forma como se olha para os números. Para mim, é muito claro que o ensino público fica mais barato do que o ensino privado com contrato de associação.
Por último, sabe que é demagogia pura falar dos rankings da forma como o faz. É que se vamos falar dos rankings, apetece-me olhar para o da Universidade do Porto e ver que os seus melhores alunos vêm da Escola Secundária Garcia de Orta. [Read more…]