Bons tempos…

… aqueles em que Nossa Senhora apareceu numa azinheira. Primeiro a 3 pastorinhos e depois perante uma pequena multidão.

Houve lugar a efeitos especiais desde clarões, mar de fogo, demónios, anjo com uma espada a jorrar fogo, trovões, relâmpagos, fenómenos atmosféricos, etc.

Nesse tempo, Nossa Senhora até terá recusado curar um paralítico ou tirá-lo da pobreza. Antes terá dito para que rezasse o terço e que lhe daria meios de subsistência. Numa lógica “Não o cures. Ensina-lhe a ganhar a vida”.

Certo foi que o Estado português não gastou um tostão. A produção foi toda de borla!

Foi tudo feito com recurso à natureza e, claro está, a um ou outro poder divino para dar aquele sainete de coisa fenomenal para converter os mais incréus.

Hoje, gastam-se milhões só num palco, para receber o Papa e as Jornadas Mundiais da Juventude. Especulam-se preços. Descoordena-se a coordenação. E temos Carlos Moedas a clamar “Eu quero o Papa!”, quando se fala acerca de gastos financeiros.

Imaginem se era a vinda de Nossa Senhora!

Ui! Ia ser bonito…

Este materialismo selvagem de hoje, está tipo a desvirtuar completamente a cena da fé.

Confirma-se: a culpa foi da Nossa Senhora

Paulo Portas tinha razão. A culpa do naufrágio do Prestige não é dos homens.

Valha-me Nossa Senhora

Valha-lhes, às senhoras devotas, esta escultura intitulada Nossa Senhora, com 240 mm de altura (o diâmetro não sabemos se será o mais adequado) e o preço de 178 Euros.

Parece-me um bocado caro como consolo de viúva, e pouco higiénico dar-lhe a dupla função de adereço decorativo, mas isto deve ser o meu lado conservador e machista a vir ao de cima.

Assim vamos vendo como evolui a moral e se mudam os costumes. Ámen.

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