Sons do Aventar – Lhasa de Sela – O Canto Maior

Termino a trilogia pela indie pop mexicana com a voz maior, com eterna saudade por Lhasa de Sela, ela que ganhou a eternidade com a sua obra. Não devo destacar uma música desta cantora mas se tivesse de escolher seriam duas: “Rising” e “Con toda la Palavra” pelo que representam de autobiográficas. Duas das cinco músicas que podem ouvir neste Sons do Aventar. E Viva México!

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Sons do Aventar - Lhasa de Sela - O Canto Maior
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Pequena canção para a memória de João José Cardoso,

a outra pessoa portuguesa que conhecia a música (e as letras!) do Thiéfaine.

Lhasa…saudade

Já passaram três anos. Saudade…

nÃO sEJAS dUR"a" dE oUVIDO # Especial Dia da Mulher 2:

Um bom dia da Mulher para todas as leitoras do Aventar e aproveitem para não serem duras de ouvido escutando as músicas que escolhi, graças ao convite do autor da série, para colocar em alta rotação durante este dia no Aventar. Zita Formoso.

nÃO sEJAS dUR"a" dE oUVIDO # Especial Dia da Mulher 1

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, um especial de uma convidada: Zita Formoso, habituada a ouvir boa música do autor original desta série:

Lhasa: Saudade…

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Lhasa de Sela


That leaving feeling
http://mediaservices.myspace.com/services/media/embed.aspx/m=4161704,t=1,mt=video
Stuart A. Staples | Vídeos de Música do MySpace

Não é fácil falar de Lhasa de Sela, muito menos no dia em que a vemos partir com apenas 37 anos de vida. Uma injustiça.

Sinceramente, faltam-me as palavras, as palavras certas para descrever tudo o que senti quando ouvi, pela primeira vez, as suas músicas, o seu canto profundo, vindo das profundezas da alma. Uma voz assombrosa de uma mulher do Mundo mas cuja estética musical é, claramente, mexicana e só os Deuses sabem como tão bem tratam a música no México.

A primeira vez que ouvi Lhasa foi em 1998 por mero acaso. Fiquei completamente apaixonado pela sua voz e pela intensidade das suas letras. A ela devo a descoberta da música mexicana aprofundada com Lila Downs e mais tarde com Chavela Vargas. Quando encontrei, em França, a sua obra-prima, “La Llorona”, devorei-a intensamente sendo, ainda hoje, uma das minhas principais referências musicais. Quem nunca ouviu “El Desierto” não faz a mais pequena ideia do que estou a falar. Quem nunca ouviu “De Cara a la Pared” não percebe o sentimento de perda que me assolou quando hoje, manhã cedo, ouvi na TSF que Lhasa tinha partido por culpa da doença maldita (AQUI). Quem nunca permitiu ao seu aparelho auditivo o prazer supremo de escutar “El Pajaro” pensará que sou doido. Nem “com toda palabra” existente no nosso vocabulário se encontrará a certa para descrever a alma musical de Lhasa.

Como foi possível, tão nova, ver a sua vida interrompida por um maldito cancro de mama. E eu, parvo ignorante, que julgava quase impossível uma mulher tão nova, tão jovem, morrer assim.

A melhor homenagem é ouvir as suas músicas e nelas descobrir a verdadeira Lhasa, a nossa Lhasa, a minha Lhasa de Sela. Até sempre, rapariga…

Ouvir as suas músicas: AQUI.

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Lhasa de Sela (1972-2010)

Logo à tarde, a TSF repete a entrevista realizada a Lhasa no programa “Pessoal e Transmíssivel”.