Tenham juízo

Sindicato quer que professores tenham redução de horas de aulas a partir dos 40 anos

Sindicalismo laranja

Lugar comum nº 1, repetido vezes sem conta: Mário Nogueira é comunista.

Lugar comum nº 2, repetido tantas vezes como o lugar comum nº1: Mário Nogueira é líder da FENPROF há milhares de anos.

Lugar comum nº3, repetido mais vezes do que os lugares comuns anteriores: os Professores são todos comunistas.

Com base neste conjunto de lugares comuns o Miguel Noronha, do Blasfémias dá voz ao papagaio António Barreto. Um texto sem conteúdo a que importa acrescentar algumas pistas para que o Miguel possa ter mais dois lugares comuns na sua cabeça:

a) Quem está há mais tempo na liderança? Mário Nogueira na FENPROF ou João Dias da Silva na FNE?

b) João Dias da Silva é militante de que partido? Boa parte dos dirigentes da FNE são dirigentes de que partido?

Conclusão: porque é que os blasfémias não escrevem sobre os laranjas o que escrevem sobre os comunistas?

Assim, estou convicto de que o Miguel Noronha poderá reflectir sobre uma área que domina – a Educação – com mais conhecimento. Poderá, por exemplo, relembrar o que escreveu quando Nuno Crato obrigou os meninos deficientes (alguns dos quais nem uma letra conseguem ler) a fazer o exame do 4º ano. Sim, foi algo que aconteceu a meio do ano. E, se a sua linha é o famoso mérito, poderá até procurar o que escreveu quando Nuno Crato acabou com o prémio para os melhores alunos do secundário, decisão que foi concretizada no ano seguinte ao que permitiu os alunos ter esse direito. Isto é, não foi no meio do jogo – foi depois do jogo ter acabado.

Mas, tenho um palpite – Miguel Noronha, como João Dias da Silva e a FNE estiveram distraídos enquanto Nuno Crato foi Ministro.

Concurso Extraordinário

Vai ser anulado e a tal vinculação extraordinária já era. Querem apostar?

Já sei que o Adjunto do Ministro das Finanças, Nuno Crato, vai dizer que a culpa é dos sindicatos.

E é, de facto – é uma chatice quando somos obrigados a cumprir a Lei, não é?

Público e privado

Vai longa a discussão sobre a manifestação junto de políticos em férias ou, num sentido mais amplo, a confusão entre o cidadão e o político.

E se acho irónico que a direita procure colocar em causa a liberdade de um cidadão se manifestar e de mobilizar outros só porque pertence a um partido ou a um sindicato, concordo com os que criticam o ataque à dimensão privada de um político.

Digo, por brincadeira, que as manifestações são o meu desporto favorito, mas nunca o faria junto de uma pessoa no plano pessoal, tal como sempre me recusei a participar em manifestações junto de momentos partidários, fossem elas no PS de Sócrates ou no PSD de Passos Coelho.

Entendo no entanto, que o actual governo está a brincar com o fogo e por isso será cada vez mais complicado gerir estas margens de cidadania.

O alvo de uma luta deve e tem que ser o poder executivo e, ou o poder legislativo. O cidadão Passos Coelho ou o partido PSD não devem ser o alvo. Mas isto tem que valer para um lado e para o outro – não podem querer ser cidadãos e depois ignorar as lutas e os  protestos quando estes respeitam “as regras.”

Quando temos Ministros que se recusam a receber organizações, sindicatos e movimentos, estão mesmo a pedi-las…

Polícia assalta sede de sindicato no Porto


Porto, 1973. O Sindicato dos Trabalhadores dos Sectores Têxteis, Vestuário, Calçado e Curtumes do Distrito do Porto apela à greve através da colocação de faixas e cartazes nas suas instalações. Como o direito à greve é proibido, a Câmara Municcipal do Porto manda retirar essa propaganda. A PSP invade o sindicato e leva consigo todo o material.
O grave de tudo isto é que não foi em 1973. Foi em 2010 – na semana passada. A PSP, a mando da Câmara Municipal do Porto, invadiu o Sindicato dos Trabalhadores dos Sectores Têxteis, Vestuário, Calçado e Curtumes do Distrito do Porto e levou todo o material de propaganda relacionado com a Greve Geral do dia 24.
É a democracia portuguesa, vista à luz dos conceitos de Rui Rio. É o Porto no seu melhor.

O Macário deu à costa…

https://i0.wp.com/jn.sapo.pt/Storage/ng1308826.jpgO Presidente da Câmara de Faro, não está com aquelas, há aí uns meninos e umas meninas, funcionários, que abusam no tempo a tomar a bica. É uma espécie de recreio prolongado. Acabou! A partir de agora quem abusar pode levar com faltas injustificadas.

“Temos que respeitar os cidadãos, que às vezes estão ali em fila, à espera, e há alguem que está no café em vez de estar a trabalhar”. Dos 1030 funcionários a “maioria cumpre mas há umas dezenas que não o fazem”. A partir de agora deixa de haver pausa para tomar o café após as 10 horas e na parte da tarde não há direito a pausas.

Haja esperança, devagar, devagarinho quem cumpre começa a ver o mérito do seu trabalho reconhecido. E a disponibilidade! Entretanto, o delegado sindical, quer ouvir os trabalhadores para saber o que pensam das novas medidas e se o Presidente tem provas dos abusos!

Pois! Ainda pensei que era para dar uma medalha a quem defende “a maioria ” dos trabalhadores, mas não, é para manter o cafèzinho” e o recreio “à minoria” !

Professores – avaliados em tribunal

Sejamos sérios! Os sindicatos estão contra os professores que cumpriram com as suas obrigações. Quem não entregou a avaliação sabia muito bem que seria prejudicado, não pode vir agora dizer que a haver alguem prejudicado, seja quem cumpriu.  Não pode, a não ser que não entregar a avaliação não seja um acto de consciência mas uma bravata! Tomar uma opção de fundo no que diz respeito a uma matéria que dividiu os professores e o país e, depois, querer que essa opção não tenha consequências, é uma herezia.                                                                                                                                                                                                          Uma cobardia que os professores que não entregaram a avaliação não merecem ! E, mais uma vez, são os sindicatos no afã de agradar à maioria que empurra os professores para uma posição pouco digna. Porque a posição dos professores que não entregaram a avaliação foi digna, não quiseram colaborar numa medida que consideravam injusta e sem condições para ser efectuada.

Os sindicatos , tomam uma posição que não tem a ver com a carreira dos professores nem com as condições em que trabalham, tem a ver com uma política que querem implementar no Ministério da Educação mas para a qual não foram mandatados em eleições democráticas. Mas pior, usam argumentos que em nada podem atribuir a quem cumpriu com a entrega da avaliação.

E se os professores assim prejudicados ( a concretizar-se a ameaça) movessem acções judiciais contra os sindicatos e o Ministério ? Porque eles sim, têm expectativas fundamentadas para verem cumpridas as promessas que os levaram a entregar a avaliação!

Proposta do ME para acordo com os sindicatos

Em formato pdf no site do SPN.