O PS e o (a)normal funcionamento das instituições

A propósito do chumbo de Vitalino Canas e de mais alguns nomes propostos pelo PS para o Tribunal Constitucional e para outras entidades públicas, a feroz Ana Catarina Mendes rapidamente deu conta da indignação dos socialistas, acusando as restantes forças políticas de bloquear o normal funcionamento das instituições democráticas, o que me levou a concluir que a deputada desconhece o funcionamento das mesmas.

Da mesma maneira que, em 2015, me insurgi contra a desonesta narrativa da negação da democracia representativa, aquando da rejeição parlamentar do governo minoritário PSD/CDS-PP e da formação da Geringonça, manterei a coerência: o PS não tem maioria e
não quis firmar acordos com os seus antigos parceiros à esquerda, pelo que tem que se sujeitar à negociação. Sendo incapaz de o fazer, tem igualmente que se sujeitar às consequências da sua incompetência, calculada ou não. Ana Catarina Mendes pode propagandear o que bem entender que a realidade permanecerá imutável: o único partido que pode, neste caso específico, ser acusado de bloquear o normal funcionamento das instituições é o PS.

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A política como dejecção moral

Num miserável e infame Despacho de Acusação, digno da mais persecutória polícia política, a Comissão Federativa de Jurisdição da Federação Distrital do Porto do Partido Socialista, Federação cujo vice-presidente é o actual presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, acaba de propor, como eu já aqui tinha antecipado, a minha expulsão do PS.

Uma das acusações infames nas quais a Comissão Federativa de Jurisdição baseia essa sentença de expulsão, é a de eu ter sido um “agente comercial” ao serviço da República Popular da China, enquanto exerci funções na Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

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