Desperto para o problema após açoites continuados dos principais parceiros europeus, Sócrates, bem ao seu estilo, ensaia a táctica da jibóia. Vai apertar tanto Passos Coelho que o esmaga e o deglute em três tempos.
A primeira manifestação teve-a logo na primeira reunião com o líder do PSD quando no mesmo dia os seus ministros enviavam para a sociedade sinais contraditórios. Os megainvestimentos seriam reanalisados mas no dia seguinte assinava uma qualquer autoestrada no centro do país com o seu amigo Jorge Coelho e dois dias depois o TGV de Poceirão.
Se Passos Coelho deixa passar a imagem de que os custos da situação não são contrabalançados por medidas estruturais, acaba num “abraço de morte” de que não sairá incólume. Se Sócrates pode fazer a mesma política de braço dado com o PSD que razões há para mudar? Se pode partilhar com Passos Coelho os custos de uma política desastrada, autista, que levou o país esta lamentável situação, não hesitará um segundo.
O líder do PSD deve contribuir para uma solução, mas afastando-se, ao mesmo tempo, desta política que o PS desenvolve há dez anos e que teve como resultado um país mais pobre e mais injusto.






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