FC Porto – Braga: Dublin é hoje

Desde a minha Carta de Amor a Dublin, debrucei-me sobre alguns aspectos da vida em Dublin: os pubs, a cerveja, a música (nos pubs), a Guiness, o Temple Bar (e os seus pubs), o que se come, o que se bebe (nos pubs).
Falta uma referência ao que de mais importante Dublin tem: as pessoas. Não é que seja grande viajante pela Europa e pelo mundo, mas já conheço uma boa mão-cheia de países. E nunca, até hoje, vi pessoas tão simpáticas como as de Dublin. De uma simpatia, hospitalidade e disponibilidade ímpares.
São pessoas que fazem de Dublin a cidade que é. Uma cidade que não tem propriamente grandes monumentos (não terá um único), mas que tem um ambiente formidável e único.
E agora, que venha a bola.

A caminho de Dublin (faltam 2 dias)


Dublin é música, música e mais música. Uma característica que faz de Dublin uma cidade fantástica.
Em grande parte dos pubs do Temple Bar e do centro da cidade, há música ao vivo todas as noites. Música tradicional irlandesa, entenda-se. Em alguns desses pubs, há música durante todo o dia.
Como a minha cultura a este nível não é grande, ficar-me-ei pelos meus gostos pessoais através de 2 exemplos.
Os Dubliners. Banda mítica, foi fundada em 1962 e, desde então, tem vindo a renovar o seu elenco. Muitos dos elementos fundadores já desapareceram. Têm sido dos principais embaixadores no mundo da música tradicional da Irlanda.
E Davy Spillane. Nasceu em Dublin em 1959 e toca a música tradicional do seu país utilizando como instrumento o uilleann pipe. Conheci a sua música num concerto que deu na Ribeira do Porto no início dos anos 90. Um concerto que marcou um dos momentos mais importantes da minha vida…

Laurentino Dias é grande, mas não é grande coisa

Foi mais ou menos o que disse Pinto da Costa acerca do ainda Secretário de Estado do Desporto, que manifestoua sua preferência pela vitória do Braga na Final da Liga Europa.
Pinto da Costa atirou-se a Laurentino Dias e fez muito bem. Sendo governante, a função dele é ser imparcial e tratar de igual modo os dois clubes. Não interessa se é de Fafe ou de Vila Fresca de Troca-o-Passo, interessa que deve manter uma posição equidistante perante todos.
Claro que a Laurentino Dias, que só tem tamanho e mais nada, isso não interessa nada. Todos nos lembramos da forma como em 1988, era então Deputado do PS e Presidente da Assembleia Municipal de Fafe, esteve por trás da despromoção do Famalicão
ao e da subida do Fafe à I Divisão.
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A caminho de Dublin (faltam 8 dias)


A cerveja é uma marca fundamental da cidade de Dublin, ou não fosse a bebida mais consumida nos inúmeros pubs que existem em toda a cidade. Ali, a cerveja escorre directamente da fábrica da Guiness para as goelas dos dubliners e seus visitantes.
A Guiness foi fundada em Dublin em 1759 por Arthur Guiness. Desde essa altura, a sua composição é a mesma: malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura. Produzida em 55 países, é consumida actualmente a um ritmo de 10 milhões de copos diários. O seu símbolo é a Harpa irlandesa.
Ir a Dublin e não beber uma Guinness é muito mais grave, mas muito mais, do que ir a Roma e não ver o Papa. Afinal, com uma Guinness à frente, quem é que no seu juizo perfeito quereria ver o Papa?

A caminho de Dublin (faltam 9 dias)


Dublin é uma cidade de pubs. Centenas de pubs espalhados pela cidade com uma característica em comum: o ambiente que neles se vive.
Os pubs de Dublin são exactamente como a imagem que temos deles: muita alegria, muita música ao vivo, muita cerveja. Os mais importantes ficam no quarteirão do Temple Bar, mas o mais antigo fica algumas centenas de metros adiante, junto ao rio Liffey.
É o Brazen Head. Existe desde 1196 – é obra. O ambiente é semelhante aos da maioria, mas ali respira-se história. Uma história de mais de mais de 800 anos.
Quanto ao Temple Bar propriamente dito, foi «beber» o nome ao quarteirão que aí existia desde o séc. XVI. É composta por diversas salas, fechadas e ao ar livre, e todos os dias apresenta música tradicional irlandesa ao vivo. Deve ser o mais animado pub de Dublin e um dos mais bonitos.

Carta de amor a Dublin


Sabes bem como eu amo Dublin. Não é uma cidade de monumentos. Não é uma cidade linda. Mas é uma cidade fremente de vida. De noite. De paixão.
Em Dublin, amor, fomos felizes e havemos de voltar a ser. Em Dublin, fomos tudo aquilo que tínhamos sonhado. Desde que estivessem cheias as canecas de «Guiness» e de «whiskey in the jar». No mais antigo pub de Dublin, o Brazan Head (1198), lembras-te?, erguemos todos os copos em honra da Molly Malone. Estava na hora de preparar os corpos para a noite do Temple Bar.
E enquanto lemos um livro do Oscar Wilde ou do James Joyce, saboreámos o «Fish & Chips» do Leo Burdock num dos baquinhos do jardim da Christ Church. Lembras-te das paredes? Edith Piaf. Bruce Springsteen. BB King. Tom Cruise. Todos levaram de lá um guardanapo de papel e, se calhar, também se foram sentar no mesmo sítio.
Vamos deixar as compras de lado. As compras naquelas lojas caríssimas que já conheceram melhores dias. Eu sei que é Natal, mas temos tempo para os presentes.
Vamos para o Temple Bar. Ó vamos. Ó vamos. É dali que somos. Daqueles pubs que são exactamente iguais aos que vimos nos filmes. Está a tocar o Patsy Watchorn. O Davy Spillane – lembras-te do Davy Spillane a tocar na Ribeira em 1990?, foi aí que estivemos juntos pela primeira vez. [Read more…]