Liiiiindo!

Lindo, lindo, lindo! Grandiosa a força cívica de sair à rua em solidariedade, em prol de direitos. Em Espanha, mais de 5,3 milhões, mais de 120 manifestações. Que, para além de lindo, tenha o efeito profundo que almejamos, companheiras e companheiros! Foto e notícia TSF

Nova Ministra da Economia

Calma, a Geringonça não caiu. Foi no Brasil.

Temer: Ninguém melhor do que a mulher para indicar ‘desajustes de preços no supermercado’

Pão e Rosas

Um texto de João José Cardoso, publicado, no Endrominus, no dia 8 de Março de 2007.

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(imagem daqui)

O Dia Internacional da Mulher foi estabelecido a partir da data de uma greve de operárias nova iorquinas, em 8 de Março de 1857. Ou talvez não. Rezam algumas crónicas que patrões e polícias trancaram as mulheres dentro da fábrica, lançaram-lhe fogo, e 129 morreram carbonizadas.

Embora factos como este tenham sucedido mais de uma vez num século XIX liberal, quando os patrões faziam mesmo o que queriam, existe um misto de lenda e história na escolha da data.

Prefiro outra lenda, a do Pão e das Rosas, por vezes misturada com as do 8 de Março, que tem origem num poema com o mesmo nome da autoria de James Oppenheim, publicado em Dezembro de 1911, e oferecido às “mulheres do Oeste”. Está geralmente associado a uma greve do sector têxtil em Lawrence, Massachusetts, em Janeiro-Março de 1912, e que ficou conhecida pela Greve das Rosas e do Pão. A greve de Lawrence, que uniu dezenas de comunidades imigrantes foi, em grande parte, conduzida por mulheres. Muitos afirmam que, durante a greve, algumas das mulheres transportavam um cartaz que dizia Queremos pão mas também queremos rosas! Não existem provas fiáveis que o confirmem, e esta afirmação foi rejeitada por alguns veteranos da greve de Lawrence, provavelmente homens, está-se mesmo a ver.

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Em cada mulher, uma super mulher

Na espuma do dia de hoje, o dia internacional da mulher, o Governo vai propor aos parceiros sociais medidas que promovam a representação equilibrada de mulheres e homens nos conselhos de administração das empresas. Mais mulheres vão representar incentivo às empresas que promovam a igualdade. Menos, penalizações para quem não o faça.
Mas fica a eterna questão: serão as quotas uma medida de igualdade ou uma penalização para as mulheres que efetivamente têm capacidades? Confesso que quando analisei as listas de candidatos a deputados fiquei quase sempre a pensar se o 3º elemento estaria lá por mérito ou por género. A quotas parecem-se às vezes mais com uma ofensa que com um direito.

41 anos depois da ONU o ter instituído há quem brinque e há também quem acredite que o “dia da mulher” já não faz sentido. A desigualdade em Portugal está démodé, dizem alguns. Quer um reality check? Em Portugal a situação da desigualdade de género não é um assunto sério mas ainda existe. Enquanto este “ainda” não desaparecer o dia continua a fazer sentido. Para os que precisam de memória fica a sugestão de um projecto recente – Mulher não entra – pensado inteiramente por homens, que alerta para situações em que as mulheres ficam de fora.

A mulher tem lugar central na música de Chico Buarque. “Todos os musicais dos Chico Buarque em Noventa minutos” é uma peça do compositor e escritor brasileiro que está em cena no Porto e em Lisboa. Dez anos depois do sucesso da “Ópera do Malandro”, a dupla de criadores brasileiros Charles Möeller e Cláudio Botelho regressa a Portugal com uma nova produção que promete uma fantástica viagem pelas mais belas canções do músico brasileiro, escritas para musicais como “Gota d’Água”, “O Corsário do Rei” ou “Dona Flor e Seus Dois Maridos”. Marque na agenda, a homenagem ao compositor chega nos dias 8 e 9 de março ao Coliseu do Porto e nos dias 11 e 12 de março ao Campo Pequeno, em Lisboa.

 

Por coisas destas também, ainda foi preciso o dia de ontem

Violador diz em documentário que a culpa é das raparigas

Hoje é o Dia da Mulher

dia_da_mulherParabéns!

Dia das Vítimas de Discriminação Religiosa

mulherDesde ontem que, cada vez que abro o Facebook, essa rede social que há quem «odeie» e veja como «agência de namoros», sou inundada com publicações a elogiar as mulheres, dizendo o quanto somos fantásticas, especiais, únicas e mais uma série de lugares-comum, elogios quase sempre partilhados ou redigidos por mulheres.
Hoje, como sempre, não vou escrever coisas bonitas sobre as mulheres. Não me vou, directa ou indirectamente, elogiar. Sou mulher, como milhões de outras, da mesma forma que milhões de homens são homens. Não especialmente meiga, carinhosa, delicada, companheira, amiga, etc. [Read more…]

Dia Internacional da Mulher

dia mulher

Hoje é Dia Internacional da Mulher.
Por cá, há quem use dar uma flor ou um «miminho» às mulheres da sua vida ou como campanha de promoção de alguma coisa.
E ficamos por aí. Mulheres felizes porque receberam alguma coisa, homens felizes porque deram provas de ser grandes e atenciosos para com as mulheres. Assunto encerrado.

Eu não recebo nada no Dia da Mulher. Não preciso. Recebo todos os dias aquilo que muitas mulheres nem no Dia da Mulher recebem. Tenho a sorte de ser tratada como todas as mulheres merecem ser tratadas. Mas eu pertenço a uma minoria.

Neste dia, tal como em muitos outros, mas admito que no 8 de Março particularmente, penso na infelicidade que ainda é ser-se mulher em muitos cantos do mundo, até mesmo em Portugal. [Read more…]

Prometo Um Pénis de Ouro Para Todas as Mulheres

Pé MessianoAgora que já capturei alguma atenção, mais a sério. Não venho propor um novo princípio constitucional que garanta uma espécie de Pénis-Magalhães de Ouro a cada portuguesa, vibrátil, na linha dos direitos inefáveis, tendências democratizadoras e aspirações furadas que a Constituição consagra, deveria garantir, mas cujo chulé na verdade nem sequer cheiramos. Também não se está aqui a pensar em roubar aquele caralho de mel que parece estar na boca de Filipe Pinhal quando fala, ó ânsias de falo!, para dá-lo liberalmente a quem de direito carece da mais elementar glucose em suporte rígido. Pudessem todas as mulheres oprimidas e mal-pagas deste Portugal ousar chorar despudoradamente como ele, após anos de capitalização, offshores e mais valias. Não. Venho somente com a minha lenga-lenga beata do costume. Se há uma herança e um testemunho que desejo passar à mulher em geral e especialmente à mulher portuguesa não é de todo que todas passem a ter um áureo pénis só seu, realístico, áspero, nervurado e evocador, claramente artificial e artístico, como o Pé de Ouro engendrado a partir de um molde de silicone com Messi dentro. [Read more…]

Página de Diário

 

Este ano, o meu Dia da Mulher foi especial. Inscreveram-me (a minha sogra) para um jantar (de mulheres) e eu adorei.

Mesmo ali ao lado de casa há um pequenino restaurante (tipo tasca) e, não sei como, sentaram-se 95 mulheres em longos bancos ao longo de compridas mesas. Conhecia a maioria: vizinhas, mães e avós dos colegas do meu filho que ainda anda na pré.

Enquanto esperávamos para nos sentarmos, prestei toda a atenção às conversas, a quem entrava e reparei como elas estavam maravilhosas. Mulheres da minha idade, outras mais novas e, a maioria, na casa dos sessenta. 

O dia havia-lhes sido igual em tudo menos a noite. Levaram os filhos à escola, fizeram-lhes o almoço, foram trabalhar, puseram a roupa a lavar, a secar, foram às compras e ainda arranjaram tempo para ir ao cabeleireiro. [Read more…]

Dia Internacional da Mulher

 

(Artemisia Gentileschi)

Não ficaria bem comigo mesma, se, no dia da Mulher, não escrevesse uma única linha aqui no Aventar!

Ao pensar neste post, lembrei-me das mulheres que foram «primeiras»…

Artemisia (séc. XVII), a primeira mulher pintora a tornar-se membro da Academia de Arte do Desenho em Florença, de Hildegard de Bingen (séc. XII) a primeira compositora que se conhece e Francesca Caccini (séc. XVII) que escreveu a primeira ópera no feminino, Aphra Behn (séc. XVII), a primeira a viver só da escrita e Concépcion Pardo Bazan (séc. XIX), a primeira espanhola a estudar numa universidade.

Não me esqueci das portuguesas. Recordo apenas duas nascidas, curiosamente, no mesmo ano e ambas médicas e feministas: Carolina B. Ângelo (1871-1911), que não morreu sem antes dizer-se a primeira portuguesa a votar (1911) e Domitila de Carvalho (1871-1966) que dá nome a uma rua da minha cidade (Santa Maria da Feira). Domitila, a primeira a frequentar a Universidade de Coimbra e uma das 3 primeiras deputadas eleitas em Portugal! O que terá dito Domitila e as outras duas mulheres em voz alta, perante tantos homens? Vou procurar saber!!

Mas há tantas outras, maravilhosas, como cada uma de nós, simples mortais!!

Acrescentem nomes a esta pequena lista!

Mulheres no desporto – dia Internacional da mulher

As personagens mais procuradas no google luso não deixam margem para dúvidas – a Ana Malhoa é uma pessoa muito importante, tal como a Shakira ou o Carlos Cruz, por motivos naturalmente diversos. Não, o Carlos Cruz não colocou silicone e a Ana Malhoa não namora com o Messi.

Não impressiona também nenhum dos leitores que o Cristiano Ronaldo, seja no seu mais recente veículo – aqui mesmo, no Aventar – seja a marcar golos ou com inveja do Messi, esteja também sempre presente nos tops.

O que já me impressiona mais é a forma pornográfica como os jornais desportivos – os três em papel e outros tantos em formato digital – usam meninas sem roupa (aposto que este vai ser o link mais clicado neste post logo a seguir ao da Ana Malhoa lá em cima) para fazer subir as audiências. [Read more…]

Hoje é o Dia Internacional da Mulher

O DIA QUE NÃO DEVERIA EXISTIR

É hoje o dia que, mundialmente, se consagrou ser o da Mulher, e já existe há cem anos.

Na realidade não deveria existir tal dia, uma vez que o facto de existir, por si só, coloca a mulher numa posição de inferioridade.

Existe o dia da árvore, o dia do doente disto e da doença daquilo, da protecção deste e daquele aspecto, e por aí fora num chorrilho de dias consagrado a este ou aquele. Existem esses dias dedicados, desde que se viu que seria preciso proteger alguma coisa.

A Mulher não deveria precisar de um dia destinado a lembrarmo-nos dela. Também não deveria haver um dia dedicado ao Homem (embora haja e quase ninguém saiba quando é). Não é preciso. [Read more…]

Filosofia de bolso (1)

O nosso Prof. Raul Iturra, disse, recentemente, que “o nosso sítio de debates está a piorar“.
Da minha parte, e porque sempre mais vale  prevenir do que remediar, vou tentar elevar o nível intelectual desta casa, abrindo este meu pequeno espaço para publicar breves e avulsos pensamentos que me vão surgindo.
Pensamentos para serem levados ou não a sério, consoante a vontade de cada um.
Para começar, e por evidente razão de inspiração, aqui vai o primeiro:
– Quem critica a existência do Dia da Mulher, fala mal ou desdenha,  é porque não tem uma florista, nem um restaurante, nem uma tipografia que faça postais com corações. Como eu.

Dia da Mulher: Não quero flores


Nem flores, nem qualquer outro gesto simbólico que assinale o Dia da Mulher.

Quero a merecida e tão propalada igualdade de géneros.

A passagem deste dia lembra-me sempre que as mulheres continuam a ser vistas e tratadas como seres inferiores aos homens.

O próprio facto de eu ter sido convidada, porque sou mulher, para escrever este post neste blogue, que é sobretudo feito por homens, contribui para essa ideia de inferioridade feminina. Hoje os homens deixam-nos escrever… Iupii!!!

Isto apesar de as mulheres presentes em muitos dos sectores importantes das nossas sociedades serem em maior número do que os homens.

No entanto, as mulheres estão presentes, e muito, nos lugares de base, raramente nos topos. Dirão que é normal. Uma mulher não pode nem deve fazer carreira, sobretudo se tiver família ou se pretender tê-la.

Uma mulher que tenha filhos, mas insista em manter a sua carreira, muitas das vezes tem que não só provar ser muito mais capaz do que os homens seus colegas, como enfrentar as opiniões do mundo, frequentemente da sua própria família. A mãe que com sacrifício deixa os filhos à noite para reuniões importantes ou para tratar de negócios é uma má mãe. Não devia ter tido aquelas crianças, coitadinhas, deixadas assim com o pai ou os avós ou, Deus nos livre, com uma ama qualquer. E, claro, se o marido se fartar e arranjar uma amante, é normal, não tinha mulher em casa a cumprir o seu dever. Um homem não é de ferro, tem as suas necessidades. Já o pai que faz exactamente o mesmo é um grande homem, faz tudo para sustentar a família e se a ingrata da mulher se «mete debaixo» dum qualquer que lhe apareça é uma desavergonhada, não merece aquele marido, devia era ser corrida com dois sopapos. Os sacrifícios que ele faz por ela e é este o agradecimento que tem… [Read more…]

Mulheres, conheçam os vossos limites


Maria Noémia Pinto, leitora do Aventar

Cumpra-se a igualdade de direitos e oportunidades e fiquem lá com o Dia da Mulher

Se há celebração do Dia da Mulher que me parece enternecedora é aquela em que os maridos, com olhinho pisco e sorriso cúmplice, dizem docemente às esposas: “Hoje vamos jantar fora, querida. Não te quero na cozinha, que hoje é Dia da Mulher”. Lembrarão inúmeras vezes no decorrer da refeição que a excepcional ida ao restaurante é uma celebração do “teu dia, querida”, e ao cair da noite não deixarão de recordar quão amorosos foram. E uma vez que ela até nem deve estar assim tão cansada, tendo ficado arredada da cozinha todo o serão, espera-se que seja generosa e que retribua, no seu dia sobre o qual está prestes a cair o pano, o carinho do esposo com toda a ternura de uma mulher amorosa.

Amanhã voltará para a cozinha, e não se falará mais no assunto, claro está. É sabido que até os escravos tinham direito a alguns dias de folga, pelos quais deviam agradecer aos seus amos. [Read more…]

nÃO sEJAS dUR"a" dE oUVIDO # Especial Dia da Mulher 3:

Neste nosso dia, nada como ouvir boa música! Zita Formoso.

nÃO sEJAS dUR"a" dE oUVIDO # Especial Dia da Mulher 2:

Um bom dia da Mulher para todas as leitoras do Aventar e aproveitem para não serem duras de ouvido escutando as músicas que escolhi, graças ao convite do autor da série, para colocar em alta rotação durante este dia no Aventar. Zita Formoso.

Os Políticos de Ontem e de Hoje – “Ficou capado o Morgado”

Tive um despertar tranquilo. Todavia, a meio do pequeno-almoço, fui assaltado por súbito turbilhão de pensamentos acerca da comparação do desempenho de políticos, do período pós 25 de Abril. Revivi as diferenças ao longo do tempo com perturbadora turbulência, o que me deixou confuso entre ‘o como e quem está no presente’ e ‘o como e quem esteve no passado’.

Nos dias de hoje, o espectáculo político oferece-me o Sócrates e as suas coléricas crispações, o Pereira de insinuação ligeira, o Assis que aos chefes diz sempre ‘sim’, o Branco a guiar mesmo manco, o Rangel da ruptura no papel, o Passos do coelho sem cansaços, o Portas das caminhadas tortas, o Louçã que dá aulas de manhã, e o tio Jerónimo cujo apelido Sousa completa o ortónimo. Os traços do espectáculo, porém, não se ficam por aqui. Há ‘chats’ em ‘real-time’ de deputados com cidadãos, como paradigma da acção política dos tempos actuais; os deputados atendem telemóveis e teclam de vez em quando. No fundo, todos eles vivem a era das tecnologias, das telecomunicações, dos formatos e dos conteúdos – conteúdos vazios, acrescento, porque na hora de votar é obrigatório seguir as orientações dos líderes. E aqueles que transgridem esta última regra lixam-se, a menos que se trate de gente alegre, muito alegre. [Read more…]

8 de Março, Dia da Mulher

O DIA QUE NÃO DEVERIA CONTINUAR A EXISTIR
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É amanhã o dia que, mundialmente, se consagrou ser o da Mulher.

Na realidade não deveria existir tal dia, uma vez que o facto de existir, por si só, coloca a mulher numa posição de inferioridade.

Existe o dia da árvore, o dia do doente disto e da doença daquilo, da protecção deste e daquele aspecto, e por aí fora num chorrilho de dias consagrado a este ou aquele. Existem esses dias dedicados, desde que se viu que seria preciso proteger alguma coisa.

A Mulher não deveria precisar de um dia destinado a lembrarmo-nos dela. Não há um dia dedicado ao Homem. Não é preciso. [Read more…]

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