Simuladores de Salários e do IRS para 2013

Confesso que me aguentei umas horas. Queria negar o destino. Percebi, enfim, que o tempo está longe de ser um bom conselheiro. Não resisti.

Mas é bem feito!

Não resisti e agora sinto-me roubado!

Gostava de vos transmitir, em palavras, o que sinto. Não consigo.

Deixo-vos apenas alguns links para que se possam juntar a mim no sofrimento ou quem sabe na rua:

Público (xls);

Expresso (xls);

Jornal de Negócios (xls)

Dinheiro Vivo;

SIC;

E, querendo ter muita gente comigo, em Lisboa, no dia 26, nada melhor do que a tabela dos roubos aplicados aos Professores.

Álvaro Santos Pereira, o ministro que discorda do economista que há em si

A ideia de que somos um país de baixos salários é simplesmente errada. Portugal tem os salários que merece e que se adequam ao nosso nível de produtividade e de desenvolvimento. Quanto muito, os nossos salários médios são demasiado altos para a baixa produtividade. No entanto, mesmo que isso seja verdade, não devemos pensar que a nossa economia está perdida e o nosso futuro hipotecado. Mesmo os “fundamentalistas dos salários” têm que reconhecer que ainda compensa a muitos investidores (incluindo espanhóis) investirem em Portugal, pois os nossos custos salariais são ainda razoáveis quando comparados com as médias salariais de muitos dos nossos parceiros europeus. Por outro lado, mesmo os fundamentalistas são forçados a admitir que o crescimento dos nossos salários tem ficado bem aquém do registado na maioria dos países do Leste europeu, o que, a médio prazo, lhes retirará a atractividade salarial face a Portugal. Por fim, mesmo os fundamentalistas dos salários têm que reconhecer que existem outras considerações para além dos salários. A inovação e mesmo grande parte da imitação depende bem mais de factores como o sistema de incentivos do que de meras comparações salariais.

Álvaro Santos Pereira, Os mitos da economia portuguesa, Lisboa 2007, p 70

Para os distraídos: aumentar o horário de trabalho é na prática baixar os salários. Os chamados 13º e 14º mês fazem parte do salário anual de quem os recebia, os ordenados, tal como os orçamentos, fazem-se ao ano. Aumentar o horário de trabalho também é um eufemismo para reduzir salários. Fundamentalistas, portanto.