Basta! O Sporting precisa de uma reflexão urgente

dost

Como já escrevi em determinadas ocasiões neste espaço, sou um Sportinguista puro, doente, a roçar o fanático há 29 anos. A minha relação com o Sporting é una: nunca abandonei o apoio a este clube nos maus momentos, fazendo sempre das tripas coração para o ver quando financeiramente o posso e não o posso fazer, estando a equipa de futebol, de hóquei, de andebol, de futsal, de ginástica ritmica a ganhar ou a perder, a golear ou a ser goleada, com ou sem títulos nas últimas temporadas. Quando o mês está a correr mal e estica mais do que aquilo que era devido. Quando a tristeza assola mais a alma do que a alegria. Quando o Godinho, o Soares Franco, o Bettencourt e toda aquela tralha de Cascais que acha que somos raia miúda e que jamais deverá governar os destinos do clube, nós os Sportinguistas que nos fundimos com o clube, que o tomamos como uma parte muito importante das nossas vidas, com o mesmo quase acabaram. Quando, com este grande amor que nos possui durante 365 dias por ano, 24 horas por dia, que levamos ao peito ao frio, à chuva, que transportamos  como capa quando os rivais nos escarnecem dos nossos sucessivos fracassos, que nos enche de orgulho e de lágrimas, ao ponto de não querermos ir à escola, de não conseguirmos desfrutar de uma refeição como deveria ser desfrutada quando perde aquele jogo importante.

[Read more…]

Ainda vamos a tempo de despachar o Nuno?

#andaMarco

E o novo treinador do Porto é…

Marco Silva!

O bizarro e anedótico argumento do dress code

Marco Silva

Imagem@Expresso

De todos os momentos bizarros e anedóticos que a história do futebol português nos vem contando há vários anos, da penhora do WC do antigo estádio das Antas até à dupla venda do antigo guarda-redes do Benfica Roberto, um dos argumentos da direcção da SAD do Sporting para despedir por justa causa o treinador Marco Silva entra directamente para o top 3 do absoluto ridículo. Segundo tem vindo a ser veiculado pela comunicação social e confirmado pela direcção da SAD , um dos motivos que levou ao despedimento do treinador que conquistou este ano a Taça de Portugal, após 7 anos de jejum no que a títulos diz respeito, foi o facto de não ter envergado o fato oficial do Sporting no jogo das meias finais da competição contra o Vizela. Num acto de tremenda rebeldia, Marco Silva deixou o blazer e a calça vincada em casa e optou pelo fato-de-treino do clube. Fogo do Inferno para ele.

Teria sido mais digno, principalmente depois das notícias que confirmavam a transferência de Jorge Jesus para Alvalade, optar por um discurso honesto através do qual o presidente Bruno de Carvalho assumisse que a mudança de treinador era uma decisão estratégica sua, para a qual tem total legitimidade enquanto presidente da instituição, do que entrar nesta telenovela absolutamente patética do dress code. Depois da vitória histórica que foi “roubar” o treinador do Benfica, que sai do clube campeão para um Sporting hoje mais próximo do Sporting de Braga do que do grupo dos três grandes que actualmente são apenas dois, Bruno de Carvalho poderia ter dado uma saída limpa a Marco Silva e poupar-se a mais esta polémica que apenas contribuiu para criar instabilidade no clube que lidera. Tudo seria mais simples se o presidente do Sporting tivesse a coragem de dar a cara pela sua decisão. Assumia-a e ponto. Qualquer sócio que pretendesse contestar a decisão teria um bom remédio: ir à próxima assembleia-geral do clube e confrontá-lo com a decisão. Acima de tudo porque qualquer ignorante percebe que o único motivo por trás do despedimento de Marco Silva é à contratação de Jorge Jesus. O resto é palha mediática.