Petição para salvar a casa onde nasceu Salgueiro Maia

 

Como sabem os nossos leitores, o Aventar está a promover uma Petição para salvar a casa onde nasceu Fernando Salgueiro Maia em Castelo de Vide.

Infelizmente, quando já contávamos com centenas de assinaturas, fomos atacados por «hackers» coreanos e os vírus acabaram por destruir grande parte dos nossos ficheiros, entre os quais aquele que continha as assinaturas.

Neste momento, resolvemos a situação e alojámos a petição num «site» próprio de petições, mas as assinaturas que tínhamos perderam-se.

Assim, pedimos que todos aqueles que assinaram voltem a fazê-lo. Não por nós, mas pela memória de Salgueiro Maia, que deve ser preservada. Para assinar, agora com toda a segurança, basta carregar na imagem da barra lateral.

As nossas desculpas por uma situação que nos penalizou muitíssimo.

Os Juízes que investigam Sócrates são bufos…

Incapazes de compreenderem que  um país decente e democrático, não pode ter um Primeiro Ministro sobre o qual recaem, uma e outra vez, suspeitas de favorecimento de amigos, de atropelo à lei, de tirar cursos ao domingo, de controlar bancos privados com o dinheiro do Estado, de mentir à Assembleia da Republica, de calar telejornais, de falsificar fichas pessoais enquanto deputado, passaram em desespero de causa a chamar "bufos" a quem tem o dever de investigar.

 

E a quem tem o dever de não deixar que as provas sejam destruídas, conforme a opinião de ilustres penalistas e que teve vencimento, como se vê pelo arquivar em vez de destruir.

 

É óbvio que o Juiz titular do processo, o juiz local, é independente no que se refere à instrução daquele processo e não tem que receber instruções de quem quer que seja. Que isto não agrade a quem quer calar as vozes independentes que ainda se fazem ouvir na Justiça é que é um autêntico escândalo.

 

João Palma, Presidente do Sindicato do Ministério Público, ainda ontem na televisão, dizia que o ministro que inventou a "espionagem política" ia ter que a explicar. É que hoje trava-se uma luta sem tréguas na Justiça. Entre os que querem "abafar" tudo (como aquele militante do PS, Presidente do Eurojust, que fez umas ameaças aos colegas acerca do Freeport) e os que sabem que se não avisarem a opinião pública tudo morre no ar condicionado do poder.

 

Mas agora passou-se a uma outra fase da operação. Quem critica Sócrates não é patriota. E acenam-se com créditos, com amizades e com contactos, já perceberam que no país de Sócrates estas ameaças funcionam.

 

Esquecem, todavia, que há pessoas que nunca precisaram de mudar a sua opinião ao sabor de interesses pessoais ou partidários. E muito menos de utilizar o nome honrado de Salgueiro Maia para atacarem quem não pensa de igual forma. Foi para isso que se fez o 25 de Abril!

 

Como fui eu que convidei, pessoalmente, o senhor Coronel Vasco Lourenço, para nos falar de Salgueiro Maia e face ao que foi aqui comentado por outro Capitão de Abril, irei  agradecer ao Presidente da Associação 25 de Abril, da qual sou sócio, e desvinculá-lo do convite que lhe fiz.

 

Lá estaremos, dia 5 de Dezembro, com outras pessoas e outras opiniões sobre Salgueiro Maia. É assim em democracia. Os heróis não são propriedade de ninguém!

 

Prometemos que vamos continuar a opinar com a independência e a liberdade que lhes devemos, de todas a melhor forma de  perpétuar a madrugada libertadora!

 

Os mortos têm dono?

Não é por acaso que temos a expressão  deve estar às voltas no túmulo,  usada quando entendemos que uma determinada homenagem póstuma não honra o homenageado, seja pela sua natureza, seja pela dos seus intervenientes.

Também tenho umas irritações deste género. Em particular chateia-me que os que mandaram Ernesto Che Guevara para o suicídio bolivariano, nomeadamente Fidel Castro às ordens do Politburo que então governava a URSS e estava farto das heterodoxias do revolucionário sul-americano, apareçam ainda hoje como fiéis herdeiros do seu pensamento.

Se Che não tivesse embarcado na armadilha que lhe montaram, como teria reagido ao evoluir da política cubana? Teria continuado em rota de colisão com o pseudo-socialismo soviético?

O facto é que ninguém sabe. Os mortos fazem-nos falta, mas não são nossos.

 

Ninguém é dono dos ses que podemos construir sobre o que acharia hoje Fulano ou Sicrano sobre o estado a que chegou a democracia portuguesa.

É que se muitos se preocupam com as más companhias de José Sócrates, eu digo que é ele a má companhia, sempre o foi, exemplo de arrivista sempre metido em trapalhadas obscuras, pisando quem for preciso para satisfazer uma ambição pessoal desmedida, político de uma geração que se fez em busca da carreira e cuja única causa sempre foi a sua. Não consigo defender um estado de direito onde os governantes passam incólumes a despeito de ser pública e notória a forma como se usam do estado em proveito próprio.

O que pensaria sobre isto Salgueiro Maia? Ninguém sabe, nem os que dele estiveram mais próximos, nem os que nunca o conheceram pessoalmente.

Ninguém é dono do pensamento dos outros, mesmo tendo sido seu camarada, nem das homenagens que quem o entende lhe queira fazer. Muito menos quem não é capaz de entender que num blogue se podem expressar ideias contrárias,e que mesmo com alguns abusos de linguagem consigamos coexistir pacificamente.

A terra é de quem a trabalha como os filhos de quem os ama, lembrava Brecht referindo-se a Salomão. E os mortos de quem os homenageia, acrescento eu, mesmo que tal por vezes nos traga amargos à boca.

 

I Tertúlia do Aventar – Salgueiro Maia e a Memória da Revolução

 

Cartaz de Isac Caetano

 

No dia 5 de Dezembro, dando continuidade à Petição lançada para preservar a casa onde nasceu Salgueiro Maia, petição essa que em breve voltará a estar disponível no nosso blogue, o Aventar vai promover a sua primeira Tertúlia. «Salgueiro Maia e a Memória da Revolução» é o tema e o Clube Literário do Porto, junto à Ribeira, o local. O coronel Vasco Lourenço, um dos capitães de Abril e o Presidente da Associação 25 de Abril, está desde já confirmado como um dos oradores.

Como é óbvio, todos estão convidados. Para celebrar um momento único da história de Portugal. Para relembrar alguém a quem muito devemos. A quem TUDO devemos. É no Sábado de 5 de Dezembro às 18 horas.

No fim da Tertúlia, vamos todos para o «Verso em Pedra», a poucos metros do Clube Literário do Porto. Está ali a francesinha original, tal qual foi inventada há décadas atrás. Um prémio para quem aguentar o molho original.

Petição para salvar a casa de Salgueiro Maia

 

O Aventar lançou uma petição para salvar a casa onde nasceu o capitão Salgueiro Maia em Castelo de Vide. Uma casa que se encontra em estado de degradação evidente e em perigo de ruína. Para assinar a petição, que será enviada à Assembleia da República, basta colocar nesta caixa de comentário o nome e respectivo Bilhete de Identidade. Já temos centenas de assinaturas e, enquanto a respectiva página na barra lateral não está disponível, terá de ser este o método utilizado (coisas da mudança do wordpress para os blogs do Sapo. Salvar a memória de Salgueiro Maia é salvar a nossa memória comum. Façamos alguma coisa por todos nós. Um agradecimento final à Maria Monteiro, a autora da foto e a primeira a alertar para o estado de destruição da casa.

 

Petição Salgueiro Maia


O Aventar acaba de lançar uma petição para salvar a casa onde nasceu o capitão Salgueiro Maia, em Castelo de Vide. Uma casa que se encontra em estado de degradação evidente e em perigo de ruína. Para assinar a petição, que será enviada à Assembleia da República, basta carregar na foto da barra lateral e preencher os dados pessoais. Esta petição estará ao dispor dos interessados no Aventar e em mais nenhum local. Se não pretender que o nome seja publicado no blogue, bastará assinalá-lo. Salvar a memória de Salgueiro Maia é salvar a nossa memória comum. Façamos alguma coisa por todos nós. Um agradecimento final à Maria Monteiro, a autora da foto e a primeira a alertar para o estado de destruição da casa.</p>