Parece que foi precisa uma vaga de calor para PCP e BE avançarem com propostas de encontros, visando, supõe-se, a construção de uma programa comum de esquerda em Portugal. Que o tempo não arrefeça.
Ainda antes de a direita entrar em histeria, como é hábito nestas ocasiões (não é muito difícil de fazer as contas: BE e PCP podem facilmente obter o segundo resultado eleitoral em próximas eleições, relegando o PSD para o velório e fazendo de Passos Coelho o seu cangalheiro), e abençoando a máxima de que o caminho é complicado e ainda bem, que de coisas fáceis está a troika cheia, registe-se uma primeira reacção radical de base em modo pequeno-burguês: vá de retro porque o BE também convidou o PS.
Convém perceber duas coisas. A primeira é simples: é no PS que se concentram os votos dos que estão fartos da troika, e os votos fazem falta. Não alinhando o PS numa coligação disfarçada com a direita é limpinho que assim será. Imaginemos que as conversações de 2ª, 3ª 4º e 6ª eram encabeçadas por Francisco Assis, teríamos este cenário muito bem traçado pelo Pedro Magalhães, referindo-se a um hipotético acordo: [Read more…]










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