Vai longa a discussão sobre a manifestação junto de políticos em férias ou, num sentido mais amplo, a confusão entre o cidadão e o político.
E se acho irónico que a direita procure colocar em causa a liberdade de um cidadão se manifestar e de mobilizar outros só porque pertence a um partido ou a um sindicato, concordo com os que criticam o ataque à dimensão privada de um político.
Digo, por brincadeira, que as manifestações são o meu desporto favorito, mas nunca o faria junto de uma pessoa no plano pessoal, tal como sempre me recusei a participar em manifestações junto de momentos partidários, fossem elas no PS de Sócrates ou no PSD de Passos Coelho.
Entendo no entanto, que o actual governo está a brincar com o fogo e por isso será cada vez mais complicado gerir estas margens de cidadania.
O alvo de uma luta deve e tem que ser o poder executivo e, ou o poder legislativo. O cidadão Passos Coelho ou o partido PSD não devem ser o alvo. Mas isto tem que valer para um lado e para o outro – não podem querer ser cidadãos e depois ignorar as lutas e os protestos quando estes respeitam “as regras.”
Quando temos Ministros que se recusam a receber organizações, sindicatos e movimentos, estão mesmo a pedi-las…






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