Desta vez, Nabais, a culpa não é do árbitro: é do João Mendes. Siga. Viva o Benfica. Viva!
Foi há vinte anos (pessoal e provavelmente intransmissível)
Dedicado ao Eng.º Pedro Campos
Ao contrário daquilo que por aqui escrevem, os Nirvana não *atuaram. Os Nirvana actuaram: com ‘c’ (ou com <ac>: depende da perspectiva, mas hoje não vamos falar sobre isso).
Sim, fui um felizardo: estive lá, com o meu amigo Pedro — ainda bem que assim foi, se não, teria sido tão-somente mais um daqueles dias em que o meu clube espeta dois secos ao clube dele.
Daqui a uns tempos, pode ser que me dê para escrever uma crónica sobre esse extraordinário dia. Hoje, não. Lamento imenso, mas ainda não recuperei o fôlego e, por incrível que possa parecer, ainda não acredito. Daqui a vinte anos? Talvez.
Pinto da Costa critica Vítor Pereira
“Há duas expulsões claríssimas, que só não vê quem não quer” (Vítor Pereira)
“Falar de arbitragens é ridículo e estúpido” (Pinto da Costa)
Uma final Porto-Braga no horizonte?
Seria lindo.
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Mas para já o que conta é que Braga ou Benfica vão a Dublin. Se o talento que aplicamos na indústria futeboleira se aplicasse a outras, não estava cá o FMI.
Fica o jogo do Porto, que foi dar mais uma lição de bola a Moscovo.
Meu caro amigo, a coisa aqui está preta
Não vale a pena esconder. Estes são tempos difíceis e de trevas, na economia e na sociedade. Portugal passa, provavelmente, pelo mais complicado período da história do pós-25 de Abril. Por falar nisso, façamos um pequeno regresso ao passado. Vamos até 1976.
O artista brasileiro Augusto Boal (1931 – 2009) mora em Lisboa, exilado, em fuga de uma ditadura repressora. Por Lisboa há-de ficar dois anos, antes de rumar a Paris, num percurso que começou em 1971, depois da prisão e tortura, forçando-o a fugir para a Argentina, e que só terminará em 1986.
Na capital portuguesa recebe um dia uma carta em forma de disco. No vinil negro, Chico Buarque tinha ‘escrito’ o momento que o Brasil estava a viver. Dias em que em é preciso “pirueta pra cavar o ganha-pão”, num povo que “vai cavando só de birra, só de sarro”.
Regressemos a 2011. Por estes dias, o inverso. Um qualquer Chico português pode enviar uma carta, um email, um disco, um ficheiro MP3 a um qualquer Augusto no Brasil.
Com muito ligeiras alterações (tanto mais que a Marieta já não é a mulher do Chico), a letra adequa-se na perfeição a estes nossos dias de portugueses às escuras.










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