Viva a crise! Viva!

as sete maiores fortunas nacionais tiveram um aumento de 13%, em 2012

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Governar assim é fácil

É fácil governar assim. Mentir com quantos dentes se tem na boca para chegar ao poder e, depois de lá estar, roubar os mesmos de sempre à força toda. Uma vez, duas vezes, as vezes que forem necessárias. Com total descaramento e com a suprema lata de se fingir muito triste com as decisões tomadas.
Enquanto o roteiro da gatunagem inclui o roubo de mais um salário a quem trabalha, os únicos responsáveis por esta crise continuam impunes. Não se mexe nos privilégios da Banca, para quem o saco infinito dos contribuintes está sempre aberto. Não se mexe nos off-shores. Não se mexe nos dividendos em Bolsa. Não se mexe nas grandes fortunas. O indivíduo até falou disso no discurso de sexta-feira, mas concretizar? Tá queto, fica para as calendas gregas.
Realmente, é fácil governar assim. Falta dinheiro, vai-se buscar sempre a quem não pode fugir. Rouba-se a uns para dar aos outros. Quanto vai poupar António Mexia e os seus accionistas com a descida da TSU? E Alexandre Soares dos Santos? E Belmiro de AZevedo? E Américo Amorim? Alguém acredita que eles vão contratar um único funcionário a mais por pagarem menos à Segurança Social?
Não, o indivíduo não é burro. Pelo contrário, é muitíssimo inteligente. Mas extraordinariamente insensível, desonesto e moralmente corrupto. Daqui a 2 ou 3 anos, é vê-lo num exílio de luxo numa qualquer Paris deste mundo.

Pagas tu ou pago eu?

Tendo como base o Imposto de solidariedade sobre a fortuna que vigora em França, esse tenebroso país governado por comunistas, o I fez as contas:

Replicar a taxa máxima deste imposto sobre as 100 maiores fortunas portuguesas permitiria ao Estado um encaixe de 576 milhões de euros. É pouco menos que os 630 milhões de euros que o governo vai retirar aos trabalhadores em Portugal este ano à conta do corte de 50% no subsídio de Natal. Em 2009, os 100 mais ricos de Portugal contavam com um património de 32 mil milhões de euros, cerca de 19% do PIB desse ano.

Ia eu dar uma moedinha ao Amorim. Já não vou. Por outro lado tenho a sensação de que esta notícia a abrir telejornais mudava um bocadinho o meu país, mas é melhor tirar o cavalinho da chuva que até lá ele constipa-se.