O desemprego, afinal, não cresceu

Seria péssimo jornalismo ser um jornalista a evidenciar uma verdade tão absoluta que nunca poderia ser uma notícia. Para isso, existe a Ministra do Patronato do Trabalho. Se a senhora continuar nesta senda de honestidade ainda se arrisca a reconhecer que o governo, afinal, só tem conseguido acentuar a tendência para aumentar o desemprego. Corre, ainda, o risco de ver o Câmara Corporativa realçar o seu duvidoso passado de sindicalista, do mesmo modo que o Governador do Banco de Portugal passa a antigo chefe de gabinete de João de Deus Pinheiro mal emite alguma opinião incómoda para a rósea governação.

Talvez por ser rósea a governação é que Valter Lemos veja cor-de-rosa onde a coisa está preta: o impagável secretário de estado manifesta um quase regozijo ao descobrir que o desemprego cresce muito, sim, mas devagarinho, o que deve servir imenso de consolo para os que se vão desempregando.

Uma vez que a estupidez desperta em mim o mais acentuado espírito competitivo, proponho que se passe a afirmar que não foi o desemprego que cresceu: foi o emprego que encolheu. E mais esta, para ajudar Sócrates, quando for, finalmente, confrontado com a recessão técnica (outro conceito que faz muita diferença aos que vivem com cada vez mais dificuldades): bastará afirmar que, se é certo que o país saiu da crise, a verdade é que a crise não tinha saído do país.

A direita socialista no governo

A Jangada de Pedra Os governos de José Sócrates têm feito coisas que a dita direita (como se a tivéssemos) nunca ousaria fazer. Ou logo seria exonerada do governo ou tantas seriam as bocas a gritarem fascistas que a demissão seria o caminho.

Vejamos apenas um pouco do que tem feito aquele que se diz o maior defensor do estado social:

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Trinta e Três Cêntimos Por Dia

UM PAÍS SEM VERGONHA NA CARA
O salário de miséria que os Portugueses têm como mínimo vai subir em 2011. Grande vitória dos trabalhadores Portugueses e de quem os representa e lidera.
Todos tinham acordado em que passaria a ser de quinhentos euros, havendo assim uma subida de vinte e cinco euros por mês para cada trabalhador nessas condições. Só no Norte do País, trinta e oito por cento dos trabalhadores estão nessa situação.
Mas atenção, estamos em crise. Crise de valores, de empregos, de lucros e de mais uma dúzia de coisas, e por causa disso, o (des)governo e os sindicatos da cor dele com o senhor João Proença à frente, aceitaram uma subida faseada desse aumento. Assim, [Read more…]