O meu amor é andaluz

bela gutman

contou-me de si o meu amor, andaluza de certeza e talvez vinda de cigana, sorri, olha para mim galego sabido e judeu algures, devolvi; tem o meu amor de ser ibérico, que te amo tanto?

não era forçoso, podias ser prussiana, das bretanhas, até mesmo de castela, a ocupadora, mas ainda bem que sim, o meu amor é árabe donde portugueses filhos somos mais que dos germanos,  podia ser negra, do leste, o meu amor é de onde venha e assim te amo, para onde vás, assim te sigo.

mas andaluz, e gitana ou judia, prefiro, sem embaraços, facilita.

de qualquer forma e agora e hoje concretizando, que perca o clube do bairro de benfica da cidade de lisboa, onde se me juntaram as letras formando as palavras ódio e a mais selvagem arrogância, assim mas ensinaram de pequenino, assumo, feitas as contas (que na caminhada todos os pontos a todos ajudam) e um dia não são dias, hoje sou, com o meu amor: Sevilha.

 

Hotel Room Habitacion Lisboa UEFA Champions League

Futebol é negócio, para além de ser também um desporto. É um negócio como outro qualquer mas que, pontualmente, arrasta consigo outros negócios que pontualmente atingem taxas de lucro potencial muito superiores ao petróleo, aos diamantes, às drogas ou às putas.
É o caso, assim parece, da hotelaria em Lisboa pontualmente na noite de 24 para 25 de Maio do corrente ano. Segundo o Booking nos deixa saber, um quarto na Baixa de Lisboa num hotel de 2 estrelas pode custar entre os 1.500 e os 3.500 euros. Se o quarto for num hotel de 3 estrelas também na Baixa, os preços oscilam entre os 2.000 e os 5.000 euros.
Sim, um quarto duplo num 3 estrelas a custar mil contos.
A crise acabou e pouca-vergonha também!

hotel_lisboa_2_estrelas_final_taca_madrid hotel_lisboa_3_estrelas_final_taca_madrid

Obrigado MALTA

enzo

Benfica campeão?

Parece que só depois da repetição.

Ribeirense é o campeão nacional de Voleibol

As meninas dos Açores mostraram nas quadras que são a melhor equipa nacional e ganharam, com inteira justiça, mais umribeirense título – o Ribeirense é novamente campeão nacional de Voleibol.

Das quatro equipas apuradas para a fase final – Ribeirense, Leixões, Gueifães e Castêlo – o agora tri-campeão Ribeirense e o Leixões chegaram à final, tendo a equipa do Açores conseguido vencer os dois jogos da final (3-0 a semana passada e 3-1 hoje).

Hoje, domingo, a nave, em Matosinhos, encheu para apoiar as Sereias que lutaram com tudo o que tinham (e até o que não tinham). O esforço do Leixões  acabou por dar ainda mais brilho à vitória do Ribeirense: aquele segundo set com um 31-29 para a equipa da casa foi fantástico.

Agora é tempo de levar a bola para a areia!

 

 

Leixões – Ribeirense para o 2º jogo da final

No primeiro jogo da final, o Ribeirense dos Açores, ganhou por um claro 3-0.

leixoes

Amanhã, domingo, às 17h em Matosinhos, as Sereias do Leixões têm uma oportunidade para empatar a final e adiar tudo por mais uma semana, sendo que o 3º jogo será em casa do Ribeirense, nos Açores.

O jogo de amanhã irá ter casa cheia e espera-se um ambiente que ajude as Sereias a chegarem ao nível, claramente mais consistente, do Ribeirense.

Europeu de Hóquei 2012

Perder a final do campeonato a seis segundos do fim não é azar, é falta de raça.

Eu, hoje, sou do Braga, olé,olé

E, se tivesse comprado o bilhete há seis meses, como estes adeptos benfiquistas, também era do Braga desde pequenino.

Só espero que joguem de vermelho.

Carta de amor a Dublin


Sabes bem como eu amo Dublin. Não é uma cidade de monumentos. Não é uma cidade linda. Mas é uma cidade fremente de vida. De noite. De paixão.
Em Dublin, amor, fomos felizes e havemos de voltar a ser. Em Dublin, fomos tudo aquilo que tínhamos sonhado. Desde que estivessem cheias as canecas de «Guiness» e de «whiskey in the jar». No mais antigo pub de Dublin, o Brazan Head (1198), lembras-te?, erguemos todos os copos em honra da Molly Malone. Estava na hora de preparar os corpos para a noite do Temple Bar.
E enquanto lemos um livro do Oscar Wilde ou do James Joyce, saboreámos o «Fish & Chips» do Leo Burdock num dos baquinhos do jardim da Christ Church. Lembras-te das paredes? Edith Piaf. Bruce Springsteen. BB King. Tom Cruise. Todos levaram de lá um guardanapo de papel e, se calhar, também se foram sentar no mesmo sítio.
Vamos deixar as compras de lado. As compras naquelas lojas caríssimas que já conheceram melhores dias. Eu sei que é Natal, mas temos tempo para os presentes.
Vamos para o Temple Bar. Ó vamos. Ó vamos. É dali que somos. Daqueles pubs que são exactamente iguais aos que vimos nos filmes. Está a tocar o Patsy Watchorn. O Davy Spillane – lembras-te do Davy Spillane a tocar na Ribeira em 1990?, foi aí que estivemos juntos pela primeira vez. [Read more…]

Os portistas, esses bárbaros

Estádio do Jamor, Maio de 1994. O FC do Porto acaba de vencer a Finalíssima da Taça de Portugal por 2-1. Quando se preparavam para subir à tribuna para receber a Taça, os jogadores do FC do Porto, com o capitão João Pinto à frente, são bombardeados por centenas de garrafas e de pedras, vindas da bancada central. A Ministra da Educação, Manuela Ferreira Leite, que iria entregar o troféu, fala de um espectáculo deplorável.
Durante largos minutos, perante um corpo de segurança imóvel, os portistas esperaram que a situação acalmasse. Os ataques pareciam ter amainado, mas regressaram em força durante a subida da escadaria e já na Tribuna. Foram minutos de enorme tensão: com a Taça na mão, tentando ergue-la no ar, os jogadores do FC do Porto são de novo bombardeados com pedras e garrafas. Defendem-se como podem, utilizando o troféu como escudo. Há muitos atingidos e a Ministra só não o é porque o Presidente da Federação se coloca à sua frente. Ainda haveria uma terceira vaga da carga sportinguista, quando os dragões desciam com a Taça na mão, em direcção ao relvado, para festejar com os seus adeptos.
Nesse dia, o Estádio do Jamor viveu um dos mais lamentáveis episódios da sua história. Nesse dia, centenas de energúmenos sportinguistas estragaram aquela que podia ter sido mais uma bela festa de Final da Taça de Portugal.

Veredicto de Daniel Oliveira: Os portistas são uns bárbaros. [Read more…]

Finais no Jamor

Três horas antes o pessoal já lá estava com comes e bebes, principalmente bebes, que comes havia  muito por ali. Tudo à mistura, adversários com as respectivas cores, trocavam-se “bocas”, camisolas e cachecóis. Normalmente, Maio já ía alto, calor que convidava à sombra daquele parque frondoso e bonito.

Entravamos pela porta da “maratona” aquela entrada aberta sobre o Vale, que ainda não estava cheia de edificios, ginásios e piscinas. O bilhete era para trás de uma das balizas que não havia dinheiro para a central . Depois chegavam suas excelências perante a absoluta indiferença dos assistentes que estavam ali para ver a bola e passar uma bela tarde e não para cerimónias.

Começado o jogo, o pessoal mandava às urtigas o “fair play” que se associa ao final da taça e vá de seguir aos gritos o desenrolar do jogo que, por sinal, era  frequentemente, fraquinho. Os nervos! Mas um dia, a final foi diferente, jogava a Académica, lá fomos com a lição estudada, havia tarefas a cumprir, papéis a passar, panos enormes a esconder. Entraram pela parte de cima das bancadas, trazidas por entre a floresta.

Corridos de mão em mão, os panos, com palavras  contra o governo fascista, a guerra colonial e pela democracia, davam a volta ao estádio num colorido extraordinário. Suas excelências abandonaram o camarim e as equipas começaram rapidamente a jogar para o caldo não se intornar ainda mais. Perdemos por 2 a1 e a Briosa já tinha ficado em segundo no campeonato, dois segundos lugares no mesmo ano.

À saída houve porrada de criar bicho, com o capitão Maltez e as suas tropas a darem a torto e a direito, cheios de ódio, esperando-nos na tal porta da “maratona”! Se ódio lhes tinha com mais ódio lhes fiquei!

Mas um dia fui ao Jamor ver uns campeonatos de atletismo, com várias selecções internacionais femininas, ainda hoje se me aperta o coração ao lembrar raparigas tão bonitas, loiras e altas. Não me importava nada ter saído com elas pela porta da “maratona” onde tanta porrada levei…

O Jamor é um monumento nacional!

Pedro Abrunhosa cai nos Ídolos

Por uma vez, o Aventar ficou em casa a ver os Ídolos. Aconteceu de tudo. Pedro Abrunhosa foi cantar com os finalistas mas, antes disso, deu uma queda no palco. Espectáculo é espectáculo.

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