O efeito do aumento do preço dos refrigerantes no poder de compra dos portugueses

Ontem, no sr. Abreu, paguei 5 euros por 1 prato de sopa + 1 prato de Jardineira + 1 Coca-Cola* + 1 café.
Hoje, no sr. Abreu, paguei 5 euros por 1 prato de sopa + 1 prato de Bacalhau à Braga + 1 Ice Tea** + 1 Café. [Read more…]

OE 2016, Carga Fiscal (5/5)

Gráfico_OE2016-05

O trampolineiro

verdade

Passadas duas semanas, Passos Coelho e os seus ministros fazem o oposto do que prometeram. Depois sentem-se quando lhe chamam mentirosos, que “em política não pode valer tudo“. A palavra deste governo vale zero e a pequena parte do DEO que quase são boas notícias para 2015 vale igualmente zero.

Aqui ficam as declarações de há quinze dias sobre a promessa das medidas que não “incidam em matéria de impostos, salários ou pensões”. “Creio que já esclareci bem essa matéria”, disse então Passos Coelho. E que “terão de ser identificadas poupanças ao nível da máquina do Estado”.

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Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“O que o país precisa para superar esta situação de dificuldade não é de mais austeridade. Portugal já vive em austeridade.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

Ainda havia material para mais uns textos e lá voltaremos, o mais tardar, em 2015. Já sabem responder-me a esta pergunta?

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“A politica de privatizações em Portugal será criminosa nos próximos anos se visar apenas vender activos ao desbarato para arranjar dinheiro.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Não se pode manter o país a gerir a austeridade sem reforma estrutural, sem crescimento.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Eu penso que não é dito que os salários mais baixos da função publica possam não perder poder de compra, isto é serem actualizados apenas pelo nível da inflação; e portanto só há duas maneiras de fazer isto: tributar mais, também, o capital financeiro, com certeza que sim.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Aqueles que hoje cumprem, esses não têm a ajuda de ninguém, esses pagam a crise. Esses têm de pagar mais impostos.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
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(continua)

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“…. de tratar os Portugueses à bruta e de lhes dizer: agora não há outra solução, nós temos um défice muito grande e os senhores vão ter que o pagar.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Na prática estão a preparar-se para aumentar a carga fiscal. Como? Reduzindo as deduções que nós podemos fazer em sede de IRS.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Não sou a favor de mais impostos. Acho que o Estado tem que dar o exemplo. Nós não devemos aumentar os impostos. O orçamento que foi apresentado na AR este ano, de alguma maneira, vai buscar a quem não pode fugir. E portanto precisamos de um Governo não socialista em Portugal.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

Artur Baptista da Silva é candidato a Primeiro-Ministro

Coelhartur“Não podemos aumentar esta receita aumentando mais os impostos, porque de cada vez que tivemos um problema de finanças públicas em Portugal, a receita foi sempre a mesma: foi a de pôr as famílias e as empresas a pagar mais impostos.”

Pedro Passos Coelho, candidato a Primeiro-Ministro
Visto aqui e lido aqui.

(continua)

Longe de mim defender Artur Baptista da Silva

…mas o que será mais grave? Aparecer na televisão, depois de enganar jornalistas, ou chegar a primeiro-ministro, depois de enganar um país?

O Depardieu português

Nogueira Leite prometeu pirar-se se aumentassem os impostos. Já saiu da Caixa e deve estar a preparar a mudança para a Bélgica

Mira Amaral é da classe média

Por Noémia Pinto

Encontrei estas pedras na praia. Primeiro, apanhei a branca. Achei-a tão linda, de uma brancura tão imaculada e tão redondinha, dava mesmo vontade de a agarrar.
Passado um bocado, encontrei a patela preta. Tão escura, ali, molhada pela água do mar, de uma beleza tão indescritível. A terceira apanhei-a porque… não sei por que motivo. Simplesmente porque olhei para ela e me senti cativada por esta pedra de forma e relevo irregulares. Com estas pedras na mão, senti-me como se segurasse na mão o nosso país, o mundo em que vivemos. As pedras pretas/ cinzento escuro, sombras negras que cada vez nos ameaçam mais, vindas de todo o lado, qual saga do Harry Potter. Ao mesmo tempo, fascinam-nos, como me fascinaram estas pedras que jaziam ali, inertes e molhadas. Todos queremos pertencer à equipa que ganha, mesmo que essa não seja a melhor equipa. Ninguém quer estar com as minorias sofredoras deste mundo. É muito mais confortável ajudá-las com tempo e hora marcados e prosseguirmos com as nossas vidinhas tão cheias de comodismos e coisas boas. E aqui lembro-me da inesquecível abertura do Trainspotting: [Read more…]

Vítor Gaspar finalmente apanhado

Detido um dos maiores carteiristas de Lisboa

Governar assim é fácil

É fácil governar assim. Mentir com quantos dentes se tem na boca para chegar ao poder e, depois de lá estar, roubar os mesmos de sempre à força toda. Uma vez, duas vezes, as vezes que forem necessárias. Com total descaramento e com a suprema lata de se fingir muito triste com as decisões tomadas.
Enquanto o roteiro da gatunagem inclui o roubo de mais um salário a quem trabalha, os únicos responsáveis por esta crise continuam impunes. Não se mexe nos privilégios da Banca, para quem o saco infinito dos contribuintes está sempre aberto. Não se mexe nos off-shores. Não se mexe nos dividendos em Bolsa. Não se mexe nas grandes fortunas. O indivíduo até falou disso no discurso de sexta-feira, mas concretizar? Tá queto, fica para as calendas gregas.
Realmente, é fácil governar assim. Falta dinheiro, vai-se buscar sempre a quem não pode fugir. Rouba-se a uns para dar aos outros. Quanto vai poupar António Mexia e os seus accionistas com a descida da TSU? E Alexandre Soares dos Santos? E Belmiro de AZevedo? E Américo Amorim? Alguém acredita que eles vão contratar um único funcionário a mais por pagarem menos à Segurança Social?
Não, o indivíduo não é burro. Pelo contrário, é muitíssimo inteligente. Mas extraordinariamente insensível, desonesto e moralmente corrupto. Daqui a 2 ou 3 anos, é vê-lo num exílio de luxo numa qualquer Paris deste mundo.

O IVA, a ignorância e o “lobbying”

Das medidas brutais (definição de Pedro Guerreiro do ‘Jornal de Negócios’), anunciadas por Pedro Passos Coelho, a mais dura é, sem dúvida, o corte de subsídios de férias e de Natal de funcionários públicos e pensionistas que aufiram mais de 1.000,00 euros mensais. Sublinhe-se  também que, no grupo visado, quem tenha um rendimento salarial ou de reforma entre 485,00 e 1.000,00 euros perderá um dos referidos subsídios. Estima-se cerca de 2,5 milhões de cidadãos atingidos.

Todavia, a referida brutalidade não exclui outras, aparentemente menores, como as alterações das taxas do IVA.

O IVA é, de facto, um imposto indirecto que se aplica à generalidade de serviços e produtos consumidos. Todavia, e apesar do largo âmbito do imposto, há sempre, aqui e acolá, um ignorante capaz de em uma dúzia de palavras dizer um quarteirão de disparates, como por exemplo:

IVA do vinho a 13% prejudica as exportações e incentiva o consumo interno

Em mero ensaio desta estrambólica teoria, somos levados a alguns raciocínios:

1. Se o vinho já constava da Lista II do IVA, taxa intermédia de 13%, então as suas exportações já estavam prejudicadas e o respectivo consumo interno é, desde longa data, incentivado, não havendo quaisquer alterações a este respeito;

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O IVA ou o fascínio do aumento de impostos

O actual governo, sempre que interrogado a propósito, reafirma a promessa de privilegiar o corte da despesa pública sobre o aumento de receitas fiscais e parafiscais. Matematicamente até se socorre de uma fórmula: no balanço final, o ajustamento das contas públicas far-se-á segundo a regra distributiva de 2/3 de corte de despesas para 1/3 de incremento das receitas.

Considerados os frequentes anúncios de aumentos de impostos, a proporção repetida pelo governo, nomeadamente pelo Ministro de Finanças, parece afastar-se, cada vez mais, do cumprimento.

Do imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal à antecipação de um trimestre na cobrança da taxa máxima, 23%, sobre a electricidade e o gás natural – fora do âmbito ou do calendário do memorando da ‘troika’ – temos tido exemplos bastantes do desenfreado ânimo governamental de lançar sobre pobres e classe média sucessivos castigos de ampliada carga fiscal. Agora, segundo o ‘Expresso’, o Conselho de Ministros, 5.ª feira próxima, deliberará a eliminação da taxa intermédia do IVA, 13%, passando a tributar com 23% a série extensa de produtos e serviços, constantes da lista II – taxa intermédia.

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Sermão de António aos pseudo-governantes

Talvez Deus perdoe a Agostinho Caridade ter-se feito passar por padre, talvez até o seja aos Seus olhos benignos, porque, em última análise, é dEle que desce o sacerdócio. Veja-se como do nome ao apelido o arguido dos homens tinha já tudo para ser um homem de Deus, como tudo nela pressagiava já a natureza levítica. Note-se como era belo o seu verbo, característica eventualmente transmitida por via sanguínea, já que o progenitor havia estudado para padre. Mas, enfim, se o próprio Messias sofreu às mãos dos homens, é justo que Agostinho se dirija, agora, ao calvário.

Pergunto-me, entretanto, se um homem que parece um padre e fala como um padre e é condenado por, afinal, não o ser, o que deveria acontecer a alguém que fala como um governante e que parece um governante e, todavia, desgoverna? Qual deveria ser o destino de quem, subindo ao púlpito da governação, gastou dinheiro alheio, tal como fez Agostinho Caridade? O que deveria acontecer a quem prometeu que não aumentaria impostos, comprando, assim, votos, para em seguida faltar ao prometido, uma vez investido de poder?

Dir-me-ão que se chega ao governo graças à escolha do povo, mas em lado nenhum está escrito que o voto popular é prova de honestidade passada ou garantia de seriedade futura, como já defendeu o Presidente da República ou como deseja Alberto João Jardim. Pergunto-vos, então, irmãos: vale mais um verdadeiro sermão de um falso padre ou a  palavra ignóbil de um governante verdadeiro? Em verdade vos digo que são insondáveis os caminhos da justiça humana. Amém.

C’um Catroga!

De Sócrates e da sua governação de 6 anos, os portugueses sabem o suficiente. O diagnóstico está  feito. Portanto, no presente, o que preocupa os cidadãos é o futuro, próximo e duro, sabendo à partida que o programa de governo, independentemente de partidos integrantes, é aquele que a troika estabeleceu neste memorando.

Relativamente às próximas eleições, os  votantes, em número normalmente abaixo dos abstencionistas, começam a dar indícios de poder a privilegiar o PS de Sócrates em relação à alternativa PSD. Esta sondagem do ‘Público’ é mais um sinal nesse sentido, a somar a outras divulgadas na última semana.

Parece-me oportuno interrogar: a que se deve esta quebra do PSD? Entre diversos motivos, cito: a imaturidade de PPC, a senilidade do ribatejano Catroga, um oportunista já denunciado no ‘Aventar’ pelo João José Cardoso; e sobretudo a incapacidade do conhecido economista falar claro e verdade. Nem sequer tem o cuidado de estar em sintonia com  Passos Coelho.

O líder social-democrata afirma-se contrário ao corte de salários, para compensar a´redução da TSU até 4%, preferindo aumentar os impostos sobre o consumo.  No entanto, Catroga, no ‘Prós e Contras’ de ontem, afirmou que os impostos não serão aumentados.

Bom, Catroga que manifesta  eloquente falta de condições comportamentais e intelectuais para o exercício de funções governativas, comunica mal, entrando gratuitamente em litígio  em diversas frentes. Ontem, foi com Silva Pereira, o que até seria natural, mas também com António Pires de Lima do CDS, seu antigo companheiro na Nutrinveste, e ainda com o Prof. Carlos Coelho que se encontrava entre a assistência.

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O mentiroso compulsivo


Novembro de 2009


Maio de 2010
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Contestar a austeridade: da retórica em Portugal à acção em Espanha

O governo, em reunião extraordinária do Conselho de Ministros, esta tarde, prepara-se para lançar um aumento de impostos. Será, justamente, a aplicação, já em 2010, de uma das medidas que o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, teve a amabilidade de vir anunciar há dias em Lisboa, em gesto de solidariedade com Sócrates e companheiros da (des)governação.

Da agenda do Conselho de Ministros, consta igualmente a definição das linhas de orientação do Orçamento Geral do Estado para 2011. Certamente, em complemento do agravamento de impostos a vigorar já este ano, definir-se-ão outros, a implementar no próximo. Damos como exemplo a redução dos benefícios fiscais das despesas de educação e saúde – o governo nega tratar-se de um aumento de imposto, mas a verdade é que essa capciosa afirmação se destrói com o incontestável argumento de que, no final do ano, os contribuintes terão aumentada a carga fiscal do IRS e, consequentemente, o valor do imposto a pagar ao Estado.

No país vizinho, igualmente enfiado no atoleiro da crise, o governo de Zapatero lançou um pacote de medidas duras; medidas que, de resto, têm sido enaltecidas por gentes do PSD. O próprio Pedro Passos Coelho foi um deles, mas economistas próximos daquele partido, como Catroga, também as aplaudiram.  

Na senda do combate à crise a nível europeu, basicamente dirigido aos cidadãos comuns, há, em cada país, reacções colectivas de matizes diversas. Em Portugal, na lógica das tradições dos ‘brandos costumes’ e do ‘nacional-fatalismo’, prevalece a retórica e os palavrosos discursos de analistas políticos. À moda da Grécia, em Espanha o povo faz greve e sai para a rua em protesto. De resto, o ‘ELPAÍS’, jornal próximo do partido governamental, está a destacar a greve geral, com uma edição ‘on line’, actualizada de minuto a minuto. Tal é a força demonstrada pelos trabalhadores espanhóis.

Tão próximos e tão diferentes. Para alguns portugueses será eventualmente motivo de orgulho. Para mim é de profunda mágoa.

Café Central – Reunião de Gerentes

Anunciei a 29 de Abril passado no ‘Aventar’ a reabertura do Café Central, e as consequências previsíveis.

Na edição ‘on-line’, o Público dá conta do entendimento entre dois “gerentes do café” no sentido do agravamento de impostos em relação a quem é remunerado (IRS) e a quem consome (IVA). Neste último caso, independentemente dos baixíssimos rendimentos auferidos, sobretudo por muitos dos idosos reformados; passam a pagar 6% de taxa de IVA na compra de bens essenciais ou de medicamentos – sempre é 20% de aumento de IVA no respectivo escalão. É só fazer contas.

Do lado dos privilegiados, e porque o descaramento já começara a tornar-se insustentável, os gerentes parecem ter concordado em reduzir as remunerações dos políticos, aplicar uma taxa adicional de 2,5% sobre lucros de grandes empresas e da banca, e finalmente fazer vigorar a tão propalada tributação de 20% sobre as mais-valias mobiliárias.

Tudo isto é o anunciado pela imprensa de hoje, salvaguardando-se, porém, a necessidade de ratificação no final da reunião do Conselho de Ministros.

Trata-se, como é óbvio, de medidas financeiras, para reduzir o deficit para 7% em 2010. E as novas baixas exigidas em 2011 e 2012, até se atingir 3% em 2013? Serão feitas sempre através do mesmo tipo de engenharias financeiras do OGE, ignorando a estratégia do crescimento económico? É natural que sim. Há para aí 34 anos que o “Central” serve este café bem amargo.