Entrevista de Manuela Ferreira Leite à TVI24

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Acabo de engolir um sapo grande e gordo para poder iniciar este poste.

Nunca pensei concordar em tantos pontos com (desculpem, é só um momento, tenho que engolir outro sapo) … Manuela Ferreira Leite.

Fiquei genuinamente convicta de que (com a decisão do Tribunal Constitucional) tinha saído a sorte grande ao governo

ou, mais à frente:

– Como é que vai ser o país (após o “ajustamento”, lá para dois mil e não sei quantos, à custa da recessão, do desemprego, do empobrecimento, do aniquilamento da estrutura produtiva)?

-Não sei. É que eu não sei fazer renascer o país a partir das cinzas…

Veja a entrevista de MFL aqui a partir do minuto 2.30.

Se o caro leitor precisar de engolir algum sapo, pode pedir-me, envio-lho grátis, nos últimos tempos tenho andado a fazer criação intensiva.

E agora vou-me, está na hora de ir à caça de insectos para alimentar a bicharada.

Governo – A táctica da jibóia

Desperto para o problema após açoites continuados dos principais parceiros europeus, Sócrates, bem ao seu estilo, ensaia a táctica da jibóia. Vai apertar tanto Passos Coelho que o esmaga e o deglute em três tempos.

A primeira manifestação teve-a logo na primeira reunião com o líder do PSD quando  no mesmo dia os seus ministros enviavam para a sociedade sinais contraditórios. Os megainvestimentos seriam reanalisados mas no dia seguinte assinava uma qualquer autoestrada no centro do país com o seu amigo Jorge Coelho e dois dias depois o TGV de Poceirão.

Se Passos Coelho deixa passar a imagem de que os custos da situação não são contrabalançados por medidas estruturais, acaba num “abraço de morte” de que não sairá incólume. Se Sócrates pode fazer a mesma política de braço dado com o PSD que razões há para mudar? Se pode partilhar com Passos Coelho os custos de uma política desastrada, autista, que levou o país esta lamentável situação, não hesitará um segundo.

O líder do PSD deve contribuir para uma solução, mas afastando-se, ao mesmo tempo, desta política que o PS desenvolve há dez anos e que teve como resultado um país mais pobre e mais injusto.