From Russia, with love #9 (Saint-Petersburg)

São Petersburgo é o lugar menos turístico do mundo,

se apanharmos, na Admiralteyskiy, o autocarro número 10 para Troitskiy pr. É aqui que fica, no cruzamento com o Izmailovskiy pr. a catedral da Trindade. A mesma que vi ontem do alto da ‘colonnade’ da Catedral de Santo Isaac, com as enormes cúpulas azuis, com estrelas douradas a destacarem-se belíssimas no horizonte. Quando saí quase em fren

 

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te da igreja, despertou-me a atenção a enorme coluna com um anjo em cima, rodeada de canhões. Parece que é uma homenagem aos soldados russos. Atrás dela a Catedral da Trindade, linda e branca, com as suas enormes cúpulas azuis e douradas. Fotografo as cúpulas de vários ângulos. Depois entro. Há senhoras a pedir à entrada da igreja. Não se vê um turista nas redondezas. A não ser eu.

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Fom Russia, with love #8 (Saint-Petersburg)

‘What’s left when everything’s gone?’

 

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Suponho que as memórias. O registo dos momentos que inexoravelmente se transformam em passado. O que é que temos a não ser esses momentos? O que é que fica quando tudo acaba, ou se vai embora, ou deixa de ser?
Hoje visitei um museu extraordinário e tive uma experiência fora do comum. O museu chama-se Erarta*, descobri-o quando pesquisei ‘museus de arte contemporânea em São Petersburgo’. Fica na ‘ilha’ Vasileostrovsky, do lado de lá do Neva, a 5,3 quilómetros do sítio onde me encontro. Apanhei o trolley nº 10 (mas também podia ser o 11 ou o 7) e lá fui eu. Em cerca de 20 minutos e por 40 rublos parei quase à porta deste belíssimo museu, o maior de arte contemporânea da Rússia.

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From Russia, with love #7 (Saint-Petersburg)

É outono em São Petersburgo e um gato apanha uma réstia de sol numa janela do Museu Russo

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Em muitas cidades tenho encontrado gatos nos museus. Gatos vivos, quero dizer, embora também alguns pintados. Estava um gato no beiral de uma janela do Museu Russo, a apanhar restos de sol, que chegaram depois da chuva torrencial. O gato estava seco, no entanto. Bati no vidro para lhe chamar a atenção, mas ignorou-me absolutamente, como se não houvesse mais nada entre ele e os raiozinhos tímidos de sol. E talvez não haja.

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From Russia, with love #6 (Moscow – Saint-Petersburg)

Cheguei a Leninegrado,

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ou Petrogrado ou São Petersburgo, como lhe queiram chamar. Eram cinco e meia da tarde quando o Sapsan, ou ‘falcão peregrino’ parou na estação Moscovo. Mal saio da estação, onde contei com a boa vontade de estranhos, como sempre, para descer as escadas com as malas, vejo um reclame no alto de um prédio: город горой Ленинрадюю. Qualquer coisa como ‘cidade heroica Leninegrado’. Pareceu-me um bom prenúncio.
 

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