A consciência do PS por mãos alheias

Já os partidos socialistas francês e belga se tinham pronunciado contra o Acordo de comércio e investimento entre a União Europeia e o Canadá (CETA); agora, foi a vez do PSOE declarar que vai retirar o seu apoio ao CETA, abstendo-se aquando da votação do Acordo no parlamento espanhol – lamentavelmente sem a coragem de assumir um tão urgente NÃO – o que não impedirá que o CETA seja ratificado pela Espanha, na próxima semana. Sánchez, o reeleito secretário-geral do PSOE, justificou a decisão de não alinhamento com a posição de Bruxelas pela “degradação dos direitos ambientais e laborais que o Acordo provoca”. Levou por isso um puxão de orelhas de Pierre Moscovici, comissário europeu dos assuntos económicos. E porque o PS português tem muito mais medo dos puxões de orelhas de Bruxelas do que de trair o nome que ostenta e além disso já sabe que pode contar com a indulgência do povo português, vai votar, enquanto não se poupa a esforços para fazer crer que o CETA é óptimo para o país, em favor desse Acordo em que os Estados têm obrigações e os investidores têm direitos; Acordo, cujas vantagens económicas até mesmo segundo os estudos da própria UE são residuais, mas que, como “acordo comercial de nova geração” vai, qual buldózer, interferir negativamente em quase todas as áreas da vida dos cidadãos e alargar mais as rédeas aos poderosos deste mundo. Senhores deputados do PS na Assembleia da República: ponham os olhos na vossa companheira Ana Gomes e rejeitem o CETA! Deveis lealdade é à vossa consciência e aos portugueses, não é a Bruxelas!

Liberdade

É o Orçamento do Estado português ter que ser aprovado por Bruxelas.

O fim (não) está próximo

tein

A Geringonça, qualquer pessoa de bem sabia, não chegaria a acordo para o primeiro orçamento de Estado. Não duraria um mês um ano. Nunca se entenderia para um segundo orçamento. A implosão era inevitável. O drama, a tragédia e o horror espreitavam ao virar da esquina.

Portugal, que até ia ser uma das 10 economias mais competitivas do mundo se seguisse o caminho traçado por Passos, não tinha outra alternativa que não fosse apostar nos baixos salários. Na reversão de direitos laborais. Porém, sem que ninguém o pudesse antecipar, os custos do trabalho subiram mas o desemprego desceu. E continua a descer. E o salário mínimo continuará a aumentar.  [Read more…]

Portugal, na liderança da segunda divisão europeia

pmac

Profecias da desgraça e manipulações informativas à parte, o Orçamento de Estado para 2017 foi aprovado no Parlamento, pela tal geringonça que não duraria um mês, e recebeu posteriormente luz verde de Bruxelas, que até enfiou as sanções das quais já não nos livrávamos numa gaveta. E o Diabo que insiste em fazer a vida negra a Pedro Passos Coelho. [Read more…]

Ainda não é desta, Belzebu

belzebu

Nem vale a pena perder tempo com os profetas da desgraça, que, tal como haviam feito quando o alarme das sanções soou pela primeira vez, em resultado do não atingimento das metas do défice que o (des)governo Passos/Portas a todos proporcionou em 2015, voltaram a espetar-se violentamente contra uma parede de betão. Não só não vale a pena, como é muito divertido assistir aos números de circo com que alguns fanáticos da direita radical nos vão presenteando, dia após dia, enquanto as suas organizações partidárias predilectas se vão afundando em sucessivas sondagens. Depois de quatro anos e meio de governação danosa e doses industriais de propaganda, entreter-nos com exercícios de palermice e figuras tristes é o mínimo que podem fazer.  [Read more…]

Missão cumprida, cidadãos vendidos!

ceta-assinatura

Quando, amanhã, o CETA for assinado, não foi Bruxelas que nos vendeu ao capital internacional; foi cada um dos nossos eleitos governos, cada um deles podia ter dito NÃO, e tudo pararia.

E o champagne rolará nas altas esferas.

“É pena que a UE não exerça uma pressão igualmente intensa sobre aqueles que bloqueiam a luta contra a fraude fiscal” – Paul Magnette, 23.10.16

A traição de Carlos Moedas

cmppc

Foto: Rui Gaudêncio@Público

Longe vão os tempos em que, numa qualquer reunião de personagens sinistras, alguém sugeria “pôr o Moedas a funcionar”. Carlos Moedas continuará fiel aos princípios que sempre o nortearam política e ideologicamente, é certo, mas algo de muito estranho se passou para que, totalmente desalinhado com o discurso dos seus amigos e companheiros, outrora governantes falhados, hoje profetas da desgraça igualmente incompetentes, tenha protagonizado tamanha traição.  [Read more…]