O irrevogável Sérgio Moro

Fotografia: Patrícia de Melo Moreira/AFP@O Globo

Em Junho de 2017, o juiz Sérgio Moro, próximo Ministro da Justiça do Brasil, deu uma entrevista ao Expresso:

Que vai fazer quando acabar a ‘Operação Lava-Jato’?
Satisfaço-me com pouco. Continuarei a trabalhar como magistrado. Não comecei com este caso, já tive outros processos relevantes e a vida de magistrado me dá satisfação profissional. Não preciso de estar na ribalta.

Mantém que não vai entrar para a política?
Sim, já repeti várias vezes. Não existe nenhuma possibilidade.

Nunca diga nunca é o ditado.
Não tenho nada contra a política, é uma profissão nobre e não nos devemos desiludir por eventuais agentes não honrarem esta atividade. Mas não tenho perfil profissional. Fiz outra escolha de vida.

Há coisas irrevogáveis, não há?

Politicamente incorrecto

O genial Ricardo Araújo Pereira, em entrevista ao Diário de Notícias.

O Marquês

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Há quem se impressione com o número de crimes imputáveis a José Sócrates pelo Ministério Público mas, depois de assistir a esta entrevista, onde se terão enumerado os pontos fundamentais da acusação, apenas consegui adensar as minhas dúvidas sobre a sobrevivência deste processo judiciário com tão pouco de judicioso. Não sendo a televisão um tribunal, muito embora tenha funcionado, nestes 3 anos de preliminares, como palco para um julgamento que já terá sido efectuado pelo público – ninguém quer acreditar que Sócrates não meteu dinheiro ao bolso -, o certo é que a representação do MP feita pelo jornalista de serviço apenas permitiu que o actor principal tenha dado um passo seguro para reconquistar o seu direito à presunção de inocência junto da opinião pública. Não se esperava que Vítor Gonçalves, que luta contra o estigma das suas supostas simpatias políticas, aguentasse o embate com este ex-primeiro-ministro, e nem mesmo que dominasse as 4.000 páginas da acusação (que trouxe ao ecrã para dar substância e clamor ao libelo, supõe-se…), como naturalmente o demonstrou fazer José Sócrates. Mas este espectáculo, a que mais uma vez assistimos neste campo, teve como único resultado a severa goleada de Sócrates ao Ministério Público.

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A entrevista de Passos Coelho

A recente entrevista do Dr. Passos Coelho à televisão só pode ser classificada como pungente.

A Democracia portuguesa precisa de oposição. Para que o sistema funcione de modo minimamente saudável, é necessário que haja um discurso de contra-poder e que esse discurso contenha um vestígio de racionalidade, de propostas alternativas, de crítica política sustentada na inteligência e na análise objectiva da realidade. Nada disso existe no discurso do Dr. Passos Coelho, que chega a ser confrangedor mesmo para quem apoia a actual solução governativa.

Se a liderança, cada vez mais ilusória, do Dr. Passos Coelho, representa, por agora, um seguro de vida para o governo do PS, ela é muito prejudicial à Democracia.

A RTP e as encomendas da Geringonça

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É mais um episódio de falta de isenção neste país ensombrado por uma imprensa vermelha e totalitária. No final da entrevista que António Costa concedeu ontem à RTP, o canal público reuniu um painel de comentadores claramente parcial e favorável ao primeiro-ministro e à maioria parlamentar. Ou não estivesse a RTP ao serviço deste governo soviético.  [Read more…]

Entrevista da TVI a António Costa

Na entrevista da TVI ao Primeiro-Ministro António Costa, nem uma pergunta sobre Cultura. Nem uma sobre a Educação ou a Língua, ou a Diáspora, ou o Mar, ou as Árvores, ou o Campo.
Nada.

Só quiseram saber das taxas.

Entrevista de António Costa à TVI

Irrepreensível.

Oposição ressabiada

Rui Bebiano

Em entrevista ao DN, Passos Coelho declara que “o governo tem o dever de cumprir a legislatura que roubou”. Anuncia ainda que com António Costa o país vai ficar “esganado”. É pena a nossa oposição estar confinada à exibição ininterrupta e patética do ressabiamento, pois em democracia todo o governo precisa de contraditório à altura.

A entrevista de Sócrates à TVI resumida por quem não a viu e para quem não a viu

No fundo (e sinceramente só visto), Sócrates desmontou um por um todos os argumentos do MP. Desde o dinheiro emprestado, a estadia em França, etc.

Eles nunca sabem ao que vão

Passos

Numa entrevista conduzida pelo simpático e inofensivo Vítor Gonçalves, Pedro Passos Coelho passou ontem pelos estúdios da RTP para debitar as exactas mesmas coisas que tem dito todos os dias – com a excepção do nome de José Sócrates, por recomendação médica e imposição da malta que lhe diz o que deve dizer nestas coisas – pelo que não veio qualquer novidade ao mundo. A venda do Novo Banco não é nada com ele, Portugal está um espectáculo, visto das varandas da São Caetano e do Caldas, e a economia gera emprego cada vez menos precário, pelo menos no que às suas clientelas diz respeito. Tudo isto sem esquecer, claro, o momento kodak de António Costa no debate de hoje, que tanto gosta de falar de números apesar de se ter espalhado ao comprido nas contas sobre as prestações sociais. Passos, tal com Costa teria feito, não perdoou. [Read more…]

A entrevista

Comecei, com toda a boa vontade, a ver a entrevista de António Costa. As primeiras perguntas andaram à volta de um “não ser”, a última sondagem. Independentemente da discussão que mereçam os resultados dessas operações, elas não podem ser discutidas como se representassem o ser, a realidade ela mesma. As sondagens – e não quero maçar-vos mais sobre o tema – reflectem apenas e muito vagamente uma sombra da realidade. Elas não têm estatuto ontológico. Estas perguntas atiram-nos para um lugar vazio e as que se lhe seguiram – malabarismos sobre números eleitorais – não são muito melhores. Já vi por onde isto vai e a presença de supostos representantes “do povo” não augura nada de bom. Assim, desliga-se a televisão e liga-se a música. Já está.

A entrevista de Passos Coelho

Pedro Passos Coelho está dar uma entrevista a Judite de Sousa e Paulo Baldaia, na TVI. Está a falar de cenas e coisas, com a grande vantagem de dizer e contradizer o que já disse e contradisse. A grande vantagem dum estadista que não tenha compromisso com o que tenha dito é ter todas as possibilidades em aberto e ninguém, sequer, se lembrar de lhe dizer que ele não tem palavra e que melhor faria emigrando, como recomendou aos portugueses que não enxameiam o estado.

Entretanto, aqui fica a linha argumentativa até ao momento: sair com segurança e programa cautelar. Nada melhor do que traçar esta ideia.

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Narcísico Merdeiro

O Supremo Burlão quer antena e vai vendendo a banha que não há: só ele é que está bem.

Sócrates: da Sciences Po à Superior Sul

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O que mais me espantou em toda a entrevista foi o espírito “ultra”. O tom de líder de claque. A sério.

José Sócrates foi Primeiro-ministro de Portugal. Com a legitimidade que o voto livre e universal concede. Um voto que, em determinadas circunstâncias lhe foi “dado” tanto por homens e mulheres de esquerda como de direita.  Uns mais que outros. Não sei se foi ou não vítima de enormes calúnias, de processos de intenção vergonhosos.

Recordo-me de dois momentos em especial que escrevi sobre o tema. No caso Freeport sublinhei as minhas dúvidas: custa-me a acreditar que alguém envolvido em semelhante trapalhada e negociata fosse, mais tarde, arriscar uma candidatura a Primeiro-ministro. Mesmo em Portugal. A segunda foi a famosa (e muito lisboeta) boataria sobre as suas preferências sexuais. Uma baixaria de todo o tamanho. De resto, combati com todas as minhas forças as suas políticas e a forma como governou o país. Ou seja, à política o que é da política.

Lendo a revista do Expresso surpreendeu-me, isso sim, a forma como apelidou os seus adversários: pulhas, fanáticos, conspiradores e hipócritas. Se Sócrates fosse um tripeiro e tendo em conta o espírito da entrevista, certamente que os insultos seriam outros e com direito a “piiiiiii”.

Nomeadamente, no caso do Schauble estou convencido que não seria “estupor” mas antes “cabrão” nem tão pouco “filho da mãe”. Quer dizer, a parte do filho seria igual, a “mãe” é que seria apelidada de outra forma… Em suma, linguagem própria de estádio de futebol.

E isso surpreendeu-me. A sério. Não me chocou ou não fosse eu da Areosa. A forma como generaliza no tocante à “direita” é de quem não conseguiu absorver todos os ensinamentos da filosofia política e dos professores da Science Po. Na direita existe gente boa e gente medíocre. Tal e qual como na esquerda. É verdade que não se espera, de um antigo Primeiro-ministro, uma linguagem de taverneiro. Porém, bem mais grave, é ver alguém que ganhou eleições com os votos de uns e outros, enveredar por um estilo “claque de futebol”.

O pior da mistura entre futebol e política não é o relacionamento entre dirigentes desportivos e dirigentes políticos (isso é normal aqui como em qualquer outro país). O que deve merecer, isso sim, total repúdio é esta visão do mundo a preto e branco. Nós somos os bons e os outros são os maus…

Estou certo que na Science Po existem disciplinas onde se ensina o oposto destas teorias. O problema é que, naturalmente, nem sempre estamos atentos a todas as aulas e nem todos os professores cativam. Deve ter sido esse o problema.

Quanto ao resto, foi uma entrevista de quem “anda por aí”. Apenas e só.

 

Teixeira dos Santos ou Lixívia Política

Continuo a pensar que a entrevista que Teixeira dos Santos à TVI é mais uma manifestação de branqueamento histórico de uma história mal contada. As razões que levaram Portugal ao pedido de ajuda externa não podem ser objectivadas por aqueles que degradaram o rating português e viram a dívida escalar num par de anos até à vulnerabilização final atribuída ao chumbo de mais um PEC, o IV. O testemunho de Teixeira dos Santos não vale e não colhe, tal como não vale nem colhe dizer do passado o que nos apeteça para que nos apareça com a melhor cara possível. O pedido de resgate era inevitável e ao PEC IV teriam certamente sucedido PEC sucessivos e intermináveis, num apodrecimento que nada poderia apaziguar. Fala-se do efeito dominó provocado pela crise grega, mas deveria falar-se no efeito dominó dos nossos próprios problemas estruturais e da nossa política doméstica assente no regabofe da dívida pública, na ineficiente cobrança fiscal e nula competitividade da economia, com os seus sectores protegidos sempre prósperos e o sector produtivo mirrado e paralisado. [Read more…]

A excitação de Nuno Crato

NunoCratoSer entrevistado por um jornal estrangeiro de fora liberta o que há de mais profundo num governante. Foi o que sucedeu com Nuno Crato perante a jornalista Nathália Butti, da brasileiraVeja: foi um desfiar de fetiches a caminho da privatização do ensino, o que passa pela contratação de professores a cargo do gestor da escola, a cunha, o chicote, a perseguição política, o fim da escola pública como a conhecemos desde 1974 (antes já se saneavam os ideologicamente indesejáveis ou moralmente suspeitos, por exemplo). Pelo meio o mais miserável discurso anti-eduquês, capaz de nos deixar com saudades da Ana Benavente.

Muito aborrecido em vésperas de uma greve docente foi a entrevista ter chegado cá, primeiro elogiada no Blasfémias, olha quem, e ontem sintetizada nos jornais.

Correndo atrás do prejuízo sabemos agora que “o ministro foi mal interpretado“, são planos para 10 anos (eles vieram para ficar, só falta um Gomes da Costa).

Lost in translation, certamente. Para a próxima Nuno Crato não prescindirá dos serviços de um intérprete de confiança.

Entrevista de Manuela Ferreira Leite à TVI24

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Acabo de engolir um sapo grande e gordo para poder iniciar este poste.

Nunca pensei concordar em tantos pontos com (desculpem, é só um momento, tenho que engolir outro sapo) … Manuela Ferreira Leite.

Fiquei genuinamente convicta de que (com a decisão do Tribunal Constitucional) tinha saído a sorte grande ao governo

ou, mais à frente:

– Como é que vai ser o país (após o “ajustamento”, lá para dois mil e não sei quantos, à custa da recessão, do desemprego, do empobrecimento, do aniquilamento da estrutura produtiva)?

-Não sei. É que eu não sei fazer renascer o país a partir das cinzas…

Veja a entrevista de MFL aqui a partir do minuto 2.30.

Se o caro leitor precisar de engolir algum sapo, pode pedir-me, envio-lho grátis, nos últimos tempos tenho andado a fazer criação intensiva.

E agora vou-me, está na hora de ir à caça de insectos para alimentar a bicharada.

Megafone Para um Serial Killer

Não tive pachorra para assistir totalmente à encenação de ontem. Todo aquele arrazoado histérico, de tão previsível e robótico, mói qualquer paciência bem intencionada acabadinha de chegar à Terra. Sócrates desejou ardentemente o palco estéril da TV para pomposa defesa de si mesmo e da sua indefensável corrupção de processos, de tom, de modo, com que contaminou a Governação, enquanto a exerceu. Desejou defender o pequeno quadrado do seu desejo de exclusividade e fechamento do Poder: Portugal e os Portugueses existem, aliás, apenas para servir de cenário à magnífica pessoa do sr. Sócrates e assim preencher a cova de um dente do sr. Sócrates, enquanto gemem e gerem sofredoramente os problemas que ele causou.

O que me opõe desde o princípio a Sócrates é o que me opõe à devastação gratuita da vida de milhões de portugueses como eu. É o que me opõe à traição pelos políticos de todas as nossas aspirações legítimas de paz, prosperidade e confiança, coisas a que um sueco, hoje, tem direito e eu e milhões de portugueses não. O que me opõe a Sócrates é o que me opõe a todos os políticos, e ele foi e é o pior deles, que se deitaram sem rebuço, na cama dos banqueiros e me condenaram, e a milhões, à vergonha de ver o meu País intervencionado. [Read more…]

E o Óscar vai para…

a Imprensa Falsa, melhor comentário narrativo à entrevista do regressado:

Sócrates ter-se-á apaixonado pela narrativa em Paris

José Sócrates não conseguiu esconder, esta noite, em entrevista à RTP, o seu amor pela “narrativa”. O ex-primeiro-ministro só falava na narrativa. Narrativa para aqui, narrativa para ali. Os jornalistas ainda tentaram puxar alguns assuntos, mas Sócrates só queria falar da narrativa.

 Segundo o Imprensa Falsa conseguiu apurar, o amor entre Sócrates e a narrativa aconteceu em Paris, cidade conhecida pelo seu imenso romantismo. Dizem os mais próximos que foi amor à primeira palavra.

«Sim, ele conheceu a narrativa em Paris, ligou-me um dia muito feliz e só disse “estou apaixonado”», afirma um amigo próximo, que já conheceu a narrativa e que ficou com a melhor impressão dela: «Foi muito simpática comigo e penso que está a fazer bem ao Zé.»

Jornalismo neurótico

Não vou comentar o desempenho de Sócrates. Haverá muito quem o faça e a minha opinião negativa sobre a personagem não deixa dúvidas. Mas dispus-me a ouvir. Não há possibilidade. O revoltante jornalismo por encomenda de entrevistadores que se portam como aqueles cães pequenitos que ladram constantemente por tudo e por nada, que nos dão umas ferraditas nas calças em regime de toca e foge, na ânsia de agradar ao dono, não o permite.

São jornalistas fala-barato, que adoram ouvir-se e não suportam a fala do interlocutor, não lhe permitem um minuto seguido de argumentação. Pensam eles que estão a ser duros. Estou a vê-los no bar lá do sítio, gabando-se aos seus comparsas de que “torceram” o inimigo. Mas, no fundo, estão só a ser incompetentes e grosseiros para com o entrevistado e, sobretudo, para connosco, o público.

Uma entrevista dura e exigente não é nada disto. Exige gente preparada a sério, que saiba pôr questões pertinentes e implacáveis, mas que saiba, também, ouvir o entrevistado no sentido de, a partir das suas respostas, o interpelar sem concessões mas, também, sem provocações infantis. A entrevista de Sócrates foi insuportável. Mas, sejamos honestos, desta vez a culpa não foi do ex-primeiro ministro mas dos jornalistas que nem sequer perceberam a encomenda que, mais que provavelmente, os seus mandantes lhes fizeram. No fim de tudo isto quem me lê deve estar a pensar que estou solidário com Sócrates. Não se trata disso. É que este tipo de jornalismo não o atinge só a ele, nem principalmente a ele. Por isso, protesto. Como cidadão que quer os direitos respeitados.

Entrevista com Manuel António Pina

Entrevista a Manuel António Pina, produzida pela Página Literária do Porto e disponível integralmente na net. Uma visão diferente de um dos maiores portugueses da actualidade no dia do seu desaparecimento.

Cuidado com os números

Ainda sobre a entrevista de Nuno Crato ao jornal angolano, dois argumentos numéricos são utilizados que contrariam a realidade. O primeiro é a já célebre descida do número de alunos por causa do raio da demografia. O raio das estatísticas é que não coincidem: o Paulo Guinote fez as contas e encontrou

uma diminuição inferior a 0,5% desde 2000 e mesmo um aumento desde 2005

Estranho? não, se pensarmos um bocadinho: a quebra de nascimentos demora uns anos a atingir o ensino, houve  imigração e reagrupamento de famílias, o número de anos na escola tem aumentado (e a partir de agora a frequência do secundário é obrigatória) e, é claro, tivemos as Novas Oportunidades (número que se pode desagregar quanto aos alunos, mas é praticamente impossível de fazer quanto aos professores, já que continuavam a ter turmas no ensino regular). Terá tendência para descer? claro que terá, mas no que respeita ao número de professores até tivemos

uma redução de 8,5% em 10 anos, mais acelerada desde meio da década…

Mas há outra piada, a da Áustria que teria um racio professores alunos inferior a Portugal. É verdade:

Fonte

Mas não passa de conversa de treta. Reparem que no ensino primário, ou seja no 1º ciclo, o racio é o mesmo. Ora esse é ó único número comparável porque corresponde a um regime de monodocência, ou seja um único professor por sala de aula, leccionando toda a matéria*.  A partir do 2º ciclo estas comparações são falaciosas porque o racio depende do número de disciplinas oferecidas.  Mais disciplinas, mais professores por aluno, é óbvio, o número de alunos por turma pode ser relevante, mas também pode não ser. O alemão não é língua que me assista e não encontrei dados sobre o funcionamento do ensino na Áustria que me permitam tirar conclusões, nem vale a pena, porque se falamos de países ricos e de pobres armado ao pingarelho, como Nuno Crato nos apelidou, valerá a pena é comparar o custo do ensino por aluno: [Read more…]

A entrevista de Nuno Crato ao Sol em todo o seu esplendor e formato pdf

A  ler. É um documento histórico, a entrevista nuno crato ao sol no mês de Setembro deste ano sem graça de 2012

Fica aqui ao alcance de todas os interessados.

A entrevista de Maria de Lurdes Crato ao Jornal Sol (II)

Um dos elementos de análise de Nuno Crato ao Jornal Sol é o número de alunos, a decrescer e, como consequência, a necessidade de diminuir o número de professores.

Uma consulta rápida às estatísticas disponíveis sobre o número de alunos matriculados na Educação Pré-Escolar e nos Ensinos Básicos e Secundário mostram que a realidade de Nuno Crato não é tão simples como o Ministro a define.

Há uma redução dos alunos inscritos de 2009 para cá, mas entre 2005 e 2011 há um saldo positivo de 275602 alunos inscritos no sistema educativo. Não nos parece que as políticas educativas de um país possam ser medidas em função do que se passa no ano x ou no ano y. Há uma evidente necessidade de procurar tendências de médio e longo prazo e é isso que tentamos fazer agora.

2005/2006: 1648134;

2006/2007:1670763;

2007/2088:1701482;

2008/2009:2056148;

2009/2010: 2014634

2010/2011: 1923736

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A entrevista de Maria de Lurdes Crato ao Jornal Sol

Em tempos a mais famosa Ministra da Educação deu uma entrevista em que afirmava a vitória junto do povo, apesar de ter perdido os professores.

Numa entrevista ao Jornal Sol, o ex-comentador televisivo Nuno Crato segue o mesmo caminho e entra por atalhos que o colocam do lado errado do filme:

Está preparado para sofrer contestação de rua como a que teve Maria de Lurdes Rodrigues?

Eu acho que não. Acho que não vai acontecer. Por uma razão: eu percebo que haja grandes problemas em alguns sectores, eu percebo a situação humana em que estão muitos professores contratados – eu percebo isso. Mas também creio que existe um entendimento por parte dos professores e por parte dos directores de que nós estamos a trabalhar para melhorar a Educação em Portugal. Portanto, tenho o maior respeito pelos nossos professores e pelos nossos directores. Estamos em contacto permanente. Oiço muito directores e oiço muito professores.

Mas não lê os blogues onde eles fazem comentários ácidos à sua política?

Não, não leio os blogues. Não tenho tempo e não considero que seja uma coisa muito importante. Prefiro ouvir as pessoas cara a cara. As pessoas descarregam as suas idiossincrasias das mais diversas maneiras. Não estou preocupado com isso, estou preocupado com o trabalho dos professores e dos directores.”

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Judite Afronta a Indecência e a Insanidade

Não há meio de Portugal respirar renovado, bem longe do mofo que, por exemplo, Noronha do Nascimento representa. A venalidade dos altos magistrados insulta-nos todos os dias, especialmente quando exalam vapores de indecência e de insanidade no chiqueiro malcheiroso com que o socialismo-socratesiano conspurcou o País e, dada a condescendência passista, ainda conspurca. Não resta ninguém, dentre as principais figuras do Estado, que prime pela verdadeira e inexorável independência e nos preste contas a nós, cidadãos sem o poder do dinheiro para as médias e grandes cunhas e os médios e grandes tachos, mas com todo o poder e dever de exigir absoluta seriedade. Noronha do Nascimento, com a sua inconfundível vozinha de quem acabou de respirar hélio, há muito deveria desinfectar as instalações que ainda ocupa. Recordo, com nojo, a entrevista que deu à RTP, em Fevereiro de 2010, conduzida pela espontânea e magnificamente bem informada Judite de Sousa, bem atenta ao que se escrevia e escreve, denunciava e denuncia nos blogues, especialmente no Portadaloja e no Do Portugal Profundo[Read more…]

O inventor das SCUT

O pai de negócios escuros entre privados e estado e mesmo assim lembrado pelo projecto de lei contra a corrupção, em entrevista a Maria Flor Pedroso.

CAVACO, O PRESIDENTE SÓ DE ALGUNS

Para quem ainda tivesse dúvidas, a entrevista que o cidadão Aníbal concedeu quarta-feira a um canal de TV foi esclarecedora: ele é presidente apenas dos 26% de eleitores que nele votaram. A sua militância laranja levou-o mesmo a negar o que ainda há pouco dizia (“há limites para os sacrifícios”), tecendo loas ao roubo de metade do nosso subsídio de Natal. Nem uma palavra de censura ao desmando na Madeira; preocupações com a Banca, mas nem uma só palavra para com as famílias que estão no desespero; caucionou o aumento do IVA sobre gás e electricidade, e abençoou a isenção de impostos sobre os rendimentos do capital. Nem uma palavra sobre os cortes cegos com que o merceeiro de serviço no ministério da Saúde condena milhares de portugueses a uma vida miserável e a morte prematura E apenas insistiu no erro da descida generalizada da Taxa Social Única para as empresas, depois de o manda-chuva do FMI ter dito que ia reconsiderar…

E para o caso de alguns distraídos não perceberem bem o seu posicionamento, Cavaco lá foi zurzir o anterior governo – desculpa que o seu companheiro Coelho tinha dito que não usaria, mas da qual tem usado e abusado.

Depois daquela entrevista, apetece-me mesmo recomendar ao inquilino do Palácio de Belém: fale do sorriso das vacas dos Açores, senhor presidente.

P.S.: as vacas, como qualquer estudante do 2.º ciclo saberá, não sorriem; mas o cidadão Aníbal é economista…

Carlos de Sá

A ética nos negócios

Em entrevista concedida a 17/06/2011 ao jornal regional de S. João da Madeira, a propósito de uma conferência ali por mim proferida a 18/06/2011 sob o título “A Ética nos Negócios”:

Qual é a principal mensagem que vem trazer a S. João da Madeira?

– Clamar pela probidade, pela lealdade, nas relações entretecidas na esfera negocial.

Em homenagem à dignidade do cidadão-consumidor, vilipendiada em geral.

«A Ética no Mundo dos Negócios» como se pode definir este tema?

– Pela negativa, com David Rockefeller que afirmava categoricamente que “o negócio do negócio é o negócio, não a ética”…

Ou pela positiva, como o pretendia o Nobel da Economia John Hicks, que reconhecia com veemência que “quem paga o salário dos trabalhadores não é o governo, os sindicatos tão pouco as empresas: quem os paga são os consumidores”.

Daí conclua-se que se, como dizem os franceses, “o Cliente é Rei”, então que o tratem com a dignidade que o merece…

Que valor atribui a esta iniciativa do Rotary Club de S. João da Madeira ?

– Suma relevância. Nobres os espíritos que se preocupam com aspectos da maior importância para as relações sociais. O Governador Armindo Carolino, do Distrito 1970 do Rotary Portugal, tem essa sensibilidade, o que o enaltece sobremodo.

Os empresários conhecem e respeitam as leis? [Read more…]

Primeiro resultado positivo trazido pela troika

Fim dos ajustes directos. Lá se terão que arranjar outras formas de financiamento partidário.

O memorando aperta mais o cerco aos contratos por ajuste directo.
No memorando da troika há responsabilidades adicionais atribuídas ao Tribunal de Contas. Em documentos semelhantes de outros países não se dá tanta ênfase aos organismos de controlo. Esse papel acrescido reporta-se a dois aspectos: contratação pública, cabendo ao Tribunal o acompanhamento muito rigoroso da legislação e o seu aperfeiçoamento.

Está a falar do fim das excepções que facilitam os ajustes directos?
Exactamente, de acordo com o que o tribunal tem dito sobre essa matéria.

Entrevista de Oliveira Martins ao ionline. Outros aspectos interessantes: a questão da auditoria ao Banco de Portugal (“Não é uma questão de que eu possa falar”); visto prévio para as PPP; na responsabilização da gestão privada em PPP , “há processos pendentes que estão em segredo de Justiça”.