Um amigo meu tem uma mercearia, comprada com recurso a crédito bancário. Quando a comprou era uma loja simples e ele trabalhou no duro para lhe dar valor e ganhar uma clientela. Ao fim de dois anos quis seguir outra vida e decidiu arrendá-la, tendo encontrado um interessado. Acontece que, de acordo com o contrato assinado com o banco, o arrendamento só seria possível com a autorização deste. E o banco não autorizava o arrendamento, excepto se o spread fosse revisto em alta. A proposta do banco, cuidadosamente preparada, significava que toda a renda recebida pelo meu amigo ia direitinha para o aumento de spread. Ou seja, o banco, que já estava a ganhar com o empréstimo bancário, queria ficar o lucro que o meu amigo poderia vir a fazer graças ao seu trabalho.
Vem isto a propósito da notícia da proibição do aumento do spread em caso de arrendamento de imóveis com crédito à habitação associado não ter sido «bem recebida pelo sector financeiro». [Read more…]







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