Mais sobre o porta-voz da ANTRAM

Ir um pouco mais além…

 

Política não, credo

“A emancipação dos trabalhadores será obra dos trabalhadores”- dizia Marx.
Se não forem capazes, contratem uma sociedade de advogados ambiciosos, digo eu.

E não, não estou a questionar a legalidade e a legitimidade da greve que se anuncia. Muito menos a subscrever a acção e medidas do governo – que raio de serviços mínimos são aqueles? – que parece ansioso por mostrar músculo político e agradar aos eleitores de direita. Estou apenas a lembrar que esta treta do “novo sindicalismo” – parece que já há 15sindicatos15 a querer contratar o dr. Pardal – não tem nada de novo. O ataque vai-se virando, durante estes eventos, contra o chamado sindicalismo “clássico”. Isto é, o sindicalismo forte e unido com uma forte componente política – não, não tem de ser partidária -, cuja acção não se resuma à reivindicação salarial e a concertações encenadas. É por isso que a direita exulta com este suposto vendaval de neo-sindicalismo. É que, para ela, uma sociedade de advogados a dirigir – generosa e graciosamente, claro – um sindicato, é modernaço e traz a vantagem de as organizações sindicais não se meterem em política que isso é coisa de senhores doutores. Já se um partido tiver forte presença num sindicato, “ai valha-me deus, ti batata, que isto é tudo uma data de comunistas”.
Nós compreendemos. [Read more…]

As pessoas, as causas e vice-versa

Quando os professores fazem greve, há um coro de críticas a Mário Nogueira, considerado um inútil por não dar aulas há vários anos, sendo, para cúmulo, um homem tão poderoso que consegue “instrumentalizar” uma classe profissional inteira constituída por animais ruminantes que se limitam a seguir o líder, sempre sem razão para protestar. Estou à vontade, porque não faço parte do clube de fãs e fiquei ainda mais afastado depois da traição de 2018.

(A propósito, “instrumentalizar” é uma espécie de verbo-coisa com que os críticos de qualquer greve pretendem demonstrar que os grevistas são vítimas acéfalas do instinto gregário, coitadinhos!)

Diante dos defeitos – reais ou não – de um dirigente, as razões para a revolta das classes profissionais são frequentemente desvalorizadas, nem sempre por boas razões, porque há muito avençado à solta. [Read more…]