»Es war spätabends, als K. ankam«

Back to the 1890s, there was a very famous campaign manager, Mark Hanna, who was a star of campaign management. He was asked once: “what does it take to win an election?”. And he said: “it takes two things, the first one is money… and I’ve forgotten what the second one is”.

— Noam Chomsky

O que eu pergunto são coisas verdadeiras, correctas e reais.

— Rodolfo Reis, 3/6/2017

And it seems like twenty-five years of
Promises

Gary Marx & Andrew Eldritch

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Muitos fatos e muitos contatos.

Onde? No sítio do costume. Quando? Hoje.

Contatos

Fatos: [Read more…]

Efectivamente, não pode ser

The people ahead of them are shooting up to the stratosphere, and then comes the scapegoating.

Noam Chomsky

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Amigo atento enviou-me esta primeira página, com palavra criada exclusivamente para a norma portuguesa pelo Acordo Ortográfico de 1990. É sabido, desde d’Andrade e Viana, que a ‘rutura’, além de inventada, é “injustificada”. Contudo, ei-la.

Além disso, tratando-se do presidente da direcção do Sporting, a grafia correcta é ‘ruptura’.

Exactamente.

Aliás, como é sabido, pelo menos desde que se leu aquilo que ainda há pouco escrevi («palavra criada exclusivamente para a norma portuguesa pelo Acordo Ortográfico de 1990»), no Brasil, [Read more…]

É muito fácil

Every word I said is what I mean

Chris Cornell & Hunter Shepherd

May I continue?

— Noam Chomsky

“Somos Porto”. É fácil dizer [ˌsomuʃˈpoɾtu].

— Rodolfo Reis, 14/5/2017

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De facto, também é fácil dizer “Portugal vinculou-se ao Acordo Ortográfico“.

Repare-se: [puɾtuˌɡaɫ vĩkuˌɫosɨˌau̯ ɐˌkoɾdu ɔɾtuˈɡɾafiku].

Muito fácil.

Efectivamente.

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Chris Cornell (1964-2017)

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Contatos e horários

© Ronaldo Schemidt/AFP/Getty Images (http://bit.ly/2jYOF1w)

Chomsky made a clear claim – recursion is fundamental to having language. And my paper did in fact present a counterexample. Recursion cannot be fundamental to language if there are languages without it, even just one language without

Daniel Everett

If some tribe were found in which everyone wears a black patch over one eye, it would have no bearing on the study of binocular vision in the human visual system. [1]

In contrast, descriptive generalizations should be expected to have exceptions, because many factors enter into the observed phenomena. Discovery of such exceptions is often a valuable stimulus for scientific research. [2]

— Noam Chomsky [1] [2]

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dre1812017

Recentemente, pelos vistos, António Costa esperou, “sereno”, «por palavra de Marcelo». Curioso, eu também. Mas foi há muito mais tempo.

Agora, quanto ao tema em epígrafe, [Read more…]

Donald Trump e o Acordo Ortográfico de 1990

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© F.M.Valada (Washington Square Park, 4/11/2016)

Hablo de estructura como podríamos decir la estructura de esta mesa o de esta taza; es una palabra que me parece un poco más rica y más amplia que la palabra forma porque estructura tiene además algo de intencional: la forma puede ser algo dado por la naturaleza y una estructura supone una inteligencia y una voluntad que organizan algo para articularlo y darle una estructura..

— Julio Cortázar, “Clases de literatura – Berkeley, 1980

[P]sychological laws for Husserl express causally determined, exceptionless, connections in successions of events, stated with respect to an idealization similar to Chomsky’s ideal speaker.

— Jerrold J. Katz, “Language & Other Abstract Objects

Have you read Tom Wolfe’s book?

It’s so uninformed and distorted that it hardly rises to the level of meeting a laugh test.

Noam Chomsky

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Há cerca de dois dias, algures no Rockefeller Center, assisti a uma entrevista concedida por Anthony Scaramucci e fiquei a saber que  vários economistas, entre os quais oito vencedores do Nobel [Read more…]

Como lidam eles com a França?

Em 26 de Abril Yanis Varoufakis e Noam Chomsky tiveram uma interessante conversa na biblioteca pública de Nova York. A certa altura Noam Chomsky perguntou a Varoufakis, “E como lidam eles como a França?”, sendo que “eles” se refere, neste contexto, à Alemanha e à Troika. A resposta é surpreendente para quem está habituado a observar a “Europa” pelos filtros da comunicação social.

Pode assistir à conversa completa aqui.

Meteram a viola no saco

red hook

© Red Hook Terminals (http://bit.ly/25qLQw7)

There have always been benevolent aristocrats. That doesn’t make me fall in love with the feudal system.

Noam Chomsky

Alfieri: But this is Red Hook, not Sicily. This is the slum that faces the bay on the seaward side of Brooklyn Bridge. This is the gullet of New York swallowing the tonnage of the world.

— Arthur Miller, A View from the Bridge

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«Perceberam que não tinham razão e meteram a viola no saco», disse hoje António Costa, acerca da forma como Assembleia da República e Governo têm gerido a matéria Acordo Ortográfico de 1990. Efectivamente, depois de terem lido os pareceres (ver nota 13), os deputados e os ministros acabaram por meter a viola … Ah! Não foi sobre o Acordo Ortográfico de…? Foi sobre os colégios. Segundo o primeiro-ministro, os deputados da oposição terão percebido que não tinham razão e meteram a viola no saco. Sobre os colégios. Ah! Não foi sobre o Acordo… OK. Que grande confusão a minha. Peço imensa desculpa. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

 

Os contatos são regulares

Chomsky

Foto: Graeme Robertson/The Guardian

It’s like seeing a child in the street and a truck coming rapidly. Do you say, “Look, I’m too busy thinking about interesting questions, so I’ll let the truck kill the child”? Or do you go out into the street and pull the child back?

Noam Chomsky

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Efectivamente, os fatos são constantes. Contudo, os contatos são regulares. Exactamente. Desde Janeiro de 2012. No sítio do costume.

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No sítio do costume e alhures.

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Os fatos são constantes

Chomsky

Foto: Graeme Robertson/The Guardian

«unfortunately the world won’t go away»

Noam Chomsky

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Como é público, os “fatos constantes” portugueses nasceram em Janeiro de 2012, no Diário da República.

Exactamente: em Janeiro de 2012.

Efectivamente, são constantes.

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Nick Menza (1964-2016)

Manufacturing Consent: Noam Chomsky and the Media

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Manufacturing Consent: Noam Chomsky and the Media – documentário de 1992 que explora as ideias do linguista Noam Chomsky sobre a forma como informação é moldada de forma a aparesentar um certo ponto de vista, de uma forma quase orgânica.

Legendado em português. Página IMDB.

A população deve ser avisada e mantida informada durante a ocorrência

Sim, porque houve ocorrências. Quando? Hoje. Onde? No sítio do costume.

Houve contato,

contato dre

houve mais contato e houve [Read more…]

Charlie Hebdo

A opinião de Noam Chomsky.

Desvios, divergências e diversões

When you see a bird that you’ve never seen before, or that very few people have seen, there’s a special thrill.

Richard Rorty

Similar remarks carry over to the system of pragmatic competence, hence the capacity to use a language appropriately.

Noam Chomsky

Esperava desejar um óptimo fim-de-semana com este vídeo (obrigado, Sir David Attenborough), divulgado hoje pelo Cornell Lab of Ornithology.

Contudo, estas imagens divertiram-me imenso e desviaram-me do meu objectivo inicial:

divergido

Factos:

1 – Na RTP, escreve-se e diz-se ‘desviado’;

2 – Um passageiro refere “um avião que foi desviado para o Porto”;

3 – No painel das chegadas do aeroporto, encontra-se ‘divergido‘.

Agora, sim.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Já toda a gente sabe

Sim, a história já chegou ao Financial Times e ao Wall Street Journal. Até no MIT já devem saber.

Sezon ogórkowy

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Francisco Sosa Wagner (Reuters/UE: http://bit.ly/1cngda6)


Revejam o primeiro ‘Machete’, por favor: é um péssimo filme, mas tem uma cena em que Danny Trejo abre a barriga a um tipo e usa os seus intestinos para fugir pela janela de um hospital. É a imagem perfeita deste país: esquartejado e, ainda assim, cheio de penduras. Não admira que o Portugal de hoje dê a volta à tripa a qualquer pessoa de bem.

João Miguel Tavares, Público, 30/7/2013

Em trânsito para voluntário retiro nas margens do Neckar e depois de reflectir profundamente acerca de alguns dos episódios mais interessantes deste Verão (como as linhas em epígrafe), confesso a minha indecisão entre redigir uns dois ou três parágrafos sobre esta excelente série, com desnecessária incursão por memórias das minhas peregrinações a Tormes e a S. Miguel (se Seide ou Ceide, lá mais para a frente, passada a época dos pepinos, falaremos), compor umas nótulas soltas acerca da surpreendente querela Chomsky / Žižek  – a propósito, ofereço-vos quatro episódios (Chomsky Ataca, Žižek Responde, Chomsky Contra-Ataca  e Žižek Volta à Carga) e dois bónus (Afirma Thompson e Investigações Starkianas) – ou tecer umas inoportunas e estivais considerações, depois de conhecido este momento histórico (vale a pena ler o artigo de Teresa Firmino, no Público).

No entanto, em vez de redigir, compor, tecer, ou de me deixar enredar no espírito época dos pepinos ou serpientes de verano, preferi debruçar-me sobre outro assunto importante (sim, aquele) e a culpa é da minha Ministra da Educação. [Read more…]

Subsídios para uma teoria geral da resistência silenciosa

O conceito “resistência silenciosa” voltou à ordem do dia, com o duran adam.

Como podemos ler no Público (via agências), o protesto mais visível

[F]oi protagonizado na segunda-feira pelo artista Erdem Gunduz, que, durante várias horas, ficou, de pé e em silêncio, frente ao retrato de Kemal Ataturk, fundador da moderna Turquia, na Praça Taksim. Centenas de pessoas juntaram-se ao mudo protesto, antes de serem dispersadas pela polícia, mas nesta terça-feira dezenas de outros turcos seguiram-lhe o exemplo, permanecendo de pé, e em silêncio, na emblemática praça que se tornou símbolo da revolta.

Para a resistência silenciosa ter impacto, precisa de ser perceptível ou, em última análise, visível. Contudo, como sabemos, há quem prefira pôr o Tarnhelm e deturpar o campo semântico de “manifesta apatia”, confundindo-o com o de “silenciosa resistência”.

Como exemplo prático de resistência silenciosa, desaconselha-se, obviamente, o da direcção d’A Bola e recomenda-se, vivamente, o de Erdem Gündüz. Como epígrafe, sugere-se este parágrafo do Marx in Soho:

HZ Marx in Soho

Post scriptum: Outro potencial contributo para [Read more…]

O Chimpsky e o Dan

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Depois de Nim Chimpsky ter servido para Herbert Terrace tentar provar que a capacidade de produção de enunciados respeitando regras gramaticais não é um exclusivo dos seres humanos (ao contrário do que muitos pensam, o próprio Terrace já admitiu que os resultados obtidos e publicados deram, afinal, um ‘falso positivo‘), agora surge o babuíno DAN (no artigo do Courrier International, surge ‘Dan’ que, convenhamos, é mais carinhoso: a adopção de maiúsculas em DAN distancia-nos dele, como de certa forma acontecia com o HAL: Heuristically programmed ALgorithmic computer)) como estrela da companhia de projecto chefiado por Jonathan Grainger (numa equipa que conta com, entre outros, o excelente Johannes Ziegler), em que os autores pretendem demonstrar poderem as competências de base para processamento ortográfico na direcção da leitura  ser adquiridas sem a pré-existência de representações linguísticas.

A seguir com atenção.

May Day

(Photo by Lee Lockwood//Time Life Pictures/Getty Images)

The effectiveness of the state-corporate propaganda system is illustrated by the fate of May Day, a workers’ holiday throughout the world that originated in response to the judicial murder of several anarchists after the Haymarket affair of May 1886, in a campaign of international solidarity with U.S. workers struggling for an eight-hour day. In the United States, all has been forgotten. May Day has become “Law Day,” a jingoist celebration of our “200-year-old partnership between law and liberty” as Ronald Reagan declared while designating May 1 as Law Day 1984, adding that without law there can be only “chaos and disorder.”

Noam Chomsky. Necessary Illusions: Thought Control in Democratic Societies.Boston: South End Press, 1989, p. 29.

Noam Chomsky sobre o ataque israelita ao navio de ajuda humanitária

Este perigoso terrorista, perdão, muçulmano, perdão, talibã, perdão, membro da Al Kaeda, perdão, palestino, perdão, Gazeado, chama-se Noam Chomsky e deu ontem a entrevista que se segue ao programa de televisão Ce soir ou jamais.

Não fala apenas sobre Israel, naturalmente. Por alguma razão Chomsky é, por muitos, considerado o maior pensador americano vivo.

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