Karl Marx e Benfica – F.C. Porto, no dia das mentiras

Desta vez, Nabais, a culpa não é do árbitro: é do João Mendes. Siga. Viva o Benfica. Viva!

Subsídios para uma teoria geral da resistência silenciosa

duran adam

http://bit.ly/1035x9Q

O conceito “resistência silenciosa” voltou à ordem do dia, com o duran adam.

Como podemos ler no Público (via agências), o protesto mais visível

[F]oi protagonizado na segunda-feira pelo artista Erdem Gunduz, que, durante várias horas, ficou, de pé e em silêncio, frente ao retrato de Kemal Ataturk, fundador da moderna Turquia, na Praça Taksim. Centenas de pessoas juntaram-se ao mudo protesto, antes de serem dispersadas pela polícia, mas nesta terça-feira dezenas de outros turcos seguiram-lhe o exemplo, permanecendo de pé, e em silêncio, na emblemática praça que se tornou símbolo da revolta.

Para a resistência silenciosa ter impacto, precisa de ser perceptível ou, em última análise, visível. Contudo, como sabemos, há quem prefira pôr o Tarnhelm e deturpar o campo semântico de “manifesta apatia”, confundindo-o com o de “silenciosa resistência”.

Como exemplo prático de resistência silenciosa, desaconselha-se, obviamente, o da direcção d’A Bola e recomenda-se, vivamente, o de Erdem Gündüz. Como epígrafe, sugere-se este parágrafo do Marx in Soho:

HZ Marx in Soho

Post scriptum: Outro potencial contributo para [Read more…]

Marx em Bruxelas

Marx le retour affiche-marx-officiel

Jésus ne pouvait pas descendre, c’est donc moi qui ai fait le déplacement

Quem morar por estas bandas, não deve perder o Marx de Michel Poncelet, em cena até 25 de Maio.

De regresso ao mundo dos vivos, Marx explica, sem intermediários, mas de forma bastante crítica, as suas ideias. Uma excelente interpretação do texto de Howard Zinn, em que os fragmentos dedicados ao tempo presente são transportados, de uma forma extremamente fina, do Soho nova-iorquino original para Bruxelas, espaço concreto do espectador que se deslocou ao Théâtre de la place des Martyrs. Um monólogo em que Poncelet consegue dar-nos uma perspectiva realista e notável dos participantes da narrativa e interagir com quem se encontra no acolhedor espaço da sala de espectáculos. E mais não digo, se não, estrago a surpresa.

Post scriptum: Quem não morar por estas bandas, pode sempre ver a interpretação que deixei há uma semana ou comprar o livro do Zinn (esta é a edição que possuo). Creio que ainda não haverá tradução portuguesa, mas há Marx, le Retour (o texto interpretado por Poncelet) e Marx en el Soho.

O Tractor e os *tratores: Toni, o Grande

A partir de hoje, infelizmente, depois do despedimento de Toni, o Grande, as ocorrências de tractor diminuirão drasticamente em órgãos de comunicação social que capitularam (pois, capitularam; a propósito, a interpretação do Brian Jones é soberba) perante a inenarrável proposta ortográfica adoptada pelo Estado português. A não ser que haja reflexão profunda e necessária, além de respectivas e adequadas medidas (esperemos pelas conclusões), doravante, só órgãos de comunicação social de referência em ortografia portuguesa europeia adoptarão a grafia correcta. Entretanto, ficámos a saber que a maior fábrica de *tratores do Irão é dona do Tractor. Sim: Tractor porque *tratores. Exactamente. Percebemos perfeitamente. .

Tractor