Nojo


As palavras são de um génio e foram maravilhosamente escritas: We hold these Truths to be self-evident, that all Men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the Pursuit of Happiness (Thomas Jefferson, 1776.07.04, A Declaration by the Representatives of the United States of America).

É, pois, profundamente repulsivo que os, estupidamente, denominados “avanços civilizacionais” nos estejam a encaminhar para uma sociedade em que a qualidade de vida se torna no elemento definidor da própria sobrevivência do ser humano. Abriram-se e continuam-se a abrir portas para que o direito de outrem à vida dependa, em absoluto, da sua futurológica “quality of life”.

Neste sentido é significativo que se tenha publicado num jornal de ética médica (?????) esta coisa! Coisa é eufemismo porque aquilo é ranço asqueroso. Desde logo, porque ao contrário que alguns hipócritas dizem, a começar pelo próprio editor daquele vomitório em forma de jornal, o texto não se limita a fomentar uma discussão académica e científica (?????). O texto toma partido. O texto defende que é moralmente aceitável MATAR RECÉM NASCIDOS! O texto defende o assassínio a frio de um ser que não tem culpa, não é hostil e não se consegue defender. E para tal bastará que a Mãe, não tendo condições para sustentar o seu Filho, se sinta “damaged” por entregá-lo para adopção.

Começa a ser evidente que vivemos toldados por uma “trip” hedonista. E isso não seria muito grave se não houvessem consequências. Mas há e são, manifestamente, avassaladoras. Entre as quais o extermínio da nossa melhor qualidade: a Humana.

Comments

  1. Tens toda a razão na parte do Nojo, só que o texto é claro em que parte de uma premissa errada. Qual a diferença e a razão de descriminação entre um feto de 10 semanas e um de 11 semanas? e um de 3 ou 4 meses? E 8.. ou 9 meses? Ou de uma criança reçem nascida após 8 meses de gestação e uma crinaça não nascida com 8 meses de gestação? (e não venham com sobrevivência porque ambas precisam de adultos para sobreviver, seja uma mãe ou uma máquina)

    O problema é que defendendo o aborto a X semanas não é mais que defender aleatoriamente a umas semanas e não a outras. É o problema da sociedade que faz leis com base em vontades individuais permitindo actos apenas porque estão longe da vista quando os condena quando são visíveis.

    O nojo é a sociedade que não actua segundo princípios, mas segundo vontades de quem pode e grita mais alto. O Nojo é a sociedade que sem justificação nenhuma define que às 10 semanas um feto não merece protecção mas às 10 semanas e um dia já merece toda… Ao menos quem defende esta discriminação que admita que na verdade entre as 10 semanas e o nascimento a única diferença é um espelho…

  2. Estamos num tempo de declínio da civilização como a entendemos, se nada for feito espera-nos talvez uma nova “idade das trevas” como já por vezes aconteceu.

  3. lamento mas a(s) civilização(ões) nunca teve avanços ou recuos

    a civilização tem cambiantes e colapsos…tem adaptações e mortandades por falta de recursos

    isso de ver imagens de civilizações eternas que evoluem para um estado semi-divino

    chama-se mithologia …nã sey se fui claro…

  4. O facto de 6 milhões de hutus terem exterminado à pedrada 1 milhão de tutsis ou hutus para lhes ficarem com os bens…ou as lynch mobs errarem pelas cidades em busca de alvos não é avanço nem recuo na dita civilização…é uma fase de ajustamento

    colapsos civilizacionais súbitos são raros…2 milhões e picos de portugueses sempre viveram com baixos níveis de consumo e expectativas …o facto de agora serem 3…

    e uns milhões de outros terem um grau de consumo em vias de redução

    devem-se à estrutura de produção da sociedade…e não a problemas civilizacionais ou a pannes no motor

  5. É verdadeiramente assustador o caminho que a humanidade vem traçando para si mesma! A vida, o bem mais precioso, está a ser galopantemente banalizada! Estão a perder-se os limites éticos ao mesmo tempo que se sobrevalorizam os absurdos!
    Caminhamos a passos largos para uma irreversível decadência… talvez tenhamos que começar outra vez do nada, talvez tenhamos que atingir o fundo mais sórdido, mais ignóbil, mais lamacento para que possamos abrir os olhos da consciência aos verdadeiros valores… oxalá já não seja tarde demais.

  6. Tito Lívio Santos Mota says:

    como já antes os ingleses, sempre os brasileiros, agora os chineses e mais que nunca os alemães perguntam-se para quê viver num país “rico” se são pobres?

    A Europa fabrica riqueza que produz pobres.

    Então para quê a riqueza?

    Tito Livio Santos Mota

  7. O garve problema desse artigo de “ética” é que equipara o estatuto ontológico e jurídico de embriões e crianças recém nascidas – Ora isso é uma aberração .as.

  8. Fiquei com uma dúvida: Quer então dizer, Bluesmile, que em termos de VIDA, o embrião e o recém-nascido são diferentes?

  9. Lagartices says:

    Não sou a favor do aborto e não sou contra a despenalização do aborto.

    Não quero sequer imaginar o que será carregar um feto vindo de uma violação, do próprio pai ou de um ser que morrerá logo à nascença devido a uma doença congénita detectada muito cedo.

    São áreas muito cinzentas, muito difícéis. Mas este texto publicado num jornal de ética médica é perigoso, muito perigoso.

    Partindo das suas premissas é só mais um pequeno passo até ser justificável matar qualquer ser-humano com base em critérios de eficiência/eficácia na sociedade. É deficiente? Mata-se. Ficou paraplégico? Mata-se. É velho? Mata-se. É burro? Mata-se. É feio? Mata-se. Está deprimido? Mata-se. É chato? Mata-se.

  10. Exactamente! E até se mata se o sexo da criança não agradar à mãe ou ao pai!

    http://www.tvi24.iol.pt/internacional/aborto-tvi24-reino-unido-saude/1327832-4073.html

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