Ainda o F C Porto – Benfica

O F C Porto ganhou ontem o jogo no estádio do Dragão e pode, com isso, ter ganho o campeonato. Um jogo de futebol só termina quando o árbitro apita,  como mais uma vez se demonstrou quando se jogava já o tempo suplementar. O jogo foi equilibrado e as equipas equivaleram-se em campo sendo que este campeonato (que ainda não acabou) fica marcado pela disputa e pela indecisão até ao fim , como disse noutro poste.

A arbitragem não influenciou o resultado. Não vi em campo Salazar, nem a Pide, nem o centralismo lisboeta, nem o regionalismo (claro que percebo que o futebol pode simbolizar e representar aspirações regionalistas autonómicas quando isso corresponde a um sentir profundo e identitário de grande parte da população, o que não é, manifestamente, o caso), nem as batalhas miguelistas, nem as invasões francesas. Os profissionais fizeram o seu trabalho, as acções do FCP devem subir nos mercados e as do Benfica devem baixar. Aos adeptos, que desses números astronómicos nada ganham, resta apenas o desportivismo, já que não me consta que façam parte das estruturas profissionalizadas.

O Benfica perdeu e fiquei um bocado chateado,  [Read more…]

O ser humano será uma causa perdida?

É esta a pergunta que Frei Bento Domingues faz hoje no PÚBLICO.

Depois dos últimos dois acontecimentos (a morte da menina de 9 anos em Gaia e o massacre em Newtown) a questão faz todo o sentido.

Não transcrevo todo o texto, apenas a sua conclusão: “São os caminhos de inclusão ou de exclusão que avaliam o coração das pessoas, das famílias, das sociedades e das políticas.”

Para pensarmos juntos.

“Queremos o futuro”

Pedro Noel da Luz©

Afonso: vamos conseguir!

O Afonso é um menino do Aventar, acho que posso escrever isso, não posso camaradas aventadores?

O movimento em torno do Afonso continua a crescer de forma fantástica e gotinha a gotinha o nosso beija-flor vai conseguindo.

Nos últimos dias tivemos algumas informações que são úteis para mostrar a todos a seriedade que toda a gente coloca nesta campanha. São informações que nos chegaram directamente da família: [Read more…]

Activismo Feminino

Há, pelo menos, duas razões para gostar desta fotografia: a da esquerda e a da direita.

Gotinha a gotinha, a ajuda ao Afonso continua a crescer

A mobilização em torno do Afonso tem sido fantástica. E gotinha a gotinha estamos a conseguir. Hoje (2ª feira, 26 de março de 2012) temos na conta do Afonso 6500 euros.

Como se pode ler no Perfil da Madrinha do Afonso:

“Tem sido fantástico. Vamos conseguir! Muito obrigada a todos!”

Ainda faltas tu? Um euro! Não pedimos mais! Um euro!

Gotinha a gotinha, vamos ajudar o Afonso

Há dias atrás, escrevemos no Aventar, a propósito da Primavera uma pequena fábula sobre um Beija – flor que, sozinho, tentava apagar um incêndio. Quando questionado, respondeu: “Estou a fazer a minha parte“.

Pois bem, este é o momento de fazeres a tua parte.

O Afonso é um menino de Rio Tinto conhecido dos autores do Aventar. É um caso real e cujo apoio é assumido pelo Aventar. É uma causa Aventar com a data de hoje (março de 2012).

O Afonso, de 4 anos, tem uma doença que não foi ainda identificada pelos médicos.Tem tratamentos diários muito dispendiosos e a família  está naturalmente a viver todo o processo com enorme sofrimento. O Afonso tem tido acesso ao que é necessário para os cuidados médicos.

Mas tem a sua mobilidade completamente limitada porque os Pais não conseguem comprar algum material, muito dispendioso para permitir ao Afonso “fugir” do caminho entre casa e o Hospital.

Queremos ajudar o Afonso a ter um bocadinho mais de qualidade de vida.

A família está a levar a cabo uma campanha a que o Aventar se quer associar. Um euro que seja. Vamos. Seja um beija-flor!

O NIB é 0033 0000 00098983748 05, do Millenium e em nome de Ana Isabel Carvalho Poínhas da Silva.

Nota: diariamente vamos colocar neste post o valor alcançado.

Nota 2: por questões que se prendem com o nosso dever de respeitar a privacidade da família não queremos partilhar mais informações. A foto do Afonso surge para que sintam ser uma campanha honesta e real em torno de um menino que precisa da nossa ajuda. Se quiserem alguma informação extra, por favor contactem-nos.

A Camisola do Hulk!

Todos os motivos são bons para se ter uma camisola do Hulk assinada por ele. E se, ainda por cima, estiver assinada por todo o plantel, melhor ainda. Porém, este motivo consegue ser ainda mais especial:

 

A Associação Justiça Para Todos (AJPT) lançou um leilão da camisola do Hulk assinada por este e por todo o plantel e cujo valor da receita será entregue à Associação “Bebés de S. João”. Uma grande causa!

 

Para aceder ao leilão, basta clicar AQUI e toca a ir a jogo. Eu já estou!

KONY 2012, o vídeo que anda a correr o mundo

Com milhões de visitas em poucos dias, tem feito mais pela visibilidade das “crianças invisíveis” no Uganda do que muitos discursos, eventos, campanhas internacionais, etc. Para ver, lembrar e agir, mesmo considerando as polémicas (que são muitas, como lembra, num comentário a este post, a M. João Nogueira).

Leviandade&unanimismo.

Raramente misturo religião com política. É perigosa mistura. Sou católico, mas dificilmente me verão a comentar questões como o aborto ou o casamento entre indivíduos do mesmo sexo. Primeiro, não considero que sejam assuntos pertinentes quando há fome, há descrença ou falta de esperança. Depois, constituem, em parte, assuntos do foro da medicina e da jurisprudência. Podem e devem ser discutidos por todos, mas  a leviandade com que algumas pessoas se coloca de um ou lado da barreira é que me assusta. “Sou a favor porque…” Ou fundamenta realmente muito bem a sua escolha (e quando digo fundamentar não é correr a alegar “direitos”), ou trata-se de mais um caso de um completo desconhecimento da realidade.
As coisas não são a preto e branco. O ser humano é complexo. [Read more…]

O passadismo nacional.

Quero tanto saber de Olivença, como de Zeca Afonso, ou seja muito pouco. Ambos os assuntos me soam vagamente passadistas: peças observadas do ponto de vista de um antropólogo ou um historiador. Ou talvez, mesmo, de um simples visitante de museu. Parece haver nas elites portuguesas, electrizadas ocasionalmente com assuntos de que apenas sabem falar pela rama, uma capacidade inata para se agarrarem a momentos do passado que logo transformam em coisas idolatradas. Vão transitando de anacronismo em anacronismo a tentar encontrar algo que os conforte para as circunstâncias do presente. Sem querer generalizar (mas generalizando) os monárquicos agarram-se à questão de Olivença e alguns de Esquerda, ao Zeca Afonso.
Aos primeiros sugiro a leitura atenta e repetida da História de Portugal – isto para não os obrigar a saber mais sobre a formação dos países, sujeitos a flutuações de propriedade. De resto, um bom monárquico mais depressa faria jus ao dístico que corria de boca em boa na Primeira República: antes um Afonso XIII que o Afonso Costa. Meus caros, a única guerra que força a nossa preocupação, hoje em dia, não é só de laranjas. É de laranjas e rosas. O resto é estória.
No concernente aos segundos lamento a proverbial incapacidade de se renovarem. É o triste síndrome marxista. Ainda houve quem tentasse adoptar os Deolinda como grupo de folk-intervenção, mas debalde. Zeca Afonso é um homem de um tempo. Duvido que o seu género singrasse nos dias de hoje, em melodia ou em conteúdo. Ponham-no a “tocar” numa sala cheia de adolescentes e procurem reacções.
De resto, o que será que o José Afonso clandestino pensaria dos assuntos fracturantes que fazem as delícias de uma esquerda actual? por esta entrevista não é claro, mas creio que seria uma desilusão para muitos.
Uma coisa é certa: já passou o tempo de qualquer uma destas cantigas.

O maquinal legalismo.

Não costumo fazer julgamentos, nem comentá-los, muito menos pronunciar-me sobre deliberações. Não sou juiz, não sou advogado, nem uso suficientemente os tribunais para avaliar o seu desempenho. Todas as considerações que faço são com base em leituras, pensamento e análise. Acho importante dizê-lo, num universo que acicatado pela comunicação social, sedenta de sangue, transforma todos em advogados de acusação, juízes e algozes.
Mas muito embora desconheça os trâmites dos grandes processos mediáticos, há algo que me parece incontornável: o acesso à justiça parece condicionado por relações de poder e uma complexidade interna que coloca em risco a imparcialidade dos julgamentos estimulando a inimputabilidade. Quando mais complexa é a litigância, mais dispendiosa se torna, menos acessível é. Só os mais ricos podem prosseguir nesta trama kafkiana de recursos e apelos.
Por outro lado os juízes são figuras misteriosas. Por medo ou necessidade de se ocultarem numa névoa de respeitabilidade (quasi endeusamento) a classe magistral carrega o peso da respeitabilidade solene. São deuses ex-machinae. E só Deus sabe quem mexe os cordelinhos.
Posto isto não posso deixar de comentar o caso do Rui Pedro de Lousada. [Read more…]

Zona de Conforto Europeia

O ministro Relvas, acossado pela significativa desobediência civil à ordem carnavalesca do governo, apressa-se a proclamar que, em 2013, também não haverá tolerância de ponto no Carnaval – eu até não sou dado a festas carnavalescas, fora o Brasil, mas entendo que outros gostem do que eu recuso. Do actual governo, por exemplo.

Miguel Relvas, loquaz viciado, é o governante mais prolixo em declarações públicas. Debita proclamações umas atrás das outras, a propósito ou a despropósito, mesmo que a segunda nada tenha a ver com a primeira e assim sucessivamente.

Como a última palavra tem sempre de ser sua, também ao jeito de ‘Dupond e Dupont’, há tempos reforçou o conselho de que os jovens portugueses deixassem a sua ‘zona de conforto’ e emigrassem – conselho lançado para a opinião pública pelo obscuro secretário de estado Mestre.

Gente desta, como políticos da governação, é incapaz de ter a mínima percepção das tristes figuras que fazem perante os cidadãos que julgam governar. Na estreiteza de pensamento e capacidades que os atinge, revelam absoluta inépcia na compreensão do real fenómeno de emigração e da vida dos emigrantes. Dos mais 15 milhões de portugueses que estão no mundo, cerca de 1/3 residem e trabalham fora do País.

Dispersámos pelo mundo uma massa humana, heterogénea e que  usufrui de níveis socioprofissionais e económicos assimétricos. A ‘zona de conforto’ de uns diverge, e de que maneira!, das ‘zonas de conforto’ de outros, carregados de árduos trabalhos e de dificuldades financeiras.

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Os bobos do povo.

Não sei se já repararam que, geralmente, os mais imbecis têm tendência a evidenciar-se entre os prudentes. Com frequência um imbecil faz tudo para sobressair, porque a mediocridade inibe a imaginação e, por conseguinte, a inteligência. O Bruno Nogueira e o Manuel Jorge Marmelo fizeram esta semana duas crónicas, uma lida (na TSF), outra escrita(no jornal Público), sobre a monarquia que é bem o reflexo dos seus apelidos: a noz é apetitosa, mas é preciso partir-lhe a casca e o Marmelo…bem para além do uso culinário, muito mais haveria a dizer sobre este fruto. Eu, se tivesse algum destes dois apelidos, habituar-me-ia a ser discreto e menos jocoso. [Read more…]

Uma pausa para Pub.:

O Partido Popular Monárquico promove esta sexta-feira um debate sobre o regime actual através de um confronto de ideias pouco usual com republicanos. A iniciativa «Tenha calma: beba um copo com o regime» tem lugar no bar Frágil, em Lisboa, pelas 22:30, e junta várias personalidades políticas pró e contra a monarquia.

Os protagonistas serão pela república o deputado socialista João Soares, o deputado do PSD Carlos Abreu Amorim, o ex-vereador da Câmara Municipal de Lisboa Tomás Vasques e o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Oeiras, Francisco Silva. Pela monarquia estarão presentes o
ex-deputado e membro do Conselho Monárquico da Causa Real Luís Coimbra, a dirigente do PPM Aline Gallasch-Hall, o publicitário João Gomes de Almeida e o bloguer do 31 da armada Miguel Castelo Branco.

A moderação ficará a cargo do jornalista da TVI24 Filipe Caetano.

 

Texto palmado AQUI

O papel actual do movimento associativo

As questões levantadas com as recentes descobertas de idosos falecidos na solidão – que vieram a público graças à capacidade inata da comunicação social de transformar o óbvio em tendências abruptas – recordaram-me as noções de vicinidade e laços sociais. Quando a humanidade passou por fases eminentemente rurais (e hoje caminhamos aceleradamente para uma situação de urbanismo global) a sobrevivência estava assegurada por recursos e espaços devidamente controlados, mas sobretudo, por uma coesão sanguínea e afinitiva que as cidades não permitem por várias razões: entre elas a composição dos novos agregados familiares. E, no caso de Portugal, um país eminentemente litoralizado, em que as relações já não se baseiam no sangue, nem na afinidade ou na vicinidade, como resolver esta solidão, estes casos de alienação social forçada? [Read more…]

A Pronúncia do Norte

Ontem, pouco passava das oito da manhã e estava nas instalações da RTP Porto à conversa com o Presidente de Braga 2012 e um colaborador da RTP a discutir a velha questão do Norte e os media nacionais. Obviamente, a questão da privatização da RTP e, sobretudo, o futuro da RTP Porto eram tema de acalorado debate matinal entre cigarros consumidos no exterior do edifício.

Hoje, numa das páginas de facebook mais seguidas e activas do Norte (ESTA) um seguidor da mesma escreveu: O Jornal de Notícias foi o único jornal de expressão nacional a levar para a sua capa a abertura da Capital Europeia da Juventude em Braga. Os outros jornais optaram pelas habituais notícias de desgraça, intriga e futebol nas suas já tradicionais capas. Será que um evento que pretende ser um dinamizador de economia local, regional e até nacional não merece maior valorização, apoio e mediatismo por parte de quem pode e deve fazê-lo? (Miguel Oliveira).

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Irlanda: a ordem é ocupar casas!

A Standard & Poors poupou a Irlanda ao corte da notação financeira. Sem se perceber bem o critério utilizado. De facto, depois de um alucinado entusiasmo das autoridades locais e pífias análises de comentadores neo-liberais, com aclamação do sucesso das medidas de austeridade, conclui-se que, afinal, a mossa produzida pelo ‘sistema bancário irlandês’ é muito pesada e a cura está a léguas de produzir os objectivos anunciados. Pelo contrário, os números reflectem a dimensão e efeitos de inverso desfecho:

Descrição

Valores

População – nº de habitantes (2010)

4.476.000

Nº de desempregados (3.º T – 2011)

303.000

Taxa de Desemprego (3.º T – 2011)

14,60%

PIB – taxa de crescimento (3.º T –2011)

– 1,9%

Menos retóricos do que a gentinha lusa, os irlandeses são decididos e eficazes na acção. O movimento ‘Occupy’, de que Liam Mac Bháird, na imagem acima, é um dos líderes, promoveu a ocupação de casas-fantasma, Da notícia, originalmente publicada no “The Guardian” e divulgada pela “Presseurope”, destacamos as seguintes passagens:

Há cerca de 400 mil prédios vazios, na República da Irlanda, e o Instituto Nacional de Análise Regional e Ordenamento Territorial (NIRSA)…

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A Segurança Social lesa contribuintes

segurança socialNesse pseudo-intelectual e narcisista ‘Clube de Pensadores’, onde participam, na maior parte das ocasiões, políticos de pensamentos vácuos e/ou erráticos, Marco António Costa, essa insignificância mental ou idiota útil – escolham! – afirmou:

“A primeira das justiças sociais é obrigar quem recebeu indevidamente a devolver o dinheiro ao Estado, para que o este o possa canalizar e entregar a quem precisa efetivamente”

Em respeito pelos princípios da justiça e equidade social, até poderemos reconhecer, desta vez, razão ao impreparado Marco António, bem como ao seu Ministro, o tal  “Audi” ou Mota Soares, que ratificou a declaração do seu Secretário de Estado, tendo estabelecido que “os beneficiários da Segurança Social têm 30 dias para devolver verbas e 10 para reclamar”.

Todavia, independentemente da razão que lhes possa assitir neste caso, e duvido de que a tenham globalmente!, eu replico:

“A primeira das justiças sociais é obrigar o Estado a declarar devidamente que recebeu a sobretaxa extraordinária sobre o subsídio de Natal de 2011 de contribuintes, nomeadamente de pensionistas do sector privado”

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Desabafos de um português lisboeta

Se fosse o inverso, manifestaria igual repulsa. Preocupa-me a coerência.

Episodicamente mas de forma ofensiva do conceito de justiça,  a mistificação de que Lisboa e naturalmente os  naturais da capital  dominam o País é mesmo isso, uma mistificação, de uso fácil ao utilitarismo populista e ao jeito de quem utiliza a vitimização como arma – de Pinto da Costa a Alberto João Jardim. Do futebol à política.

Há múltiplos exemplos histórico-políticos da falsidade do pressuposto: Salazar, de Santa Comba Dão, companheiro e amigo do Cardeal Cerejeira (Vila Nova de Famalicão), é uma das múltiplas e penosas provas: 48 anos é muito ano! Cavaco veio da algarvia Boliqueime e governou o País durante uma década. Depois veio o lisboeta de Santos-o-Velho Guterres, com genes da Cova da Beira (Donas), seguindo-se Barroso (Nascido em Lisboa) mas reclamando raízes transmontanas. Sócrates, que a seguir nos calhou em sina , nasceu no Porto, mas toma os  afectos de Vilar da Maçada (Vila Real). Hoje temos um Coelho, conimbricense de origem, mas infante em Angola – Silva Porto e Luanda.

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EDP ou a “Casa Amarela”.

A EDP, que tenta ocultar o seu carácter empresarial feroz com a pele de um cordeiro filantropo, anda a pintar barragens de amarelo, sob o pretexto de Arte pública ou activo turístico. O Henrique Pereira dos Santos, consegue por-se na pele do lobo e chama-se a si próprio o conservador contraditório (eu chamaria a isso ser do contra, quando todos estão a favor e estar a favor quando todos estão contra). Eu acho que a EDP nos anda a roubar há tempo de mais. Com a agravante de pagar a alguém 150 mil euros (!) para gozar connosco em tom de amarelo. É como escrever num muro, em letras garrafais: ide-vos ****. Isto também pode ser considerado arte, pois as palavras também combinam bem com a natureza. Juízo! Até a população, que costuma usar a mesma paleta de cores que o Cabrita Reis nas fachadas das casas, acha a cor um asco. Uma habitante local chega mesmo a comparar o flagrante mau gosto com a bandeira nacional que podia lá ser colocada e tinha o mesmo efeito repelente. Não bastava a auto-estima deste país litoral estar em baixo, ainda vão ao interior atemorizar os pobres autóctones com a cor da loucura.

Que merda de país é este?

A almofada da desculpa é o ‘memorando da troika’, negociado e firmado pelo governo de Sócrates e ainda ratificado – e zelosamente excedido – pelo duo PSD+CDS, detentores do poder que nos (des)governa.

Almofada, do ponto de vista etimológico, é uma palavra de origem árabe. Nós, portugueses, e fiéis às origens do ‘al-gharb’, conservámos o vocábulo. Usamos a definição linguística e naturalmente do objecto de repouso sobre o qual descansamos e dormimos. Com menor ou menor comodidade. Tudo depende do recheio. Suma-a-uma, espuma ou outros materiais sintéticos que nos amparam ou massacram o atlas, sim o atlas, ligado ao osso hioide – fonte de inspiração, quem sabe, do conhecido “Hirudoid’.

Todavia, passou a haver outro conceito aplicado a almofada; o conceito político-financeiro, ora usado por Seguro – há almofada – ora recusado por Passos e Coelho – não há almofada.

Mais do que a oposição reclama, o importante é que o governo diz:

Não há folgas, nem almofadas

para acomodar, deduzo eu e milhões de outros cidadãos, a anulação do corte, mesmo parcial, dos subsídios de Natal e de férias nos rendimentos de funcionários e reformados da função pública, bem como de pensionistas privados em 2012 e 2013.

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Em lume brando…

Não. Lisboa é uma bela cidade. O que defendo é o uso de uma bomba de neutrões, de modo a preservar o magnífico património edificado”. Foi esta a resposta que formatei para dar nessas ocasiões. Quando a pergunta não é séria, sinto-me desobrigado de responder a sério.

Obviamente, eu também não quero Lisboa a arder. Deus nos livre, já imaginaram os custos de a recuperar? Já bastou a fortuna da Expo 98…É a minha resposta aos mesmos amigos a que se refere Jorge Fiel.

O artigo em causa, de leitura obrigatória, coloca as coisas como elas são. A cidade de Lisboa, por culpa de uns quantos e alguns deles do Norte, é uma espécie de ralo neste lavatório em que se transformou Portugal. Repetindo o que escreveu o Subdirector do JN: o Norte é a região mais pobre do país, apesar de ser a que mais contribui para a riqueza nacional, com 28,3% do PIB. Por ser a região mais pobre e tendo em conta o objectivo de convergência dos fundos comunitários (aproximar as regiões mais pobres das mais ricas) é uma vergonha, uma pulhice aquilo que hoje se pode ler na página 2 do JN. E se percebi bem algo que li a correr um destes dias num rodapé televisivo, o Ministério das Finanças já se prepara para avocar a gestão das verbas do QREN, o que me leva a temer o pior…

Olhem, só me resta concluir como Jorge Fiel: “Nós não queremos mesmo Lisboa a ser consumida pelas labaredas. O que nós queremos é dizer, em voz bem alta, que estamos fartos de ser chulados“.

Palavras que desarmam.

Durante os últimos 30 anos temos assistido, complacentes, ao crescimento descontrolado do consumo. Desde casas, a carros, a aparelhos electrónicos. A noção de desenvolvimento interior tem vindo a ser substituída por uma estranha noção de relacionamento social baseada em demonstrações de conhecimento rápido e luxo fácil. Tudo aceitámos enquanto nos tocasse parte deste excesso desenfreado. Enquanto houve dinheiro (dos pais), emprego, gadgets, nada dissemos, nem fizemos. Em Portugal o país foi investindo dinheiro de todos em estradas e estradinhas, fontanários e chafaricas de rotunda. A corrupção (a cunha) tem estado por todo o lado e só é nociva quando não nos toca uma parte desse bolo que os medíocres têm comido, transformando o país numa papa regurgitada, entre pais, filhos, tios enteados e primos.

A única manifestação em que estive, recentemente, foi na linha do Tua. Apareceram poucos porque o Tua, além de não dar palha nem grão, é longe do Porto e de Lisboa e lá não há rede de telemóvel. Por tudo isto, aos indignados ou à geração (à) rasca que contribuiu para criar o país que temos hoje não tenho muito a dizer. Quem faz a cama, deita-se nela. Mas há palavras que desarmam qualquer um. E ainda bem que não sou eu quem as escreve. Provavelmente não me levariam a sério:

Em vez de sair à rua para o inútil folclore do protesto, ou ficar em casa a remoer a sua impotência, melhor seria que cada um deitasse contas àquilo que como cidadão aceita ou definitivamente recusa. § Essa, sim, essa é a escolha difícil, fundamental. Improvável, também, no Portugal que os portugueses ao longo das últimas décadas transformaram num teatro de irrealidade e fantochada. Escolha que se faz no íntimo, não na praça pública.

Rentes de Carvalho, em Tempo Contado: a “Manif”.

O Aventar, o jornal Público, a EDP e o Plano Nacional de Barragens

A Joana Couve Vieira conta a história toda aqui. A jornalista do Público, Susana Almeida Ribeiro, veio aqui e conta a história no seu jornal citando exactamente esta frase publicada aqui, referindo que a recebeu por e-mail.

“Nunca pensei que esta simples publicação no Facebook tivesse esta repercussão, mas fico contente que tenha acordado outros para o problema. Não me incomoda muito ter sido banida, incomoda-me sim o que a EDP anda a fazer a este país, às pessoas e à Natureza, marketizando mentiras, sem que nada seja feito para o impedir”.

Entretanto o Mural da EDP no Facebook foi inundado de protestos “eu não pedi um plano nacional de barragens” como se vê aqui. No entanto, faltou aqui um link (ou referência) para o Aventar. Não que nos preocupe. Nós andamos sempre por aqui.

ADENDA: Já depois de publicado este post, o artigo do Público foi transferido para aqui. Sem o tal link, é claro.

 

As razões para a indignação são tantas que o difícil é saber por onde começar

O mundo anda indignado e faz bem. Ainda que não se saiba como vai ser, começa a perceber-se como não pode ser. Andaram anos a fazer-nos crer que o que é de todos não é de ninguém e foi assim que o comum passou a ser só de alguns, poucos, em todas as áreas e lugares. A começar nas nossas cidades, por exemplo, porque os privados, dizem eles, gerem melhor. Com cancelas, seguranças, aproveitamentos indevidos e aprovações tácitas. E com lacaios, claro, colocados nos lugares chave.

Gerem melhor o seu lucro graças ao nosso prejuízo, e riem-se, por enquanto.

Transparência

Os nossos políticos não se dão muito bem com a transparência. Digamos que não lhes está no sangue, não compreendem o que isso é. Ou não querem compreender. Isto explica o facto de serem poucas e tímidas as tentativas de mudar o estado de coisas.

Felizmente, os movimentos de cidadania multiplicam-se, um tema constante desses movimentos é exactamente a transparência.

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Salvem a Casbah de Tânger!

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A Casbah de Tânger, ou castelo daquela cidade, património de inegável valor arquitectónico, encontra-se numa situação deplorável. A sua fachada Norte colapsou parcialmente e está em risco de ruína total, ameaçando derrocada.

O imóvel integra-se na cintura de muralhas construída pelos portugueses durante os quase 200 anos em que aí permaneceram, resultado da reformulação da antiga cerca que já existia desde o século XII. A Casbah foi implantada no ponto mais alto da cidade, em situação sobranceira em relação à Medina, desfrutando de uma vista panorâmica sobre o Estreito de Gibraltar.

A falta de conservação e a instabilidade do talude em que assenta, são factores determinantes para a situação crítica a que a Casbah chegou. [Read more…]

Sessão de esclarecimento popular

Para que o povo não fique órfão da Justiça.

FUNDAÇÃO FILOS & apDC – associação portuguesa de DIREITO DO CONSUMO, associam-se para prestar um Serviço Público de INFORMAÇÃO a Consumidores “consumidos”… com cobranças ilegítimas e ilegais!

Para um povo indefeso
Um defensor… de peso!

Sessões de esclarecimento popular:

Defensor do povo em acção!

Se tem qualquer problema num dos seguintes domínios,

1. Contratos de Compra e Venda de Consumo.
2. Contratos de Fornecimento de Serviços Públicos Essenciais.
3. Água predial.
4. Energia eléctrica.
5. Gás e gás de petróleo liquefeito canalizado.
6. Comunicações electrónicas.
7. Serviços postais. [Read more…]

Pena de Morte para Homosexualidade no Uganda

De vez em quando recebo um mail que sinto dever publicar no Aventar. É o caso desta petição que pretende evitar a pena de morte para os homosexuais no Uganda. Leia, assine, divulgue, faça qualquer coisa, a maior crise é a demissão e há mundo para além da nossa casa. Eis o mail integral:

Em 24 horas, O parlamento de Uganda pode votar uma nova lei brutal que prevê a pena de morte para a homossexualidade. Milhares de ugandenses poderiam enfrentar a execução – apenas por serem gays.

Nós ajudamos a impedir esta lei antes, e podemos fazê-lo novamente. Depois de uma manifestação global massiva ano passado, o presidente ugandense Museveni bloqueou o progresso da lei. Mas os distúrbios políticos estão crescendo em Uganda, e extremistas religiosos no parlamento estão esperando que a confusão e violência nas ruas distraia a comunidade internacional de uma segunda tentativa de aprovar essa lei cheia de ódio. Nós podemosmostrar a eles que o mundo ainda está observando. Se bloquearmos o voto por mais dois dias até que o parlamento feche, a lei expirará para sempre. [Read more…]

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