Efectivamente: «declarar serem verdadeiros os fatos»

dre 1752016

Sim, «declarar serem verdadeiros os fatos». Os fatos? Exactamente. Os fatos. Trata-se de fenómeno antigo. Há solução? . Qualquer dia, o Benfica conquista o tetra e este assunto ainda não foi resolvido. Um pouco mais de rapidez, sff. Obrigado.

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© Patrícia de Melo Moreira (http://bit.ly/1smVduC)

E assim se fazem novos portistas

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Foi linda, a festa. Ao lado da minha mulher e pela primeira vez com as minhas filhas, fui para a Baixa festejar mais um título e acabei no Estádio do Dragão. A mais velha já tinha adormecido ao meu colo quando, um a um, os jogadores e a equipa técnica foram sendo chamados ao «cogumelo», ontem engalanado para a ocasião. Arredado que ando destas lides por causa dos afazeres familiares, revivi velhos tempos, agora com outros protagonistas.
Tinha 3 anos quando comecei a ir às Antas com o meu velho pai. O Oliveira, o Seninho, o Duda ou o Gomes eram os heróis de então. Na fase em que já ia sozinho e pertencia à claque dos «Dragões Azuis», festejei muitas, muitas vezes com os meus ídolos – o Gomes, o Madjer, o Futre. Agora que sou eu o pai, já não tenho tempo nem paciência para criar ídolos (cada um dos jogadores que passa naquela casa é apenas o instrumento de uma vontade colectiva), mas pude perceber que o João Moutinho é um dos jogadores mais queridos da massa associativa, talvez porque personifique aquilo que é o espírito do «dragão». Um espírito que culmina com um título justíssimo, tão justo como seria se fosse o Benfica a vencê-lo.
A análise da época fica para depois. Por agora, fica a celebração. A festa. Uma festa que, pela primeira vez, teve duas novas protagonistas. E assim se fazem novos portistas. Só quem não sente o ardor da juventude / poderá vê-la, de olhos descuidados /Porto – palavra exacta. Nunca ilude / Renasce, nela, a ala dos namorados!
– «Quando é que vimos outra vez à festa do Pôto, pai?»
– «Sei lá, filha, espero que seja já pró ano!»
– «Pró ano? Isso é muito!»

A provocação final

Porque sou (tri)campeão, e surripiando do facebook.

Aleluia

Porto's players hold their trophy after winning the Portuguese league
Dúvida? Não. Mas, luz, realidade
e sonho que, na luta, amadurece.
– O de tornar maior esta cidade.
Eis o desejo que traduz a prece.

Só quem não sente o ardor da juventude
poderá vê-la, de olhos descuidados.
Porto – palavra exacta. Nunca ilude.
Renasce, nela, a ala dos namorados!

Deram tudo por nós estes atletas.
Seu trajo tem a cor das próprias veias
e a brancura das asas dos poetas…
Ó fé de que andam nossas almas cheias!

Não há derrotas quando é firme o passo.
Ninguém fale em perder! Ninguém recua…
E a mocidade invicta em cada abraço
a si mais nos estreita. A pátria é sua.

E, de hora a hora, cresce o baluarte!
Lembro a torre dos Clérigos, às vezes…
Um anjo dá sinal quando ele parte…
São sempre heróis! São sempre portugueses!

E, azul e branca, essa bandeira avança…
Azul, branca, indomável, imortal.
Como não pôr no Porto uma esperança
se “daqui houve nome Portugal”?

Pedro Homem de Mello