PSD: o Povo Livre que era socialista e agora não sabe muito bem o que é

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Houve um tempo em que o PSD era pelo socialismo. Hoje é difícil perceber o que realmente será. Nuns dias é liberal, noutros vive pendurado na manjedoura estatal, por vezes e conservador e quando a coisa corre mal abre uma gaveta na São Caetano, sacode o pó e tira de lá a social-democracia. Tem dias em que é mais troikista do que a Troika mas se as eleições estiverem à porta corre a distribuir aumentos e nomeações na função pública. Em campanha compromete-se a não aumentar impostos, chegado ao poder impõe um brutal aumento da carga fiscal e, regressado à oposição, indigna-se com todo e qualquer aumento de impostos. As contradições, tal como as orientações ideológicas, multiplicam-se e a indefinição é absoluta. Alguém me explica que PSD é este?

Fotomontagem nacionalizada à Os Truques da Imprensa Nacional

O ministro Vítor Louçã Gaspar tem-se destacado pela educação com que se dirige aos deputados e aos jornalistas e pela forma pausada como exprime as suas ideias. Ontem vi um documentário sobre um artista português e a primeira coisa que me ocorreu foi : Este tipo é um mentiroso colossal!

Com a sua forma de falar «ao ralenti», como quem escolhe as palavras com que vai enganar os pacóvios, o ministro Vítor Gaspar já entrou para a galeria dos mentirosos da política nacional. Meia dúzia de semanas foram suficientes.
Quando se começou a falar do «desvio colossal», Vítor Gaspar inventou uma estória mirabolante sobre uma série de palavras que tinham sido ditas pelo primeiro-ministro entre desvio e colossal. Pedro Passos Coelho não o desmentiu e o Presidente da República até o citou.
Para além de se saber que o desvio colossal existe mesmo, o órgão oficial do PSD, o «Povo Livre», atribui a Pedro Passos Coelho exactamente essa expressão: «desvio colossal».
Pois, é como o título deste «post». Vai-se ver e, afinal, não havia qualquer palavra entre Vítor Gaspar e mentiroso colossal.