Sciences Po

“Não é possível pagar a dívida”, diz quem sabe:

O Diabo responde

“O PSD deve vender a alma ao diabo para pôr a esquerda na rua” (Manuela Ferreira Leite).
Tendo diligenciado contactos com fontes ligadas ao Diabo, venho esclarecer que o dito não está interessado na compra da alma do PSD. Mais informam esses mediadores que o Mafarrico conta obter de borla esse insignificante bem – tão insignificante que bem difícil é de encontrar.
Finalmente, pede que não o macem mais com tolices, pensando ter deixado bem claro o seu desinteresse por tráficos com tal gente ao ter faltado às repetidas evocações feitas pelo anterior líder laranja.

PSDiabo

Apesar da minha inclinação esquerdista, não vivo entusiasmado com um governo ainda demasiado inclinado para uma direita austeritária, pouco amiga dos direitos laborais e nada defensora dos desprotegidos. O PS, na realidade, tem aplicado alguma cosmética de cedências ao BE e ao PCP, que, por sua vez, cedem ao PS em nome do mal ainda maior representado pela aliança Passos e Portas, que se limitaram, por sua vez, a aproveitar servilmente a oportunidade concedida pela troika bancos/agências de notação/multinacionais, que se babam por salários baixos e pela extinção de políticas sociais.

O engraçado, no entanto, está no facto de que Passos Coelho, que se julga demasiado bom para ser deputado, andou, nos últimos dois anos, a dizer que vinha aí o diabo e que isto iria de mal a pior, de cavalo para burro, do paraíso para as caldeiras infernais. O problema é que, com base nos mesmos indicadores endeusados pela PAF, o país melhorou, causando mossa nas bancadas de direita, que, depois de garantirem Satanás, chegaram a declarar que a Boa Nova de Costa era mérito absoluto de Coelho.

Agora, com a vitória de Rui Rio, o diabo deixou de ser a possibilidade de os indicadores económicos piorarem e passou a ser uma entidade virtuosa que poderá retirar o PS das garras da esquerda. Efectivamente, Manuela Ferreira Leite declarou, em concordância com o novo presidente do PSD, que o partido deverá “vender a alma ao diabo para pôr a esquerda na rua”. Depreende-se, até, que o próprio PS poderá ser o demónio e conclui-se que a esquerda é ainda mais diabólica que Lúcifer, o que, teologicamente, não deixa de ser interessante: quem é de Esquerda não pode ser filho de Deus.

Já que o Diabo não veio

Talvez lhes compre a alma.

Avante, camarada Ferreira Leite!

Há uns anos, Manuela Ferreira Leite (MFL) sugeriu suspender a democracia durante seis meses, para meter tudo na ordem. Nove anos depois, em pleno consulado de um governo totalitário de extrema-esquerda, que até já meteu ordem em algumas coisas, a antiga ministra das Finanças, que foi “derretida” pela entourage do (ainda) líder do PSD, volta a causar estragos no bote a remos de Pedro Passos Coelho. Sobre a polémica do momento, que já proporcionou ao PSD mais um belo momento para estar calado, MFL afirma que o histerismo da direita, em torno da nega dada por António Costa às sugestões do Banco de Portugal e do Tribunal de Contas para o Conselho de Finanças Públicas (CFP), mais não é do que “folclore para mostrar que somos muito obedientes“, esse desígnio divino da direita nostálgica do Gaspar e da Maria Luís a beijar o anel do Drácula alemão das finanças. [Read more…]

Dualidade de critérios

A Dra. Manuela Ferreira Leite acha que o Primeiro-Ministro não pode criticar o Banco de Portugal e “deve estar calado”. Já o Tribunal Constitucional, órgão de soberania, pode ser chantageado durante 4 anos que não vem mal ao mundo.

Ferreira Leite ou Rui Rio: um dos dois poderá vir a ser o próximo primeiro-ministro

Estou a escrever este texto no momento em que o Presidente da República está a dar posse ao governo de Passos Coelho. Um governo que, dada a actual conjuntura política, terá um prazo de validade muito curto. Aliás ainda ontem Fernando Negrão afirmou que este governo não aceitará ficar em gestão. Estas declarações surgem no seguimento do que eu pensava sobre Pedro Passos Coelho. Eu sempre considerei que Passos Coelho não aceitaria liderar um governo de gestão.

Por outro lado é mais que conhecida a opinião de Cavaco Silva sobre um governo liderado por António Costa com o apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do PCP. Aliás, ainda, esta semana, o Presidente da rui_rioRepública reafirmou que não se arrependeu de nada do que disse no dia 22 de Outubro.

Neste seguimento acredito cada vez mais que teremos um novo governo de iniciativa presidencial, 35 anos depois do último de iniciativa do Presidente, Ramalho Eanes, liderado por Maria de Lourdes Pintassilgo.

Por isso, e em coerência com as opiniões que são públicas de Cavaco Silva, os nomes de Manuela Ferreira Leite e Rui Rio surgem como os mais prováveis para liderarem um governo de iniciativa do actual Presidente da República.manuela_ferreira_leite

Estes dois nomes, para além de agradarem a Cavaco Silva, não terão com certeza a oposição do PSD e António Costa não terá grande margem de manobra para contornar a nomeação de qualquer um destes nomes. É conhecida a boa relação pessoal entre Rui Rio e António Costa, bem como foi público durante a última campanha eleitoral a aproximação do líder do PS às ideias defendidas por Manuela Ferreira Leite.

Esta solução de um governo de iniciativa presidencial poderá ser fatal para Pedro Passos Coelho, sendo que entendo que a solução de Rui Rio poderá ser mesmo a morte do “ Passismo “.

A Manuela, os velhos e os novos

Manuela Ferreira Leite discorre sobre as eventuais alterações nas estratégias do PCP atribuindo-as à juventude, renovação – como se a idade fosse condição necessária e suficiente para explicar estas coisas – e ao facto destes jovens não saberem o que é o Tarrafal e coisas que tais. Olhe que sabem, dona Manuela. E aos que não sabem, permita-me que lhes chame a atenção para o facto do Campo da Morte Lenta do Tarrafal ter sido reaberto por aquele senhor que esteve, há dias, quase uma hora a verberar a “natureza” dos comunistas e a pregar-nos princípios morais e santidade cristã. O senhor chama-se Adriano Moreira, era ministro de Salazar e a ele se deve uma das fases mais ferozes deste Campo. Como a democracia portuguesa é generosa e tolerante, este facto tem sido esquecido e o dito senhor até foi – et pour cause – presidente do CDS.

Não queremos reabrir feridas, mas também não estamos dispostos ao regresso da arrogância autocrática que fez esses feridas. Os velhos sabem, porque viveram. Os novos, porque aprenderam e não querem viver o mesmo.

António Costa pisca o olho a Manuela Ferreira Leite

Será mesmo pela “identidade de pontos de vista muito significativa” ou apenas devido ao facto da senhora causar mais estragos no governo sozinha do que o PS em bloco?

Manuela Ferreira Leite

Uma radical de extrema-esquerda.

Segundo resgate – Portugal é a Grécia e a desgraça

Cavaco admite maior probabilidade de segundo resgate de Portugal. Expressou esta opinião na reunião dos economistas a decorrer em Belém, segundo a imprensa; aqui, por exemplo.

O PR atribuiu a causa do aumento da probabilidade à crise política dos últimos dias. Certamente também contribuiu. Todavia, opiniões divergentes ponderam outros factores a influenciar o agravamento das perspectivas para Portugal.

Manuela Ferreira Leite, amiga de Cavaco e adversária severa do Governo de Passos e Portas, segundo o ‘Jornal de Negócios’,  declarou ontem na TVI:

Tenho receio que estejamos numa situação muito pior do que aquela que nos é dada a saber.

Interrogando, a concluir,  se a saída de Vítor Gaspar e o pedido de demissão do ministro Paulo Portas estão relacionados com a hipótese de se pedir um segundo resgate financeiro.

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Tão óbvio

Que até me sinto  surpreendido por recorrer a Manuela Ferreira Leite, mas:

“O não despedimento na função pública não era um privilégio. O motivo para isso tinha a ver com a tarefa de interesse público, o que não tem nada a ver com o trabalhador do sector privado que está a defender o interesse do seu patrão. Os funcionários públicos deviam agir com independência e isenção, por isso não eram despedidos. Só assim se pode ter isenção do poder político”

Aliás, pensando na Educação, costumo dizer e escrever que as Escolas funcionam apesar do Ministério da Educação. Historicamente, as Escolas, nas suas mais diversas dimensões têm conseguido avaliar de forma eficaz o que cada Ministro vai vomitando. Momentos há, em que se aproveita alguma coisa, mas há também outras ocasiões em que simplesmente se ignora a ignorância do ignorante superior. E essa capacidade de defender a Escola Pública e os alunos só é possível porque somos independentes.

É uma questão tão cristalina que não se entende como é que há gente que vacila. Ou se calhar entende – é gente que quer ter uma administração pública dominada ao toque dos interesses partidários.

A Grisalha Manela e o Grisalho Silva Lopes

Não poderia haver maior Babel que o comentário político-económico em Portugal, se por trás não houvesse uma teia de interesses particulares e de estômagos inseparáveis dos seus privilégios, enquanto a maioria definha e morre. Manuela Ferreira Leite, por exemplo, tem sido uma acérrima defensora das suas pensões e das decisões de atrito, óbice e agravamento do Tribunal Constitucional. Fá-lo com argumentos legitimistas mais emocionais que racionais, mais tacticistas e politiqueiros que radicados na gestão fria das contas públicas, talvez desconhecedora das extremas dificuldades com que os portugueses encheram vinte e seis aviões para ir ver o Sport Lisboa e Benfica brilhar em Amesterdão, ou não. Pois agora, corajoso num ponto, lá, onde em tantas matérias não o foi, especialmente aquando das governações deprimentes do Partido Socialista, vem o antigo ministro das Finanças Silva Lopes defender as taxas sobre as pensões que o Governo [a Troika, Bruxelas, Berlim, o Inferno] quer aplicar em alternativa às medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional.

Porquê? Porque, diz Silva Lopes, «não há outro remédio». [Read more…]

Manuela Ferreira Leite antecipou-se a Passos

Reforma do Estado. MFL  já desacreditou na TVI o DEO de Gaspar. Passos falará logo ou irá ouvir e ver a ‘Nini’?

Entrevista de Manuela Ferreira Leite à TVI24

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Acabo de engolir um sapo grande e gordo para poder iniciar este poste.

Nunca pensei concordar em tantos pontos com (desculpem, é só um momento, tenho que engolir outro sapo) … Manuela Ferreira Leite.

Fiquei genuinamente convicta de que (com a decisão do Tribunal Constitucional) tinha saído a sorte grande ao governo

ou, mais à frente:

– Como é que vai ser o país (após o “ajustamento”, lá para dois mil e não sei quantos, à custa da recessão, do desemprego, do empobrecimento, do aniquilamento da estrutura produtiva)?

-Não sei. É que eu não sei fazer renascer o país a partir das cinzas…

Veja a entrevista de MFL aqui a partir do minuto 2.30.

Se o caro leitor precisar de engolir algum sapo, pode pedir-me, envio-lho grátis, nos últimos tempos tenho andado a fazer criação intensiva.

E agora vou-me, está na hora de ir à caça de insectos para alimentar a bicharada.

Abebe e Leite avisam

“Só por teimosia se pode insistir numa receita que não está a dar resultados”. “Alguma coisa tem de ajustada”, afirmou a ex-ministra

das Finanças, porque entende que se o país seguir a linha traçada, “não só não se atingem os objectivos como o país chega ao fim destroçado“.

Por outro lado, o chefe de missão do FMI da troika, Abebe Selassie avisa que “se o programa for apenas austeridade, a economia não vai sobreviver”.

Continuamos assustados. Irão Passos Coelho e Vitor Gaspar “arrepiar caminho” como exorta Manuela Ferreira Leite? Continuarão teimosos, fazendo ouvidos de mercador, esse traço característico dos nossos políticos?

É forçoso fazê-lo escolher outra receita, outra estratégia, antes que «um terço» seja para morrer (José Vítor Malheiros).

«Morte», «destruição», «sobrevivência»: já são as palavras que competem com austeridade. A causa já está a dar os seus efeitos.

«Quem avisa amigo é», um ditado muito velhinho e sábio.

(Publicado dia 16 /9 no DN)

Manuela Ferreira Leite anuncia o fim de Passos Coelho nas manifestações de 15 de Setembro

Manuela Ferreira Leite considera que a manifestação do próximo sábado é uma «legítima reação das pessoas» e revelou que «ainda é cedo» para confirmar se vai estar presente.

«Desde que sejam manifestações pacíficas, eu acho que podem demonstrar aos poderes públicos que as pessoas não aceitam determinado tipo de medidas», afirmou, em entrevista à TVI24.

Depois de Passos Coelho na sexta, e Vítor Gaspar ontem, terem mobilizado para as manifestações de sábado, só faltava Manuela Ferreira Leite (e Cavaco Silva por tabela) juntarem-se à já longa lista  de personalidades da direita inteligente na preparação do velório que se inicia este sábado.

É claro que MFL se está a posicionar para presidir a um governo de iniciativa presidencial (cada vez mais Portugal e Grécia seguem o mesmo percurso). É óbvio que a inteligência e algum bom senso não chegam para mudar de rumo. Mas pelo menos Relvas terá uma oportunidade para ir estudar, livramo-nos de um governo que conseguiu ultrapassar Santana Lopes em imbecilidade pura, e Portugal ficando mais asseado demonstra dar pouco tempo à estupidez e incompetência em estado puro.

15 de Setembro vai estar para Passos Coelho como o 12 de Março esteve para Sócrates. Saindo à rua enquanto povo, espero que com a mesma tranquilidade, lembramos porque somos o único país independente da Ibéria (precisamente num dia em que as manifestações decorrerão por toda a península), com o detalhe de numa ter estado gente do PSD e nesta ser óbvio que vai aparecer gente do PS, e pelos vistos também do mesmo PSD. Não me incomoda absolutamente nada. A política é isto, juntam-se pessoas muito diferentes quando o que está em causa é a salubridade pública. Todos temos nariz, todos sofremos com o mau cheiro.

Já são 26 manifestações em 26 cidades, pode consultar a lista aqui.

A típica demagogia da Esquerda

Ferreira Leite diz que austeridade está a ter efeitos arrasadores

Diz-me se queres trabalhar, dir-te-ei quanto tens de pagar

Portugal é o país em que o conceito de utilizador-pagador está a ser levado a cumes nunca antes escalados. Há pouco tempo, Manuel Ferreira Leite reformulou o grito de Ipiranga, quando, chegada ao terreiro da hemodiálise septuagenária, vociferou “Pagamento ou morte!” Também a formação contínua dos professores, o negócio da TDT ou a infindável dívida das SCUTs, entre muitas outras sobrecargas, podem servir de exemplo para mostrar que o cidadão português está reduzido a ser um contribuinte compulsivo, mesmo depois de já ter pago o que há-de voltar a pagar. O trabalhador português, por ser um utilizador do trabalho, está sujeito, também, a pagar por isso.

A manchete do Jornal de Notícias de hoje poderia ser um título criado pela equipa do Inimigo Público, mas não há humorista tão inspirado que se possa lembrar de que é possível que o seguro de um bombeiro não contemple queimaduras. Como se isso não bastasse, ainda ficamos a saber, também pelo JN, que há militares da GNR que são obrigados a adquirir o fardamento (e só isto já devia ser considerado um disparate) a empresas que não estão certificadas para o fazer, o que é quase o mesmo que dizer que há agentes de segurança que, para cumprir a lei, têm de fugir à lei.

A esta hora, o Inimigo Público deve estar a ponderar uma queixa à Alta Autoridade para a Comunicação Social: a realidade anda a fazer concorrência desleal aos humoristas.

Outras opiniões de Manuela Ferreira Leite sobre a saúde dos portugueses


«É deplorável que se consinta que indivíduos que sofrem de moléstias incuráveis continuem a contaminar as pessoas sadias. Isso corresponde a um sentimento de humanidade do qual decorre o seguinte – para não fazer mal a um arruinam-se centenas.»

«Tornar impossível que indivíduos doentes procriem outros mais doentes é uma exigência que deve ser posta em prática de uma maneira metódica, pois se trata da mais humana das medidas.»

«Deve-se proceder, sem compaixões, no sentido do isolamento dos doentes incuráveis».

«Quem sabe exatamente se está doente ou não? Não se verificam inúmeros casos em que uma pessoa aparentemente curada, recai e causa desgraças horríveis, na perfeita ignorância da realidade?»

«Tudo o que se fez foi, ao mesmo tempo, insuficiente e irrisório. A corrupção do povo não foi evitada.»

«O papel do mais forte é dominar. Não se deve misturar com o mais fraco, sacrificando assim a grandeza própria.»

« Educando o indivíduo, o Estado deve ensinar que não é uma vergonha, mas uma lamentável infelicidade, ser fraco ou doente, mas é um crime e também uma vergonha.»

Estas e outras opiniões de Manuela Ferreira Leite na sua última obra

Manuela Ferreira Leite:

Da próxima vez que abrir a boca, não se esqueça do que vai dizer e também: o Serviço Nacional de Saúde não é “gratuito”, como insinua – é pago com o dinheiro dos contribuintes portugueses, mesmo por aqueles que, aos 70 anos, possam não conseguir pagar a vital hemodiálise

Pessoas a quem desejo que precisem de hemodiálise e não tenham dinheiro para a pagar

Manuela Ferreira Leite, Helena MatosElisabete Joaquim e A.A.A. (estes últimos com uma vaga atenuante pelo pudor demonstrado, que fiquem só falidos quando chegarem aos 70 anos).

Esta praga que aqui rogo é um nojo? é. Mas, além de as pragas não surtirem efeito, repelente é haver gente que ataca o princípio de todos termos direito à saúde independentemente da conta bancária. Porque quem o faz, do alto do seu seguro e imaginando que nunca ficará sem ele, vendo o mundo da mesma forma como sempre o encarou a aristocracia (a bem dizer nem a burguesia clássica desce tão baixo) e achando que por alguém ser pobre tem menos direito à vida porque ninguém o mandou ser pobre, não tem um mínimo de humanidade, não passa de um crápula abjecto, uma imitação grotesca de um ser humano. Para mais fazem-no em nome da mentira, aceitando a fuga aos impostos e a acumulação de capital à pala do estado, que é o país onde vivemos e que desta forma efectivamente será incapaz de sustentar o SNS.

Além disso de boas maneiras e tratos de cavalheirismo estaria o inferno cheio se existisse. Para esse peditório, enquanto não acabarmos de vez com os pobres, nunca darei.

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Errata: parece que me tinha enganado num nome. Que horror. Fica a abreviatura. Desconfio que trará boas memórias ao destinatário.

A Opinião de Manuela Ferreira Leite sobre a hemodiálise

Quem tem mais de setenta anos tem direito a fazer hemodiálise, se pagar

Disse Manuela Ferreira Leite num debate de (pasmem) “senadores”, na SIC Notícias. Veja e ouça o leitor com os seus olhos e ouvidos porque até parece que eu estou a mentir:

Manuela Ferreira Leite vive acima das nossas possibilidades

188000 euros de rendimento num ano, acumulação de reformas? esse tempo acabou dona Manuela, está a contribuir para o endividamento do estado (que na sua cabecinha é a causa de todos os nossos males, o BPN não conta, são amigos, prontos). Então depois da reforma do Banco de Portugal ainda foi trabalhar para um banco privado e não prescindiu da reformazinha acumulada com a subvençãozita de ex-titular de um cargo público, sacrificando-se para ajudar a economia portuguesa?

Não? então está a viver acima das nossas possibilidades, dona Manuela. A engordar o monstro, sua marota. Assim terei de lhe chamar hipócrita. Também lhe podia chamar assassina, nome que se dá às pessoas que querem que outras pessoas morram sem assistência na doença para que possam gozar tranquilamente das suas reformas, mas não chamo dona Manuela, tal como não lhe chamo mentirosa por ter sido a campeã da treta do endividamento do estado como causa da crise (negócios como o da Lusoponte não contam, são amigos, prontos), porque hoje acordei com o meu lado machista muito acentuado e a uma senhora não se bate nem com uma flor, era ires viver com um salário mínimo durante três meses e depois conversávamos, dona Manuela, mas só depois, depois de experimentares a fome, a doença sem seguro de saúde, depois disso.

Pagar três vezes!

Manuela Ferreira propõe que a saúde e a educação sejam temporariamente “pagas por todos aqueles que podem pagar” e o título da notícia no Público, dizendo que “Ferreira Leite propõe fim temporário da gratuitidade na saúde e educação” dá a estocada final. Vejamos:

  • A educação não é gratuita. É paga com os nossos impostos e, cada aluno, custa a módica quantia de, aproximadamente, 8 mil dólares (Education at a Glance 2011, p. 206 e seguintes). Cerca de 5800 euros. (Já agora, por este valor, bem podiam os alunos fazerem o favor de estudar ou de irem cavar terra, caso achem a vida escolar muito dura.)
  • Sendo o sistema de impostos (supostamente) progressivo aos rendimentos auferidos, a educação já é paga por todos os que a podem pagar.
  • E quem tiver as suas razões e preferir ter os filhos numa escola privada, ainda pagará a educação uma segunda vez.

Quanto à saúde, o raciocino é o mesmo, com a agravante de o Estado negar ao utente o serviço que lhe cobra (eu e milhares de portugueses não temos médico de família). A não ser que queria perder um dia de trabalho para tentar ter uma consulta num posto médico, pago a saúde duas vezes sempre que sou obrigado a recorrer ao privado.

Ao que sei, MFL formou-se em economia, pelo que, ao propor que algumas pessoas paguem ainda mais pela educação e pela saúde e evocando estes argumentos, não o fará por falta de formação. Resta a má fé ou o disparate.

Jantar com laranjas

Nesta época de pré-campanha eleitoral, o presidente do PSD teve a estranha ideia de reunir todos os antigos dirigentes do Partido. Pretende organizar um jantar-comício num local apropriadamente denominado de Feira (Santa Maria da), servindo este repasto para atestar a “unidade” da organização. Um erro, pois a ruptura com um passado que não deixou saudades, seria uma excelente oportunidade para PPC provar que não se impressiona com os velhos esquemas e truques em que os seus antecessores – especialmente esse discreto em que já estão a pensar – foram exímios.

O problema será sério, se alguns dos convivas discursarem na mesma linha dos recadinhos que todos os dias têm feito chegar às redacções dos jornais. Deixando desconhecidos Machetes para outra oportunidade, se tirarem Marcelo e Mendes do micro-ondas, o repasto será aquilo que se imagina. Sabe-se o que têm dito e feito. Manuela Ferreira Leite enganar-se-á no tempo dos verbos, mas talvez sentir-se-á envergonhada para chegar à provocação e assim, arranjará uma desculpa, ficando em casa a tricotar umas meias de lã para um dos netos. Todos ainda se lembram das “excelentes e leais” relações que Marcelo, Santana – o tal 1º Ministro “dissolvido” por uma espécie de Bozo ex-ruivo – , Leite, Mendes ou Meneses (já não me lembro dos outros) cultivaram entre si.

 Só falta o Sr. Pacheco Pereira como escanção, pois sonhando-se com a enigmática presença do Sr. Cavaco Silva, urge alguém com coragem para testar o vinho, não vá algum malandro dar uso ao seu anel de câmara falsa.

Manuela dá o nega ao desafinado Pedro

Pedro Passos Coelho convidou Manuela Ferreira Leite a encabeçar – adoro o termo encabeçar desde os tempos de, em miúdo, ouvir as reportagens da Volta a Portugal em bicicleta –; mas, dizia eu, convidou MFL a encabeçar a lista de deputados do PSD por Lisboa, às próximas eleições. Manuela, em vez de acenar o sim com a cabeça, deu-lhe com os delicados pés.

Pesaroso, Pedro afirmou: “Seria uma forma politicamente de mostrar” que a realidade tende a dar razão a “muito daquilo que foi o seu discurso político”  e, no final, arrematou: “respeito inteiramente a decisão da senhora doutora Manuela Ferreira Leite e não farei nenhuma observação sobre isso” (as frases em itálico foram extraídas tal qual do jornal “i”).

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Manuela Ferreira Leite está grávida


É uma notícia surpreendente e todos aqueles que acabam de ler a notícia no «Público» não podem deixar de sorrir.
Comecemos pela questão ética: será que é legítimo uma mulher de 70 anos dar à luz? Já tivemos casos iguais, é verdade, com o célebre médico italiano Severino Antinori, mas isso não torna este caso mais aceitável. Uma mãe com idade para ser avó? E a educação da criança, como vai ser? Será que a mãe vai poder vê-la crescer?
Depois há a questão política, que só não o é porque Manuela Ferreira Leite perdeu as eleições. Se as tivesse ganho, teríamos agora uma primeira-ministra grávida. Lindo serviço, quem é que ia governar o país durante meses a fio? Sim, porque dada a provecta idade da senhora, é óbvio que estamos na presença de uma gravidez de risco.
Felizmente para todos e até para a própria, Manuela Ferreira Leite é hoje uma simples deputada do PSD. O pior que pode acontecer é suspender o mandato e regressar depois do fim da gravidez e da licença de parto com os seus dois novos descendentes nos braços.
Sim, porque o Aventar está em condições de avançar um «pormenor» que a notícia do «Público» omite: são gémeos!

A pontaPEC

A abstenção do PSD hoje na votação sobre o PEC pode vir a ser fatal para o partido sendo-o, quase de certeza, para o país. Este Programa de Estabilidade e Crescimento é um logro. Ao PSD só restaria uma decisão: votar contra.

Um plano que castiga a classe média e as classes baixas, que não fomenta o crescimento económico e que não dá resposta às necessidades dos verdadeiros promotores de riqueza e emprego (as empresas), nunca pode merecer um voto favorável ou uma abstenção estilo lavar as mãos como pilatos.

O Partido Socialista agradeceu a Manuela Ferreira Leite. Eu, no lugar deles, faria o mesmo pelo enorme frete. Foi um verdadeiro beijo fatal em MFL e Pacheco Pereira. A líder do PSD afirmou que votou desta forma por colocar em primeiro lugar os interesses do país e só depois os do partido. Falso, foi exactamente o oposto. Quem coloca os interesses de Portugal e dos portugueses acima de tudo só poderia ter votado contra.

A partir de agora, seja no Abrupto ou na Quadratura do Círculo, o ilustre Pacheco Pereira deixou de ter espaço para criticar as políticas económicas deste governo. Ele calou, ele consentiu, ele é cúmplice neste erro.

O Ricardo, aqui no Aventar, afirma que o país nunca mais perdoará ao PSD por esta votação. Espero que amanhã, os militantes do PSD, respondam ao Ricardo, a todos os portugueses que como ele não são militantes de nenhum partido, dando um sinal claro que querem mudar, que querem outro PSD sem Manuela, Pacheco e aqueles que estes dois apoiam. Caso contrário, terei que me juntar aos Ricardos e nunca mais perdoar.

PSD: O País nunca vos perdoará

O PSD vai permitir a aprovação do PEC, esse documento que o Governo de Direita dirigido por José Sócrates preparou na obscuridade dos Gabinetes e que mais não faz do que aumentar a diferença entre ricos e pobres. Só dois exemplos: diminui o subsídio de desemprego ao mesmo tempo que adia a tributação das mais-valias bolsistas. Querem melhor do que isto?
Manuela Ferreira Leite, uma das piores políticas portuguesas da história da democracia portuguesa, teve aqui, de mão beijada, a oportunidade de deixar pelo menos uma marca positiva na sua liderança de nojo. Preferiu não o fazer. Preferiu ficar para a história como aquilo que realmente é.
O país não vos perdoará!