Ser humano é praticamente impossível

Graças ao magnífico programa de Joanna Lumley sobre o Reino Unido, fiquei a conhecer a história de Richard Moore, o homem que ficou cego aos 10 anos, em Derry, atingido por uma bala de borracha saída da espingarda de um soldado britânico na Derry (Londonderry para os unionistas) de 1972, no mesmo ano do Domingo Sangrento. Na mesma cidade do Domingo Sangrento.

Moore foi o rapaz que nunca mais viu os pais e que soube ser humano quase até à impossibilidade. Quem não ficaria prisioneiro de um ódio compreensível, tolerável, quase necessário? [Read more…]

O ser humano será uma causa perdida?

É esta a pergunta que Frei Bento Domingues faz hoje no PÚBLICO.

Depois dos últimos dois acontecimentos (a morte da menina de 9 anos em Gaia e o massacre em Newtown) a questão faz todo o sentido.

Não transcrevo todo o texto, apenas a sua conclusão: “São os caminhos de inclusão ou de exclusão que avaliam o coração das pessoas, das famílias, das sociedades e das políticas.”

Para pensarmos juntos.

Nojo

As palavras são de um génio e foram maravilhosamente escritas: We hold these Truths to be self-evident, that all Men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the Pursuit of Happiness (Thomas Jefferson, 1776.07.04, A Declaration by the Representatives of the United States of America).

É, pois, profundamente repulsivo que os, estupidamente, denominados “avanços civilizacionais” nos estejam a encaminhar para uma sociedade em que a qualidade de vida se torna no elemento definidor da própria sobrevivência do ser humano. Abriram-se e continuam-se a abrir portas para que o direito de outrem à vida dependa, em absoluto, da sua futurológica “quality of life”.

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Mais um 2010

(adão cruz)

O mais recente trabalho, que eu dedico à dignidade do ser humano.